Lá fui inaugurar a Sala Suggia, mas não me pus de boca aberta com cara de espanto.
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Michael Zilm, direcção musical
Ana Ferraz, soprano
E foi um concerto e tanto. Gostei do maestro, isto é, da leitura que ele fez da música e achei que os músicos estavam felizes por tocar aquelas partituras para o público. Como sou do tempo daquela decrépita orquestra que o Porto teve ainda fico impressionada com estas atitudes!
A Cantata profana nº209, Non sa che sia dolore é absolutamente fantástica: solistas flauta transversa e voz. Quem nunca ouviu tem de ir ouvir.
As bachianas tocadas ao vivo são muito mais interessantes que as gravações.
06 maio, 2007
02 maio, 2007
Marília Vargas sing Villa Lobos - Bachianas nº5
Esta música faz parte do programa do Concerto que vou ver no próximo sábado na casa da música e que alterna Bach com algumas Bachianas de Heitor Villa-Lobos. É uma espécie de antevisão sem prognósticos.
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Susana Serrano Pahlk
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5:40:00 da tarde
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30 abril, 2007
Mais novas sobre Iwo Jima
E pronto! Fiquei completamente apanhada! Absolutamente humano, até nas misérias mais miseráveis e
intrinsecamente fisiológicas e profundamente psicológicas.A mesma história contada pelo ponto de vista japonês mas que necessita do 1º filme para ser totalmente percebido, o que se calhar quer dizer que não há realmente dois lados.
Quererá dizer que, em termos de guerra, não pode haver duas perspectivas?
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Cinema
28 abril, 2007
Clint Eastwood e Iwo Jima

Esta imagem bonita da ilha não tem nada a ver com as que vi, na semana passada no Cineclube, no filme " As bandeiras dos nossos pais". Normalmente não gosto de ver filmes de guerra, principalmente se retratarem factos reais, porque me impressionam muito.
Neste caso consegui ver até ao fim. Talvez por ser do Clint Eastwood. Ele tem uma forma muito peculiar de ver o mundo e principalmente de ver o mundo composto pelos seus concidadãos norte-americanos. Desmonta, desmascara, critica e nunca deita abaixo. Talvez por ser de lá consegue entendê-los, coisa que eu já não consigo.
Enfim, amanhã volto ao Cineclube da vila para ver o segundo filme, "As cartas de Iwo Jima"e confirmar uma vez mais que sou fã deste homem.
Aconselho vivamente.
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Cinema
27 abril, 2007
O nosso país é mesmo pequenino!
Quando li que os funcionários públicos estavam a ser aconselhados a denunciar casos de corrupção e que havia um livro que dizia como e o que denunciar fiquei um pouco perplexa, mas o meu pensamento parou aí e ficou tudo num limbo.
A seguir fiquei a saber o que se passou em Lisboa no dia 25 de Abril com a polícia a voltar ao 24 de abril de 74 com toda a força!
Hoje de manhã, quando acordei, comecei logo a pensar nos vários acontecimentos dos últimos dias e ainda não tinha acabado o pequeno almoço cheguei à conclusão que toda a cena relativa à denúncia era apenas o legitimar duma coisa feia, apanágio dos poderes absolutos e mesquinhos. E estranhei não ter ainda lido ou ouvido ninguém a defender a mesma tese. Finalmente, há pouco, quando acabei de ler o Público li a habitual crónica do Vasco Pulido Valente e lá estava a mesma opinião. Já não estou só nos meus pensamentos.
Somos mesmo um país governado por mentes pequeninas, pois o país apesar de pequeno é composto, como todos os outros, por humanos de qualidade, na sua maioria.
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Pensamentos
24 abril, 2007
Interessante e politicamente incorrecto
Leiam com atenção que vale a pena http://e-konoklasta.blogspot.com/2007/04/palavras-que-valem-mil-imagens-num-dos.html#links .
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Aqui e agora
Em 1974, nesse dia tinha 13 anos...

E apesar disso é dos poucos dias da minha vida de que me lembro com mais pormenores. Ainda fomos para o liceu, de bata, claro! Tive aula de Físico-Química logo às oito e meia e por volta das nove já não se conseguia dar aulas. Foi uma funcionária à aula informar que havia tiros na baixa do Porto. Depois comecei a chorar porque a minha mãe trabalhava na baixa. O professor Carlos Lima, que já era velhote e nós achavamos que era antipático, veio-me consolar, como se fosse meu avô!
Antes das nove e meia mandaram-nos para casa e quando cheguei lá, com a minha irmã, já estava tudo em casa. Passamos a manhã na cozinha a ouvir rádio e a tomar pequenos almoços.
Passei as noites seguintes a ver televisão com a minha mãe e a crescer muito depressa: afinal aqueles homens todos, normalmente gordos e carecas, que apareciam nas notícias eram piores do que aquilo que lhes chamava-mos habitualmente - os besuntas - faziam mal aos outros e chamavam-lhes fascistas.
Ainda hoje gosto de ouvir a música que ficou conhecida como a marcha do MFA.
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Pensamentos - memórias
23 abril, 2007
Bobby McFerrin - 'Round Midnight (1987)
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Susana Serrano Pahlk
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11:57:00 da manhã
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18 abril, 2007
Zeca Afonso - 20 anos depois: concerto
Demorei a decidir, mas acho que vale a pena rever isto. Todas as referências ao Zeca não são demais; ele era realmente um português fora de série e uma pessoa excepcional ( com ou sem 25 de Abril).
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Susana Serrano Pahlk
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10:34:00 da tarde
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13 abril, 2007
José Afonso
Aqui http://www.aja.pt/, site oficial do José Afonso, tem uma ligação que diz "Acordes" e que é uma pasta em PDF com as letras e respectivos acordes de canções do Zeca. Mesmo para quem tem muita coisa como eu , esta pasta é um maná , pois está organizada e tem os arranjos do próprio Zeca e as tonalidades em que ele as tocava.
Não podia deixar de partilhar isto, claro!
Não podia deixar de partilhar isto, claro!
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Música
12 abril, 2007
Trapos velhos
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=40883347FB034C86A17B344A73C15C55&opsel=2&channelid=0 . Através deste link pode-se perceber como o ME converteu em lei o processo perverso de dar um pontapé nos professores menos afortunados em termos de desgaste e saúde.
Não é nada de novo hoje em dia: "os mais velhos não servem para nada" tem sido o lema da sociedade actual; atira-se para um canto como um trapo velho.
Não é nada de novo hoje em dia: "os mais velhos não servem para nada" tem sido o lema da sociedade actual; atira-se para um canto como um trapo velho.
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Aqui e agora
10 abril, 2007
Piadas ministeriais!
http://antero.wordpress.com/2007/04/03/a-tia-sirene/, este link leva a uma página dum sítio que eu não conhecia e como me ri a bom rir, não resisto a pôr aqui para vocês.
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Aqui e agora
07 abril, 2007
Bach - Matthaus Passion - 6. Aria A - Buss und Reu
Como ainda estamos na Páscoa eis mais um pouco desta música tão fantástica!
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Susana Serrano Pahlk
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6:54:00 da tarde
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06 abril, 2007
Sócrates e o seu curso
Estou a ficar cada vez mais espantada como é que alguém que se candidata a cargos de poder, com tanta responsabilidade e visibilidade tem " o rabo tão preso".
Começo, por outro lado, a pensar na vergonha porque os portugueses vão mais uma vez passar, fora das nossas fronteiras, com os comentários veículados pela imprensa. Isto para não falar da falta de credibilidade do nosso sistema de ensino superior.
Não é que lá fora não se façam coisas destas; claro que se fazem e nós não somos piores ou melhores. Mas gostavamos de ser melhores! E vem aí a presidência da UE. Como é?
Não entendo mesmo como é que um homem com um discurso tão assertivo, que ainda por cima ataca todos e qualquer um, convencido (parece-me) que tem razão, não se lembrou que toda a sua vida ía ser esquadrinhada! E não vale a pena dizer que é a sua vida privada, porque na área da sua formação os pergaminhos têm de ser públicos, primeiro porque deveriam provar competências e capacidades e segundo deveriam provar autoridade no conhecimento de várias matérias.
Assim está tudo posto em causa, já para não falar dos escândalos que envolvem as escolas privadas de ensino superior.
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Aqui e agora
04 abril, 2007
Bach - Matthaus Passion - 39. Aria A - Erbarme dich
Já que estamos na Páscoa, não vejo melhor forma de a assinalar: ouvir o Mestre.
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Susana Serrano Pahlk
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10:03:00 da tarde
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02 abril, 2007
Nina Simone - I Love You Porgy - 1962
Que versão!
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Susana Serrano Pahlk
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10:42:00 da tarde
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27 março, 2007
Chick Corea and Bobby McFerrin (Montreux Jazz Festival 2001)
Deliciem-se com estes dois temas e estes dois músicos fantásticos (apesar da voz irritante da menina, que aparece de vez em quando).
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Susana Serrano Pahlk
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11:23:00 da tarde
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24 março, 2007
Ensino Artístico - é mesmo para mudar?

Tenho lido no Público, o de papel, alguma coisa sobre o assunto. Há um estudo, finalmente, que recomenda que se recomece de novo, isto é , que se criem novas estruturas , principalmente para o ensino da música.
Reconheço razão às escolas que se sentem ameaçadas e melindradas, mas também reconheço que nada pode ficar como está e que a velha escola portuguesa de remendar o que temos não dá grandes resultados.
Parece-me que a recomendação para fazer de novo é acertada.
Domingos Fernandes que coordena o grupo que fez o estudo só não tem razão quando diz que o responsável pelo "preocupante estado do sector"é toda a sociedade: é só perguntar que eu consigo lembrar-me de várias mãos cheias de políticos e dirigentes responsáveis pelo estado caótico do ensino artístico em Portugal.
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Futuro,
Música
23 março, 2007
"A escola da minha vida"
Este é o título de um concurso, meritório nas suas intenções, da Câmara da Póvoa de Varzim para as escolas do concelho. O dito concurso abrange a prosa e a poesia, as artes plásticas e a música, com trabalhos originais de alunos, normalmente supervisionados por professores. Há um júri , há prémios, que como tudo às vezes geram alguma polémica e há uma sessão ou "festa" de entrega dos prémios.
É precisamente aqui que acaba a parte meritória e começa a parte condenatória: nunca na minha vida vi tanta indigência cultural junta no mesmo espaço, tanta energia deitada fora, tanto tempo mal gasto e mal gerido, tanto dinheiro gasto sem serventia nenhuma...
Mas vamos por partes: uma sessão pública em que cada escola devia preparar um número para a festa: todos os participantes (no feminino, na sua larga maioria) exibem fatos reduzidos, pinturas e cabelos absolutamente inapropriados para as idades, as músicas que só são batida em alto som, ultrapassando largamente o limite, em decibeis, do suportável; as coreografias também praticamente todas iguais, com gestos e poses pouco de acordo com a faixa etária. E agora o cúmulo: números apresentados por uma ou umas, não percebi muito bem, academias de dança, que não têm nada a ver com as escolas participantes no concurso; estas estão em peso no pavilhão, a suportar tudo aquilo para ver os colegas a receber os prémios (esta foi a parte a que praticamente ninguém ligou) e ver o número preparado, os tais todos iguais aos das academias de dança. Como numa cena surreal, isto estende-se muito para além do tempo previsto e a partir de uma determinada hora os miúdos vão saindo para serem transportados de volta às escolas respectivas e quase ninguém vê as apresentações das escolas que ficaram para o fim.
É precisamente aqui que acaba a parte meritória e começa a parte condenatória: nunca na minha vida vi tanta indigência cultural junta no mesmo espaço, tanta energia deitada fora, tanto tempo mal gasto e mal gerido, tanto dinheiro gasto sem serventia nenhuma...
Mas vamos por partes: uma sessão pública em que cada escola devia preparar um número para a festa: todos os participantes (no feminino, na sua larga maioria) exibem fatos reduzidos, pinturas e cabelos absolutamente inapropriados para as idades, as músicas que só são batida em alto som, ultrapassando largamente o limite, em decibeis, do suportável; as coreografias também praticamente todas iguais, com gestos e poses pouco de acordo com a faixa etária. E agora o cúmulo: números apresentados por uma ou umas, não percebi muito bem, academias de dança, que não têm nada a ver com as escolas participantes no concurso; estas estão em peso no pavilhão, a suportar tudo aquilo para ver os colegas a receber os prémios (esta foi a parte a que praticamente ninguém ligou) e ver o número preparado, os tais todos iguais aos das academias de dança. Como numa cena surreal, isto estende-se muito para além do tempo previsto e a partir de uma determinada hora os miúdos vão saindo para serem transportados de volta às escolas respectivas e quase ninguém vê as apresentações das escolas que ficaram para o fim.
Ora bem, além do ridículo da questão existe o facto de uma tarde inteira de aulas ter sido anulada, pois tanto os alunos como os professores estiveram presentes em tão "edificante" espectáculo. Devemos acrescentar as aulas que os alunos envolvidos perderam para ensaiar o número (que quase ninguém viu) apresentado pela escola.
A minha questão é: deve a escola reproduzir o que de má qualidade produz a sociedade em termos culturais?
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21 março, 2007
Professor titular - a saga continua...
Eis aqui http://www.fenprof.pt/DynaData/SM_Doc/Mid_115/Doc_2226/Anexos/4versao.pdf a última versão do Decreto- Lei que vai regulamentar o concurso de acesso a professor titular. Até cheira a papeis velhos e amarelos e às repartições antigas, sempre no cimo de escadas íngremes e tortas, com corrimões que abanam ao mais pequeno encosto!
É verdade, mesmo em PDF sinto náuseas ao ler, só consigo ler 3 páginas de cada vez.
Será que não há ninguém, dentro deste maldito governo, que PENSE? Que não seja BUROCRATA? Foi você que pediu um choque tecnológico? Simples-x-?
Não! Afinal era só publicidade!
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