27 março, 2007

Chick Corea and Bobby McFerrin (Montreux Jazz Festival 2001)

Deliciem-se com estes dois temas e estes dois músicos fantásticos (apesar da voz irritante da menina, que aparece de vez em quando).

24 março, 2007

Ensino Artístico - é mesmo para mudar?


Tenho lido no Público, o de papel, alguma coisa sobre o assunto. Há um estudo, finalmente, que recomenda que se recomece de novo, isto é , que se criem novas estruturas , principalmente para o ensino da música.

Reconheço razão às escolas que se sentem ameaçadas e melindradas, mas também reconheço que nada pode ficar como está e que a velha escola portuguesa de remendar o que temos não dá grandes resultados.

Parece-me que a recomendação para fazer de novo é acertada.

Domingos Fernandes que coordena o grupo que fez o estudo só não tem razão quando diz que o responsável pelo "preocupante estado do sector"é toda a sociedade: é só perguntar que eu consigo lembrar-me de várias mãos cheias de políticos e dirigentes responsáveis pelo estado caótico do ensino artístico em Portugal.

23 março, 2007

"A escola da minha vida"

Este é o título de um concurso, meritório nas suas intenções, da Câmara da Póvoa de Varzim para as escolas do concelho. O dito concurso abrange a prosa e a poesia, as artes plásticas e a música, com trabalhos originais de alunos, normalmente supervisionados por professores. Há um júri , há prémios, que como tudo às vezes geram alguma polémica e há uma sessão ou "festa" de entrega dos prémios.
É precisamente aqui que acaba a parte meritória e começa a parte condenatória: nunca na minha vida vi tanta indigência cultural junta no mesmo espaço, tanta energia deitada fora, tanto tempo mal gasto e mal gerido, tanto dinheiro gasto sem serventia nenhuma...
Mas vamos por partes: uma sessão pública em que cada escola devia preparar um número para a festa: todos os participantes (no feminino, na sua larga maioria) exibem fatos reduzidos, pinturas e cabelos absolutamente inapropriados para as idades, as músicas que só são batida em alto som, ultrapassando largamente o limite, em decibeis, do suportável; as coreografias também praticamente todas iguais, com gestos e poses pouco de acordo com a faixa etária. E agora o cúmulo: números apresentados por uma ou umas, não percebi muito bem, academias de dança, que não têm nada a ver com as escolas participantes no concurso; estas estão em peso no pavilhão, a suportar tudo aquilo para ver os colegas a receber os prémios (esta foi a parte a que praticamente ninguém ligou) e ver o número preparado, os tais todos iguais aos das academias de dança. Como numa cena surreal, isto estende-se muito para além do tempo previsto e a partir de uma determinada hora os miúdos vão saindo para serem transportados de volta às escolas respectivas e quase ninguém vê as apresentações das escolas que ficaram para o fim.
Ora bem, além do ridículo da questão existe o facto de uma tarde inteira de aulas ter sido anulada, pois tanto os alunos como os professores estiveram presentes em tão "edificante" espectáculo. Devemos acrescentar as aulas que os alunos envolvidos perderam para ensaiar o número (que quase ninguém viu) apresentado pela escola.
A minha questão é: deve a escola reproduzir o que de má qualidade produz a sociedade em termos culturais?

21 março, 2007

Professor titular - a saga continua...

Eis aqui http://www.fenprof.pt/DynaData/SM_Doc/Mid_115/Doc_2226/Anexos/4versao.pdf a última versão do Decreto- Lei que vai regulamentar o concurso de acesso a professor titular. Até cheira a papeis velhos e amarelos e às repartições antigas, sempre no cimo de escadas íngremes e tortas, com corrimões que abanam ao mais pequeno encosto!
É verdade, mesmo em PDF sinto náuseas ao ler, só consigo ler 3 páginas de cada vez.
Será que não há ninguém, dentro deste maldito governo, que PENSE? Que não seja BUROCRATA? Foi você que pediu um choque tecnológico? Simples-x-?
Não! Afinal era só publicidade!

20 março, 2007

Ensino Artístico - atenção, mais estragos!

Atenção a este email que copiei do portal MusicosNet


Viva, O futuro do nosso Conservatório Nacional não tem as melhores perspectivas. A ministra da Educação, numa óptica estritamente economicista, parece considerar incomportável o ensino da música ali exercido, suportando as suas opiniões na ressonância de uma comissão de especialistas doutorados que, também numa óptica estritamente economicista, lhe sugere, entre outras soluções, a implementação das aulas colectivas de instrumentos [com 10 trompetes de cada vez ou com 10 cantores(não confundir com coro)], para acabar de vez com o ratio insustentável de 1 professor para 1 aluno; comissão essa que também lhe sugere a subtracção do direito às aulas aos alunos em regime supletivo, ou seja, àqueles que buscam efectivamente, após o chamamento da sua vocação, a cultura numa das suas formas mais cristalizadas - a música - seja como complemento legítimo à sua educação e plenitude espiritual, seja como investimento sério e responsável numa perspectiva de futuro profissional, e,assim, canalizando o ensino da música apenas para o regime integrado e articulado, a começar aos 10 anos de idade. Temos de concordar com a ministra e com aquela comissão: esta é, de facto, a idade típica, diria mesmo ideal, em que a criança (que entretanto já terá lido e interpretado Kant na primária) está no ponto de ouro para discernir sobre a sua inquestionável vocação instrumental (Mãe: quero o fagote! De forma alguma violeta, já disse!); e também na idade de se responsabilizar pelos seus actos, dando o passo grave, e, a partir daí, suportar todas as consequências do sentido do passo dado. O Conservatório já sobreviveu a muitas situações desde a sua fundação: sobreviveu à Maria da Fonte, ao Setembrismo, às convulsões do Ultimatum e aos consequentes fervores republicanos. E sobreviveu ao regicídio e à transição de Regime; e resistiu ao fascismo e à economia de duas guerras mundiais; sobreviveu à guerra do Ultramar, ao verão quente de 75 e ao Cavaquistão. E há-de sobreviver ao Governo de Sócrates. Comecei a escrever uma lista de alunos e ex-alunos do Conservatório Nacional de Lisboa que seguiram (ou seguem) com sucesso a profissão da música (por ordem alfabética de apelido). A lista foi crescendo aos poucos consoante ia crescendo o meu orgulho por ser professor numa casa que, com mãos tão generosas, deu frutos tão sumarentos à cultura da subtileza de Portugal. A cultura é a alma de uma nação. O seu valor é incalculável. Não se mede por números, Sra Ministra. Mas, se este Governo hiper-liberal só pensa em números, então vamos fazer crescer os números desta lista aberta. Responde se não viste o teu nome incluído: hoje são 300 nomes; amanhã serão 3 000. Apelo aos colegas do enorme Conservatório do Porto: fazei também uma lista das mãos e dos frutos dessa instituição e incluí, se não vos importardes, o meu nome. Se os números forem impressionantes talvez a ministra pense duas vezes antes de a sua obstinação acelerar. Um abraço Eurico Carrapatoso
FICHEIRO EM ANEXO
AsmaoseosfrutosdoConservatorioNacionaldeLisboa.doc

The Moody Blues - Nights in White satin´67

Não resisti. É melhor dar mais atenção à música do que ao vídeo. Acho que me lembro desta canção desde sempre, é talvez de 1967! Eu gosto, faz-me pensar em coisas boas de quando era miúda.

19 março, 2007

Ensino Artístico

Atenção caros amigos!
Se se interessam pela música, pelo estado do ensino dela no nosso país vão aqui http://manifestopeloensinoartistico.blogspot.com/ , leiam e assinem.

17 março, 2007

Va pensiero ('Nabucco', G. Verdi)

Andava à procura da música porque tenho de fazer um arranjo para os meus alunos. Pronto, não resisto a pôr aqui!

12 março, 2007

A Noite Passada - Sérgio Godinho

Às vezes dá-me para isto! Rebuscar o baú das canções e esta aparece sempre, com viola na mão ou não.

11 março, 2007

Timothy Garton Ash - What's New?




Fazendo eco do Público de hoje, ponho aqui este link http://www.prospect-magazine.co.uk/article_details.php?id=8214 de forma a quem lhe tenha escapado possa ler e participar, se achar como eu, que o assunto tem alguma pertinência.



Propõe que a nova história da Europa seja construída a partir de seis linhas: a liberdade, a paz, a lei, a prosperidade, a diversidade e a solidariedade.

08 março, 2007

Mulher, dia ...

Querer dizer alguma coisa sobre este dia, o tal que é internacional, sem cair nos lugares comuns é um pouco difícil.
Sendo assim apetece-me falar, em primeiro lugar, para os homens que conheço e que são à partida pessoas esclarecidas e civilizadas: que tal fazer uma auto-análise dos vossos comportamentos? Contribuem ou não para a discriminação negativa da Mulher? Sentem-se realmente em pé de igualdade com as mulheres em geral e as das vossas vidas em particular?Ou são, apesar de todos os pergaminhos culturais daqueles que dizem que "ajudam" as mulheres, como se as tarefas fossem delas, por atribuição ancestral?
Em segundo lugar gostava de perguntar às mulheres se não acham que como mães somos muitas vezes as culpadas pela perpectuação do sistema vigente. Que ideias e actos passamos nós aos nossos filhos, sejam eles machos ou fêmeas!
Em suma, para além dos actos diários que possamos fazer para acabar com a discriminação negativa da Mulher, podemos realmente reflectir um pouco para poder agir mais e melhor.
P.S. Já agora sou contra as quotas, seja para o que for!

06 março, 2007

Menos indigno, mas indecente na mesma!

Aqui, neste link encontram uma nova proposta do ME para regulamentar os concursos a professores titulares http://www.min-edu.pt/hit/?newsId=473&fileName=dltitular_04_03_2007.pdf.
Agora todos podem ser professores titulares (desde que tenha vaga, claro!) porque a avaliação mantém-se burocrática. Claro que aqueles que realmente estiveram doentes nestes últimos anos vão ser penalizados duas vezes, pelo azar da doença que tiveram e porque vão ter menos pontos.
Continua a ser irrelevante que se faça um bom trabalho, o reino da sala de aula vai continuar a ser sagrado e portanto as portas da aula vão continuar fechadas.
Resumindo, esta onda reformista governamental é sem sombra de dúvidas de cariz económica, isto é, para quem ainda tinha dúvidas!