30 abril, 2007

Mais novas sobre Iwo Jima



E pronto! Fiquei completamente apanhada! Absolutamente humano, até nas misérias mais miseráveis e intrinsecamente fisiológicas e profundamente psicológicas.
A mesma história contada pelo ponto de vista japonês mas que necessita do 1º filme para ser totalmente percebido, o que se calhar quer dizer que não há realmente dois lados.
Quererá dizer que, em termos de guerra, não pode haver duas perspectivas?

28 abril, 2007

Clint Eastwood e Iwo Jima



Esta imagem bonita da ilha não tem nada a ver com as que vi, na semana passada no Cineclube, no filme " As bandeiras dos nossos pais". Normalmente não gosto de ver filmes de guerra, principalmente se retratarem factos reais, porque me impressionam muito.
Neste caso consegui ver até ao fim. Talvez por ser do Clint Eastwood. Ele tem uma forma muito peculiar de ver o mundo e principalmente de ver o mundo composto pelos seus concidadãos norte-americanos. Desmonta, desmascara, critica e nunca deita abaixo. Talvez por ser de lá consegue entendê-los, coisa que eu já não consigo.
Enfim, amanhã volto ao Cineclube da vila para ver o segundo filme, "As cartas de Iwo Jima"e confirmar uma vez mais que sou fã deste homem.
Aconselho vivamente.

27 abril, 2007

O nosso país é mesmo pequenino!

Quando li que os funcionários públicos estavam a ser aconselhados a denunciar casos de corrupção e que havia um livro que dizia como e o que denunciar fiquei um pouco perplexa, mas o meu pensamento parou aí e ficou tudo num limbo.
A seguir fiquei a saber o que se passou em Lisboa no dia 25 de Abril com a polícia a voltar ao 24 de abril de 74 com toda a força!
Hoje de manhã, quando acordei, comecei logo a pensar nos vários acontecimentos dos últimos dias e ainda não tinha acabado o pequeno almoço cheguei à conclusão que toda a cena relativa à denúncia era apenas o legitimar duma coisa feia, apanágio dos poderes absolutos e mesquinhos. E estranhei não ter ainda lido ou ouvido ninguém a defender a mesma tese. Finalmente, há pouco, quando acabei de ler o Público li a habitual crónica do Vasco Pulido Valente e lá estava a mesma opinião. Já não estou só nos meus pensamentos.
Somos mesmo um país governado por mentes pequeninas, pois o país apesar de pequeno é composto, como todos os outros, por humanos de qualidade, na sua maioria.

24 abril, 2007

Interessante e politicamente incorrecto

Leiam com atenção que vale a pena http://e-konoklasta.blogspot.com/2007/04/palavras-que-valem-mil-imagens-num-dos.html#links .

Em 1974, nesse dia tinha 13 anos...



E apesar disso é dos poucos dias da minha vida de que me lembro com mais pormenores. Ainda fomos para o liceu, de bata, claro! Tive aula de Físico-Química logo às oito e meia e por volta das nove já não se conseguia dar aulas. Foi uma funcionária à aula informar que havia tiros na baixa do Porto. Depois comecei a chorar porque a minha mãe trabalhava na baixa. O professor Carlos Lima, que já era velhote e nós achavamos que era antipático, veio-me consolar, como se fosse meu avô!

Antes das nove e meia mandaram-nos para casa e quando cheguei lá, com a minha irmã, já estava tudo em casa. Passamos a manhã na cozinha a ouvir rádio e a tomar pequenos almoços.

Passei as noites seguintes a ver televisão com a minha mãe e a crescer muito depressa: afinal aqueles homens todos, normalmente gordos e carecas, que apareciam nas notícias eram piores do que aquilo que lhes chamava-mos habitualmente - os besuntas - faziam mal aos outros e chamavam-lhes fascistas.
Ainda hoje gosto de ouvir a música que ficou conhecida como a marcha do MFA.

18 abril, 2007

Zeca Afonso - 20 anos depois: concerto

Demorei a decidir, mas acho que vale a pena rever isto. Todas as referências ao Zeca não são demais; ele era realmente um português fora de série e uma pessoa excepcional ( com ou sem 25 de Abril).

13 abril, 2007

José Afonso

Aqui http://www.aja.pt/, site oficial do José Afonso, tem uma ligação que diz "Acordes" e que é uma pasta em PDF com as letras e respectivos acordes de canções do Zeca. Mesmo para quem tem muita coisa como eu , esta pasta é um maná , pois está organizada e tem os arranjos do próprio Zeca e as tonalidades em que ele as tocava.
Não podia deixar de partilhar isto, claro!

12 abril, 2007

Trapos velhos

http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=40883347FB034C86A17B344A73C15C55&opsel=2&channelid=0 . Através deste link pode-se perceber como o ME converteu em lei o processo perverso de dar um pontapé nos professores menos afortunados em termos de desgaste e saúde.
Não é nada de novo hoje em dia: "os mais velhos não servem para nada" tem sido o lema da sociedade actual; atira-se para um canto como um trapo velho.

10 abril, 2007

Piadas ministeriais!

http://antero.wordpress.com/2007/04/03/a-tia-sirene/, este link leva a uma página dum sítio que eu não conhecia e como me ri a bom rir, não resisto a pôr aqui para vocês.

06 abril, 2007

Sócrates e o seu curso

Estou a ficar cada vez mais espantada como é que alguém que se candidata a cargos de poder, com tanta responsabilidade e visibilidade tem " o rabo tão preso".
Começo, por outro lado, a pensar na vergonha porque os portugueses vão mais uma vez passar, fora das nossas fronteiras, com os comentários veículados pela imprensa. Isto para não falar da falta de credibilidade do nosso sistema de ensino superior.
Não é que lá fora não se façam coisas destas; claro que se fazem e nós não somos piores ou melhores. Mas gostavamos de ser melhores! E vem aí a presidência da UE. Como é?
Não entendo mesmo como é que um homem com um discurso tão assertivo, que ainda por cima ataca todos e qualquer um, convencido (parece-me) que tem razão, não se lembrou que toda a sua vida ía ser esquadrinhada! E não vale a pena dizer que é a sua vida privada, porque na área da sua formação os pergaminhos têm de ser públicos, primeiro porque deveriam provar competências e capacidades e segundo deveriam provar autoridade no conhecimento de várias matérias.
Assim está tudo posto em causa, já para não falar dos escândalos que envolvem as escolas privadas de ensino superior.

27 março, 2007

Chick Corea and Bobby McFerrin (Montreux Jazz Festival 2001)

Deliciem-se com estes dois temas e estes dois músicos fantásticos (apesar da voz irritante da menina, que aparece de vez em quando).

24 março, 2007

Ensino Artístico - é mesmo para mudar?


Tenho lido no Público, o de papel, alguma coisa sobre o assunto. Há um estudo, finalmente, que recomenda que se recomece de novo, isto é , que se criem novas estruturas , principalmente para o ensino da música.

Reconheço razão às escolas que se sentem ameaçadas e melindradas, mas também reconheço que nada pode ficar como está e que a velha escola portuguesa de remendar o que temos não dá grandes resultados.

Parece-me que a recomendação para fazer de novo é acertada.

Domingos Fernandes que coordena o grupo que fez o estudo só não tem razão quando diz que o responsável pelo "preocupante estado do sector"é toda a sociedade: é só perguntar que eu consigo lembrar-me de várias mãos cheias de políticos e dirigentes responsáveis pelo estado caótico do ensino artístico em Portugal.

23 março, 2007

"A escola da minha vida"

Este é o título de um concurso, meritório nas suas intenções, da Câmara da Póvoa de Varzim para as escolas do concelho. O dito concurso abrange a prosa e a poesia, as artes plásticas e a música, com trabalhos originais de alunos, normalmente supervisionados por professores. Há um júri , há prémios, que como tudo às vezes geram alguma polémica e há uma sessão ou "festa" de entrega dos prémios.
É precisamente aqui que acaba a parte meritória e começa a parte condenatória: nunca na minha vida vi tanta indigência cultural junta no mesmo espaço, tanta energia deitada fora, tanto tempo mal gasto e mal gerido, tanto dinheiro gasto sem serventia nenhuma...
Mas vamos por partes: uma sessão pública em que cada escola devia preparar um número para a festa: todos os participantes (no feminino, na sua larga maioria) exibem fatos reduzidos, pinturas e cabelos absolutamente inapropriados para as idades, as músicas que só são batida em alto som, ultrapassando largamente o limite, em decibeis, do suportável; as coreografias também praticamente todas iguais, com gestos e poses pouco de acordo com a faixa etária. E agora o cúmulo: números apresentados por uma ou umas, não percebi muito bem, academias de dança, que não têm nada a ver com as escolas participantes no concurso; estas estão em peso no pavilhão, a suportar tudo aquilo para ver os colegas a receber os prémios (esta foi a parte a que praticamente ninguém ligou) e ver o número preparado, os tais todos iguais aos das academias de dança. Como numa cena surreal, isto estende-se muito para além do tempo previsto e a partir de uma determinada hora os miúdos vão saindo para serem transportados de volta às escolas respectivas e quase ninguém vê as apresentações das escolas que ficaram para o fim.
Ora bem, além do ridículo da questão existe o facto de uma tarde inteira de aulas ter sido anulada, pois tanto os alunos como os professores estiveram presentes em tão "edificante" espectáculo. Devemos acrescentar as aulas que os alunos envolvidos perderam para ensaiar o número (que quase ninguém viu) apresentado pela escola.
A minha questão é: deve a escola reproduzir o que de má qualidade produz a sociedade em termos culturais?

21 março, 2007

Professor titular - a saga continua...

Eis aqui http://www.fenprof.pt/DynaData/SM_Doc/Mid_115/Doc_2226/Anexos/4versao.pdf a última versão do Decreto- Lei que vai regulamentar o concurso de acesso a professor titular. Até cheira a papeis velhos e amarelos e às repartições antigas, sempre no cimo de escadas íngremes e tortas, com corrimões que abanam ao mais pequeno encosto!
É verdade, mesmo em PDF sinto náuseas ao ler, só consigo ler 3 páginas de cada vez.
Será que não há ninguém, dentro deste maldito governo, que PENSE? Que não seja BUROCRATA? Foi você que pediu um choque tecnológico? Simples-x-?
Não! Afinal era só publicidade!

20 março, 2007

Ensino Artístico - atenção, mais estragos!

Atenção a este email que copiei do portal MusicosNet


Viva, O futuro do nosso Conservatório Nacional não tem as melhores perspectivas. A ministra da Educação, numa óptica estritamente economicista, parece considerar incomportável o ensino da música ali exercido, suportando as suas opiniões na ressonância de uma comissão de especialistas doutorados que, também numa óptica estritamente economicista, lhe sugere, entre outras soluções, a implementação das aulas colectivas de instrumentos [com 10 trompetes de cada vez ou com 10 cantores(não confundir com coro)], para acabar de vez com o ratio insustentável de 1 professor para 1 aluno; comissão essa que também lhe sugere a subtracção do direito às aulas aos alunos em regime supletivo, ou seja, àqueles que buscam efectivamente, após o chamamento da sua vocação, a cultura numa das suas formas mais cristalizadas - a música - seja como complemento legítimo à sua educação e plenitude espiritual, seja como investimento sério e responsável numa perspectiva de futuro profissional, e,assim, canalizando o ensino da música apenas para o regime integrado e articulado, a começar aos 10 anos de idade. Temos de concordar com a ministra e com aquela comissão: esta é, de facto, a idade típica, diria mesmo ideal, em que a criança (que entretanto já terá lido e interpretado Kant na primária) está no ponto de ouro para discernir sobre a sua inquestionável vocação instrumental (Mãe: quero o fagote! De forma alguma violeta, já disse!); e também na idade de se responsabilizar pelos seus actos, dando o passo grave, e, a partir daí, suportar todas as consequências do sentido do passo dado. O Conservatório já sobreviveu a muitas situações desde a sua fundação: sobreviveu à Maria da Fonte, ao Setembrismo, às convulsões do Ultimatum e aos consequentes fervores republicanos. E sobreviveu ao regicídio e à transição de Regime; e resistiu ao fascismo e à economia de duas guerras mundiais; sobreviveu à guerra do Ultramar, ao verão quente de 75 e ao Cavaquistão. E há-de sobreviver ao Governo de Sócrates. Comecei a escrever uma lista de alunos e ex-alunos do Conservatório Nacional de Lisboa que seguiram (ou seguem) com sucesso a profissão da música (por ordem alfabética de apelido). A lista foi crescendo aos poucos consoante ia crescendo o meu orgulho por ser professor numa casa que, com mãos tão generosas, deu frutos tão sumarentos à cultura da subtileza de Portugal. A cultura é a alma de uma nação. O seu valor é incalculável. Não se mede por números, Sra Ministra. Mas, se este Governo hiper-liberal só pensa em números, então vamos fazer crescer os números desta lista aberta. Responde se não viste o teu nome incluído: hoje são 300 nomes; amanhã serão 3 000. Apelo aos colegas do enorme Conservatório do Porto: fazei também uma lista das mãos e dos frutos dessa instituição e incluí, se não vos importardes, o meu nome. Se os números forem impressionantes talvez a ministra pense duas vezes antes de a sua obstinação acelerar. Um abraço Eurico Carrapatoso
FICHEIRO EM ANEXO
AsmaoseosfrutosdoConservatorioNacionaldeLisboa.doc

The Moody Blues - Nights in White satin´67

Não resisti. É melhor dar mais atenção à música do que ao vídeo. Acho que me lembro desta canção desde sempre, é talvez de 1967! Eu gosto, faz-me pensar em coisas boas de quando era miúda.