11 março, 2007

Timothy Garton Ash - What's New?




Fazendo eco do Público de hoje, ponho aqui este link http://www.prospect-magazine.co.uk/article_details.php?id=8214 de forma a quem lhe tenha escapado possa ler e participar, se achar como eu, que o assunto tem alguma pertinência.



Propõe que a nova história da Europa seja construída a partir de seis linhas: a liberdade, a paz, a lei, a prosperidade, a diversidade e a solidariedade.

6 comentários:

  1. Susana,
    Talvez seja relevante para a discussão que desejas iniciar, a análise que eu rubriquei mas que foi fruto de discussões colectivas, e publicada em setembro de 2005.
    «Capitalismo na era Global, os seus quatro pés de barro»
    ver em «Luta Social»:
    https://www2.blogger.com/comment.g?blogID=11254405&postID=112651703209582494

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  2. O Ash gosta de traçar planos, gosta de fazer como se, como se fosse possível pôr a história entre parêntisis, como se fosse possível esquecer quem é que efectivamente governa, quem é que se aproveita dessa tal «europa»... ainda por cima tem um discurso totalmente «a-classista». Eu duvido muito que o trabalhador hoje esteja melhor em todos os aspectos que importa, ou seja de qualidade de vida, e não de quantidade de consumo, do que há 30 anos.
    Esta escolha não é casual,
    como não casual a minha.
    escolho lutar contra o sistema que gera tanta miséria no chamado terceiro mundo e gera também tensões insopurtáveis no seu interior.
    Não escolho um imperialismo contra outro; sou contra o branqueamento do imperialismo europeu.

    Manuel Baptista

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  3. Manel, ainda não consegui chegar a conclusão nenhuma sobre o que move este homem. Tenho de ler mais e pensar mais também.
    Já estive a ler o artigo que falaste, mas só até metade. O tempo não chega para tudo.
    Obrigada pelos comentários.

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  4. Pessoalmente,
    Acho que este escrito e este autor devem ser lidos com atenção, pois representam o que de mais inteligente se apresenta no establishment.
    Talvez, por isso mesmo é preciso ter em conta a «démarche« que ele adopta... o não-dito... em filigrana.
    Ele está a «responder» a outros neoliberais, mais apressados do que ele -Ash - em formar os «Estados Unidos da Europa» à maneira deles, não á maneira dos povos.
    É esta uma leitura que eu faço, mas gostaria de ler outras opiniões.

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  5. Há uma corrente, o «possibilismo», ou seja um «reformismo», que é apologista de fazer política dentro das instituições, de avançar reformas, que irão abrir caminho a novos patamares de bem-estar, de justiça, de cultura, etc...

    O reformismo é COMBATIDO activamente pelos neoliberais, que deitaram por terra a estratégia de integração da classe operária no Estado Social. Isto desde Teacher, Reagan, etc...essa viragem começou a exprimir-se politicamente nos inícios de oitenta. Em paralelo, existiu um processo de decomposição do «socialismo» burocrático. Este «socialismo» era fancaria. Os capitalistas sabiam. Porém, fingiam que era um perigo «real»!!!
    Assim, tinham espantalho e pretexto para reprimirem o povo que reclemava mais direitos, repressão essa feita sempre em nome da defesa da «liberdade».

    Na realidade, o povo foi sempre mantido -de uma forma ou de outra - sob controlo.
    Eu vejo que é impossível a revolução ... pelo menos como a sonhei quando adolescente!
    Mas isso NÃO significia que a revolução NÃO SEJA NECESSÁRIA.
    A revolução tem de ser encarada como um processo e uma ruptura ao mesmo tempo, o que não é fácil conceptualmente e ainda menos de explicar em termos claros e simples

    Só se poderá fazer uma discussão séria destes assuntos (menos imediatos) com pessoas menos apressadas e com vontade de reflectir maduramente sobre o assunto.

    O reformisno em si mesmo:
    é um bem? é um mal?
    A pergunta, para mim, não tem sentido... Avancemos sempre o máximo possível dentro do próprio sistema; minoremos sempre o que for possível de sofrimento, reduzamos tanto quanto possível a extorsão de mais valia...
    Mas não significa isso, que o nosso fim ou horizonte seja «melhorar o sistema».

    É justamente aqui que o meu pensamento se separa do de Ash: estamos em dois mundos diferentes (antagónicos?).
    Mas este mundo é feito de mundos...

    Manuel Baptista

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