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30 dezembro, 2013

E não se pode pedir responsabilidades?

Hoje no Público, um artigo de opinião, importante, a meu ver!

1993 é mais do que um ano, é o começo de um período de disparates

"Para regressar a 1993, temos de o fazer dentro de uma década para que a viagem faça sentido. Chegamos desde logo a um período em que vivíamos uma euforia alimentada pela entrada de Portugal na que é hoje a União Europeia. O ano de 1993 estende-se pelo resto da década por ter sido o começo de um período de disparates.
A situação política estava estabilizada, Cavaco Silva liderava o seu segundo Governo, tinha-se retomado um certo crescimento económico, mas sobretudo tinha-se criado a ideia, com os dinheiros da CEE, de que isto agora era um maná. A construção civil crescera muito, as pessoas queriam ter a sua casa, o que era normal. Hoje é reconhecido por todos que houve nessa altura demasiada facilidade na aquisição de casa própria, mas não é a isso que me refiro quando digo que começaram os disparates.
Os disparates começaram porque não aproveitámos esse período de adesão europeia, com um governo estável, para responder ao desafio de estarmos integrados num grupo de países com um desenvolvimento muitíssimo maior do que o nosso. Não encarámos isso como um desafio a que era preciso responder com determinação, mas como se nos tivesse saído a sorte grande e tudo fosse fácil – um pouco à portuguesa. E então começam os exemplos dos disparates.
Quando, na sequência do Tratado de Maastricht (1992) surgiram os problemas para respeitar o défice orçamental, matéria de que agora tanto se fala, arranjou-se a solução enganosa de atirar para o futuro. E os anos assim foram passando, em euforia.
O país tinha então empresas na órbita do Estado com os seus próprios fundos de pensões (PT, CTT). Entrámos na década de 2000 e na altura a ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, chamou para o Estado o fundo de pensões da PT, para resolver um problema de défice orçamental.
A transferência do fundo de pensões entrou como receita do Estado esse ano para ficarmos abaixo do célebre limite dos 3%. Estávamos em 2003. O Governo integrou o fundo de pensões da PT na Caixa Geral de Aposentações (CGA), Portugal ficou abaixo do tecto do tratado, continuámos a ser chamados bons alunos e começou a atirar-se para o futuro da CGA os encargos correspondentes que agora se estão a ver.
Seguiram-se outros governos e outros fundos de pensões, nomeadamente dos CTT e dos bancários. Tudo isso tem pesado muitíssimo no desregulamento da capacidade do Estado de assegurar o pagamento de todas essas pensões, pelas quais ficou responsável, em contrapartida da entrada dos fundos como receita pública.
É também deste período um grande aumento no número de funcionários públicos e a introdução do regime de promoções automáticas pelo qual um funcionário público era automaticamente promovido ao fim de um certo tempo, independentemente de outras considerações. Era apenas uma questão de tempo.
É com a ideia generalizada nesta década de que havia sempre dinheiro que começa uma série de obras de utilidade discutível e em regime de pagamentos diferidos, tudo isso atirando custos para o futuro. Agora estamos nesse futuro, com dificuldade em pagar os encargos.
Não se aproveitou a estabilidade política existente para tirar partido das vantagens competitivas que Portugal, apesar de tudo, oferecia – e que nesse tempo ainda eram mais significativas – para forçar um maior investimento estrangeiro, sobretudo na área dos bens transaccionáveis. Pelo contrário, insistiu-se nos serviços, nomeadamente imobiliário, e diminuiu a indústria, em vez de aumentar.
Não se usou o que poderia ter sido um trunfo enorme para o desenvolvimento do país e havia todas as condições para o fazer. Sentimos hoje os efeitos de nos termos tornado um país de serviços. O turismo tem todas as vantagens, mas não chega, como verificamos. Em contrapartida, o que se desenvolveu foi o imobiliário com as consequências conhecidas de aumento anormal do valor das casas, para além do seu valor real, especulação na construção, na promoção imobiliária e o rosário que se seguiu.
Conjugou-se a euforia dos "dinheiros de Bruxelas" e a acção deficiente de um governo estável na altura que não tirou partido dessa estabilidade para forçar um desenvolvimento e entusiasmar os portugueses a saberem responder ao desafio que a CEE significava. Vingou a ideia de que era uma benesse e que nos tinha saído a sorte grande. Não era nada disso. Era o início dos disparates, que infelizmente continuaram.
Manuela Ferreira Leite foi a primeira, mas houve vários governos, inclusive do PS, que fizeram o mesmo. Hoje fala-se muito nas PPP, mas não se fala no efeito das transferências dos fundos de pensões: as dificuldades financeiras da CGA também têm a ver com esses buracos sucessivamente tapados transferindo para o Estado o encaixe e a responsabilidade de pagar aos reformados da banca, dos CTT e outros como se fossem funcionários públicos.
Todas essas manobras tiveram o mesmo efeito que foi atirar para o futuro, à conta da CGA, o pagamento de pensões de reforma de pessoas que não tinham nada a ver com a função pública. Agora estamos a pagar e bem estes disparates."
A partir de depoimento verbal
José Torres Campos foi secretário de Estado da Indústria e Energia nos três primeiros governos provisórios, foi gestor da Cimpor, da Liscont, do IPE e da Parque Expo , entre outros. Em 1993 trabalhava no sector privado.

 

06 janeiro, 2013

Política






 " Embora seja um erro desprezar aqueles que exercem bem a sua profissão, não deixa de ser verdade que, em política, tendo em conta o seu objectivo, a mediocridade é mais prejudicial do que noutra carreira qualquer." Julien Freund, em " O que é a Política", Edição Portuguesa, Editorial Futura, 1974

08 setembro, 2012

Doze Benefícios da Educação Musical


Devido à redução (mais uma), da carga horária da Educação Musical  no currículo nacional, torna-se imperativo, a meu ver, a necessidade de explicação a um maior número de cidadãos, do que essa medida política não educativa quer dizer.


"1 - Um treino musical precoce ajuda a desenvolver áreas do cérebro implicadas na linguagem e no raciocínio. Pensa-se que o desenvolvimento cerebral continua por muitos anos após  o nascimento. Estudos recentes  indicam claramente que o treino musical desenvolve fisicamente a parte do lado esquerdo do cérebro que se sabe estar implicado no processamento da linguagem, e que pode na realidade dispor os circuitos cerebrais em caminhos específicos. Ligar canções familiares a informação nova também pode ajudar a gravá-la nas mentes jovens.

2 - Há também uma ligação causal entre a música e a inteligência espacial ( a capacidade de se aperceber com precisão do mundo real e formar das coisas imagens mentais.)
Este ramo da inteligência, que permite visualizar vários elementos que se devem apresentar em conjunto, é indispensável para o tipo de pensamento necessário para tudo, desde a
resolução de problemas de matemática avançada até à hablidade de arrumar a  pasta dos livros com tudo o que vier a ser necessário para o seu dia.

3 - Os estudantes de artes aprendem a pensar criativamente e a resolver problemas imaginando várias soluções, rejeitando regras antiquadas e suposições. As perguntas àcerca das artes não têm somente uma resposta certa.

4 - Estudos recentes mostram que estudantes que estudam artes são os que têm mais sucesso em testes padronizados, tais como os SAT [ or the Reasoning Test (formerly Scholastic Aptitude Test and Scholastic Assessment Test) is a college admissions test in the United States.]. Também conseguem melhores notas no ensino secundário.

5 - O estudo das artes fornece às crianças uma visão interna de outras culturas e ensina-as a ter empatia pelos povos dessas culturas. O desenvolvimento dessa simpatia e empatia, por oposição ao desenvolvimento da ambição e da atitude " primeiro eu", providencia uma ponte através das divergências culturais que levam, precocemente, ao respeito das outras raças.

6 - Os estudantes de música aprendem a ser artifíces ao estudarem como os detalhes são meticulosamente estruturados e o que é o bom trabalho por oposição ao medíocre. Estes padrões quando aplicados ao próprio trabalho dos alunos, exigem um novo nível de excelência e obrigam os alunos a libertar as suas capacidades escondidas.

7 - Em música, um erro é um erro; o instrumento está afinado ou não, as notas são bem tocadas ou não, a entrada é feita ou não. Só com muito trabalho é possível obter uma actuação com sucesso. Através do estudo da música, os estudantes aprendem o valor do esforço contínuo para se obter a excelência e a recompensa concreta do trabalho árduo.

8 - O estudo  da música intensifica as competências do trabalho em equipa e da discplina. Para que uma orquestra soe bem é necessário que todos os músicos trabalhem harmoniosamente em conjunto para se obter um único objectivo, a actuação, e que se comprometam a aprender a música, ir aos ensaios e praticar.

9 - A música providencia as crianças com meios para se auto-exprimirem. Agora que existe uma segurança relativa na existência básica, o desafio é dar sentido à vida e e alcançar um grau mais alto de desenvolvimento. Todos necessitam, num dado momento da sua vida, de estar em contacto com a sua essência, com o que se é e com o que se sente. A auto-estima é um resultado dessa auto-expressão.

10- O estudo da música desenvolve competências necessárias num local de trabalho. Foca-se no "fazer" por oposição à observação e ensina aos estudantes como actuar, literalmente, em qualquer parte do mundo. Os empregadores procuram pessoal multi-dimensional com a espécie de intelecto elástico e flexível que, como dito acima, uma educação musical ajuda a criar. Na sala de aulas de música os estudantes também aprendem a comunicar e colaborar melhor uns com os outros.

11- A execução musical ensina aos jovens a ultrapassar o medo e a arriscar. Um pouco de ansiedade é bom e aparecerá de vez em quando na vida. Aprender a lidar com ela frequentemente desde novos ajuda a torná-la um problema menor mais tarde. O arriscar é essencial para o completo desenvolvimento de uma criança. A música contribui para a saúde mental da criança e pode ajudar a prevenir comportamentos de risco tais como o abuso de drogas do adolescente.

12- Uma educação artística expõe as crianças ao incomparável."


Carolyn Phillips é autora de Twelve Benefits of Music Education.
Foi Directora Executiva da Norwalk Youth Symphony, CT





Tradução de Eduarda Viana

 

20 novembro, 2011

Algumas perguntas sobre bancos

Algumas das minhas perplexidades também! Tenho procurado resposta para muitas destas questões. Neste caso gostava mesmo que alguém comentasse, no sentido construtivo de entender o que se passa. Este artigo foi publicado no sábado 19/11/2011 no Público.  

19 novembro, 2011

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de demoracia

Fui buscar ao Rogério, aqui ao lado.
Parece que já não está actualizado, mas só parece! Há por aí muita gente distraída. É só para chamar um pouco à atenção!



23 outubro, 2011

VENCIMENTOS QUE NAO MERECEM CORTES...


A informação vale o que vale. Chegou-me por email, não sei quem recolheu a informação, se está exacta ou não. Mas como sei que nestes casos a informação tem de ser pública, suponho que esteja certa. Porque é que há pessoas que acham que ganhar estes montantes é legítimo, não consigo entender! É no mínimo imoral. Se é legal, é necessário mudar a lei.








15 outubro, 2011

Ranking... para que te quero!

      
"Os rankings criam uma ideia de competitividade na educação e não estou convencido que essa seja necessária. A longo prazo, a colaboração, mais do que a competição, vai gerar melhores
resultados. Aliás, a actual crise financeira revela claramente 
o que  está mal nas nossas decisões económicas, que são
tomadas só tendo em conta a competição. Mas o mais grave nos rankings é que são uma simplificação do que é uma boa escola ou do que é a educação. Portanto, a sua publicação prejudica o debate que as sociedades democráticas precisam fazer sobre os objectivos e os fins da educação. Em última instância são um prejuízo para a democracia em si mesma. Os resultados dos exames são importantes, mas são apenas uma parte da fotografia."

Gert Biesta, hoje no Público, em entrevista a Bárbara Wong

14 agosto, 2011

"Ou as coisas mudam, ou muito ainda está para vir"

A última parte de uma entrevista a dois jovens ingleses,  socialmente interventivos. Muito novos mas que sabem o que dizem.
Vale a pena ler hoje no Público esta entrevista e todo o artigo sobre os motins em Inglaterra.

O que é que Cameron devia fazer?

Amena Amer: Abrir os olhos. E perceber de onde vêm estas pessoas, a discriminação que sentem na polícia e no Estado há anos e a falta de oportunidades por serem de determinada minoria. Se só tentarmos restaurar a ordem sem abordar isto, ficamos sem capacidade para prever o quão pior será da próxima vez.
Symeon Brown: Mais segurança nas ruas é importante. Mas a seguir é preciso perceber a criminalidade juvenil. É preciso falar de cidadania e de identidade e por que há algumas pessoas que se identificam com a comunidade e outras não. Há esta ideia de que estão a incendiar as sua próprias comunidades, mas será que as sentem como suas? Porque é que achamos isso, quando tivemos Thatcher a dizer que não há sociedade, apenas indivíduos e as suas família? Claramente há muito a fazer, mas não acredito que exista vontade para fazer esse debate.









07 julho, 2010

Escolas Pequenas

Através do blog do Paulo Guinote cheguei a este site, http://www.smallschoolsproject.org/ que deve servir, talvez, como fonte de inspiração, quiçá de reflexão, para quem tem a responsabilidade de tomar decisões relativamente à Educação.
Pelo que já li, vale a pena gastar algum tempo a explorar.

No blogue do Paulo, A Educação do meu Umbigo, há muito mais informação, absolutamente a propósito das megas-decisões mal tomadas ultimamente, no que se refere à Escola Pública Portuguesa.

06 julho, 2010

Protesto do Conselho Geral contra a extinção do Agrupamento dos Arcos

Pode ler-se aqui o protesto, que devia, a meu ver, ser de todos os Conselhos Gerais deste país.
Mas que país é este, que tem um governo que se desdiz e contradiz em menos de um ano?
Que país é este que não valoriza a Escola, a Aprendizagem, o Conhecimento, os seus Cidadãos?

04 julho, 2010

Fechar escolas!!!

Vendo este vídeo percebe-se bem porque é que medidas políticas relativas à educação têm de ser tomadas de outra forma.

Os argumentos economicistas caem pela base mediante realidades como a documentada, até porque, em vez de poupar, deita-se dinheiro à rua.

10 junho, 2010

Daniel Cohn-Bendit about Greece's financial woes

Depois de ver e ouvir este vídeo não sei muito bem porque é que se pensa que os outros europeus são melhores do que nós! Porque é que andamos todos a espreitar o vizinho!  Porque é que mesmo sabendo que a responsabilidade é de quem tem o poder -  financeiro, económico e político, ainda se tenta sempre fazer de culpado o comum cidadão!
Ouçam e vejam. É apenas um exemplo!

27 fevereiro, 2010

Aprender com o tempo!

Público - Uma semana ao acaso em 1997

"Diz-se que um clássico da literatura consegue ser mais moderno que o jornal da véspera. Ao mesmo tempo, nada é tão instrutivo como reler jornais velhos e arquivados. Um jornal de há 10 ou 20 anos funciona como bússola de um presente permanente. Em Portugal, sobretudo. Nós raramente aprendemos alguma coisa com o tempo. E, quando nos damos conta, estamos a ruminar por que é que devíamos ter pensado mais cedo naquilo que nos escapou...."


Começa assim esta crónica de Pedro Lomba. Já tem duas semanas, espero que consigam is lá ler. Podia pôs aqui o último parágrafo, mas perdia o interesse a leitura total do texto.

25 maio, 2009

Os Brincalhões


Adorei o título desta carta de um leitor ao Director do Público!
Publico-a aqui porque costumo dizer que se brinca às escolinhas e este leitor tem exactamente a mesma ideia do que eu.

24 abril, 2009

25 de Abril

Maré Alta

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

Sérgio Godinho



A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.

10 março, 2009

Tibete

Hoje no Editorial do Público "Grande muralha" para calar a histórica identidade tibetana
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "

É bom não esquecer