28 fevereiro, 2007

Descer mais baixo não é possível!

É verdade vão a http://bibliotequices.blogspot.com/2007/02/contas-de-sumir.html. ver quão baixo desce o Ministério da Educação nas suas propostas. Sejam pacientes e leiam até ao fim senão ficam com a informação truncada.
Se dúvidas havia sobre as intenções deste governo elas ficam agora totalmente desfeitas através desta proposta de Decreto-Lei para regulamentar o concurso a professor titular.
Claro que, para variar, a maioria dos professores que conheço não tem muito bem a noção do que uma coisa deste tipo representa, nem sequer têm a noção que ou se mobilizam e protestam, mesmo sem os sindicatos e não perdem a dignidade ou ficam assim, pasmados, semi-adormecidos e acordam só quando perceberem que ser professor [ segundo os cânones Socráticos e Rodriguista ] é nunca dar aulas, nunca ser Director de Turma, nunca produzir materiais didácticos, nunca se actualisar, nunca fazer uma pós-graduação, sem falar do facto que não podem estar doentes, ter filhos, acompanhá-los quando eles estão doentes, ir ao tribunal, ir ao enterro de ninguém - isto porque tudo isto não dá PONTOS!!!!!

25 fevereiro, 2007

Traz outro amigo também

A arte de José Afonso é um jorro de água clara, puríssima, portuguesa sem mácula. Realmente é a «pureza» a nota maior desta arte: pureza de voz, pureza no poema, pureza na música. Neste disco, um dos mais ricos quanto a valores poéticos, é ela que domina: trova antiga purificada, folclore limpo de excrescências, balada de combate em que a justiça vai de bandeira. E o ouvinte fica tonificado, «limpo», cheio de graça, com mais vigor para a luta.
No chiqueiro velho e saudosista, insignificativo e feio da música ligeira do nosso país, José Afonso surgiu como um renovador: de risco claro e leal, com punho duro de diamante, terno e gentil sem amaneiramentos. Limpou crostas, desatou amarras, descobriu ramos verdes e ocultos, abriu janelas na parede bolorenta do fatalismo lusíada. E como esta arte pura e viril habitava já nebulosamente, nos anseios da juventude que tanto pechisbeque musical mórbido e paupérrimo trazia nauseada, José Afonso conseguiu rapidamente uma enorme audiência: ele é hoje o mais autêntico trovador do povo português, nesta hora que todos vivemos. Ninguém melhor que ele transmite os seus desesperos e raivas, as suas aspirações de amor, de paz, de justiça, de verdade. Por isto, todos o amam. E o amor do povo, dos jovens, de todos aqueles que ainda não estão definitivamente contaminados, esclerosados, é, tenho a certeza! a recompensa e a glória de José Afonso.
Nem tudo está pobre no reino da Dinamarca.


Bernardo Santareno

Publicado na revista Mundo da Canção, nº12, ANO I, 15/11/1970

24 fevereiro, 2007

Música - actividade extra curricular - a que preço?

Estive a reler o Currículo Nacional para me certificar que o nosso governo não tem mesmo vergonha na cara.
Já sabia mas agora tenho a certeza: sendo a Música parte integrante do Currículo do 1º Ciclo como é que se contratam professores a recibo verde e mal pagos, para dar música como actividade extra-curricular e ainda por cima só para quem quer?
Há aqui uma quantidade de ilegalidades a vários níveis e por isso gostaria que alguém me ajudasse a desmontar esta situação.
  • Há a situação da desigualdade de acesso dos alunos à aprendizagem da música;
  • Há a forma de tratamento dos professores contratados para o efeito;
  • Há a falta de condições de trabalho para estes e de aprendizagem para os alunos;
  • Há a conivência de toda uma classe de professores que se calam e deixam andar;
  • Há uma plataforma de sindicatos que não sei para que serve, talvez de trampolim?
  • Há o problema de quem contrata, os Conselhos Executivos, que dizem que cumprem ordens....

Então pergunto haverá alguém responsável neste país que possa pôr o dedo no ar e dizer: fui eu que fiz a asneira, mas a culpa foi do....

23 fevereiro, 2007

Schumann: Cello Concerto (part 1)

Pierre Fournier plays Robert Schumann's Cello Concerto Op. 129 with the ORTF National Orchestra led by Jean Martinon.

22 fevereiro, 2007

Mas...Afinal atesta ou não atesta?

Estou para aqui, de cama, com aquela gripe que já atacou meio mundo. Doi-me tudo, tenho febre... e qual é a minha preocupação? Justificar as faltas na escola. Já não me chega a angustia de deixar os miúdos sem aulas tenho agora esta preocupação!
Porquê, perguntarão, os não professores do ensino público?
Porque, amanhã, quando me sentir um pouco melhor e puder ir a uma consulta, aqui ao lado, na minha médica habitual, ela vai perguntar-me se eu preciso de atestado. Eu vou dizer que sim, que faltei hoje e amanhã também não vou conseguir ir fazer o meu trabalho, mas que corro o risco de o atestado que ela me passar não ser válido para o ME, que é o meu patrão!
Porquê? Outra vez porquê! Porque o meu patrão só acredita nos médicos que trabalham nos centros de saúde e só quando estão a trabalhar lá... porque se estiverem a fazer uma consulta particular e/ou privada também já não têm credibilidade!
E agora ?
Eu vou levar o atestado que a minha médica me passar e vou bater o pé para o aceitarem ( de resto dizem que sou muito boa a bater o pé!) depois ... depois logo se vê!

17 fevereiro, 2007

Pedro Sousa Silva

Este é um link para uma página de um músico que eu acho que os meus amigos devem conhecer.Pedro Sousa Silva
Chamo a atenção para as vossas agendas, marquem bem e vão ver este concerto -
"25 de Março: Orquestra Barroca do Curso de Música Antiga da ESMAE, Coliseu do Porto (solista no 2º Concerto Brandemburguês de J.S. Bach) "

J.S. Bach - BWV1007 (Li Jie)

Não sei o nome da rapariga, mas parece-me que além de estar bem tocado está bem adaptado.(quem conhece sabe que o original é para violoncelo solo).

12 fevereiro, 2007

Brincar às escolas

Hoje estou chateada que nem um perú: comecei a semana com o meu horário de trabalho normal mas acabei o dia com reuniões de avaliação intercalares, marcadas para as 18.30h e 19.30h, isto é, fora do horário de trabalho.
Mas mais grave é que isto é para continuar!
Eu vou barafustar! Prometo! Não acham bem?

08 fevereiro, 2007

05 fevereiro, 2007

Às vezes a idade mais avançada não tem mesmo serventia nenhuma; nem por isso deixei de meter água!

03 fevereiro, 2007

Tempo

Cada vez mais me convenço que é preciso viver um dia de cada vez e que esse dia tem de ser vivido com consciência!
Vezes sem conta os dias passam sem história nenhuma para contar e quando vejo alguém irritar-se porque uma página da net demora mais de um segundo a abrir, concluo que chegamos à decadência total.
Se todos sabemos que o tempo é relativo mas que o que temos é finito e contado porque é que não aprendemos a vivê-lo?