
Fiquei muito impressionada com a notícia deste duplo suicídio. No Kotratempos fala-se em medo. Eu sinto que talvez não o seja, acho que será mesmo coragem dada por um amor realmente forte.
É que não se fala realmente muito do amor!





Muito giro o vídeo! Andava à procura de outra canção e encontrei esta versão a dois.
Um amigo enviou-me isto em audio só, claro melhor qualidade, mas eu não resisto a postar o vídeo; fez-me recuar mais de 30 anos.
Uma ária popular duma ópera também popular do genial Mozart,cantada, a meu ver, muito bem. Aliás esta encenação da ópera é toda ela fantástica.


Como não há uma sem duas... eis outra vez este assombroso pianista. É assim que me lembro dele. Era de uma clareza!
Na semana passada fui ouvir Domenico Scarlatti na Póvoa, mas cantado por um grupo La Venexiana. Quando cheguei a casa fui até ao Youtube ver o que havia por lá. Encontrei este pequenino vídeo, que acho muito bom.
De volta a Bach, para levantar o astral como dizem os brasileiros. A verdade é que uma dose destas põe qualquer um mais "de bem" com o mundo.
Hoje, ao arrumar umas partituras encontrei duas folhas A4 com o texto que vou transcrever abaixo. De certeza que era para enviar para o Público, nas cartas ao director. Já não me lembro porque não enviei. Se calhar porque não era muito “politicamente correcto”, não sei. Acho que ainda é actual, embora os professores estejam “ a levar pela cabeça abaixo”. Podem estar à vontade para dizer o que quiserem.
14 – 02 – 1996
Na realidade, os primeiros sentimentos que mostram são o de se sentirem invadidos. Depois vêm os argumentos que justifiquem essa atitude.
São argumentos primeiros, fundamentais?
Não. São argumentos secundários, que se prendem essencialmente com a legitimidade dos avaliadores. Quem nos vai avaliar? Obviamente que são professores. Mas como? Quem me garante que têm competências para isso? Bom! Então não serão professores.
Como?
Como é que um não professor pode saber alguma coisa do meu trabalho? Nem pensar!
Afinal, porque é um tabu tão grande falar num sistema de avaliação de professores?
Vamos aos argumentos primeiros, ditos fundamentais.
Como se avalia um processo?
Há que conhecer o processo: os intervenientes, os objectivos, o entretanto, o resultado, os métodos e as estratégias.
Para que serve a avaliação de um processo?
Para saber se vale a pena continuar com o processo, mantê-lo, melhorá-lo, modificá-lo, negá-lo, etc.…
Quando se fala em avaliação dos professores, está-se a falar numa parte importante, primordial do processo da Educação. O lugar comum é dizer que é tudo muito problemático, difícil, de tal forma difícil que é impossível de abordar. Assim, o melhor é nem pensar. Como não se pensa, deixa-se para os outros, os que não são professores e têm tempo para isso.
Depois?
Critica-se as decisões desses outros, a começar pelo facto de que não são professores e estão longe de saber o que se passa na realidade do dia-a-dia escolar.
Depois?
Alguns discutem um bocadinho, esquecem as poucas reflexões que fizeram com o passar do tempo.
Depois?
Aparece um Estatuto da Carreira Docente para discutir, alterar, modificar. E então? Que dizem os professores? Que sim, que têm de subir de escalão porque ganham pouco, trabalham muito e em más condições. Só por isto? Só. Porquê? Porque não pensaram.
O processo está doente!
Quem tem o processo na mão?
Na realidade são os professores os motores de todo este processo.
Há falhas, grandes, muitas, fundas e perigosas.
Quem é o responsável?
O sistema, a política, o ministro, o 1º ministro.
Nós, os professores, não temos culpa nenhuma. Nenhuma?
Ouvi hoje ao vivo o António tocar isto na Casa da Música. Apesar de gostar desta música gostava mais de pôr aqui alguma com o Zé Nogueira. Foi para ver mais uma vez o duo que fui até ao Porto.
Já percebi que envelhecer tem destas coisas: ataques nostálgicos, uns mais fortes que outros , claro!
Enquanto não encontro o que quero vou pondo aqui outras coisas que me dizem muito. Espero que também digam a mais alguém.
Tenho uma amiga a aprender a tocar gamelão e mandou-me este vídeo para exemplificar. Como é diferente da nossa música acho bom mostrá-lo...Olhar para fora faz bem.
500 Years of Female Portraits in Western Art - uma amiga enviou-me este vídeo que já alguém lhe tinha mandado.
Acho muito bom e a banda sonora não podia ter sido melhor escolhida: é do mestre dos mestres!
Realmente esta história de ter acesso ao Youtube é absolutamente tentador e claro não se resiste.
É só escolher!
Este vídeo é dedicado a um amigo...é uma espécie de prenda.
Claro que quem gostar pode considerar a prenda sua.
Ontem ouvi, aqui ao lado "No Anarca Constipado" um pouquinho de Camel (de quem já me tinha esquecido) e de repente, fiquei cheia de saudade dessas sonoridades e dessas polifonias tão pop e tão anos 70, que aqui vai para partilhar convosco.

Eu gosto do Neal Diamond, mas quando encontrei este vídeo, vieram-me à memória montes de coisas que já não me lembrava há anos! Se calhar a vocês também!
Maestro Bruno dal Bon, que se viu, durante o concerto e no fim, que estava muito contente com o desempenho dos músicos.
Esta música faz parte do programa do Concerto que vou ver no próximo sábado na casa da música e que alterna Bach com algumas Bachianas de Heitor Villa-Lobos. É uma espécie de antevisão sem prognósticos.
E pronto! Fiquei completamente apanhada! Absolutamente humano, até nas misérias mais miseráveis e
intrinsecamente fisiológicas e profundamente psicológicas.

No coments!
Demorei a decidir, mas acho que vale a pena rever isto. Todas as referências ao Zeca não são demais; ele era realmente um português fora de série e uma pessoa excepcional ( com ou sem 25 de Abril).
Como ainda estamos na Páscoa eis mais um pouco desta música tão fantástica!
Já que estamos na Páscoa, não vejo melhor forma de a assinalar: ouvir o Mestre.
Que versão!
Deliciem-se com estes dois temas e estes dois músicos fantásticos (apesar da voz irritante da menina, que aparece de vez em quando).

Não resisti. É melhor dar mais atenção à música do que ao vídeo. Acho que me lembro desta canção desde sempre, é talvez de 1967! Eu gosto, faz-me pensar em coisas boas de quando era miúda.
Andava à procura da música porque tenho de fazer um arranjo para os meus alunos. Pronto, não resisto a pôr aqui!
Mais uma para ouvir, só!
Às vezes dá-me para isto! Rebuscar o baú das canções e esta aparece sempre, com viola na mão ou não.

Propõe que a nova história da Europa seja construída a partir de seis linhas: a liberdade, a paz, a lei, a prosperidade, a diversidade e a solidariedade.
É mesmo para ouvir!
Enjoy this montage of video clips from over the years with The Swingle Singers - se alguém quiser tenho alguns CDs deles para partilhar umas músicas.
A arte de José Afonso é um jorro de água clara, puríssima, portuguesa sem mácula. Realmente é a «pureza» a nota maior desta arte: pureza de voz, pureza no poema, pureza na música. Neste disco, um dos mais ricos quanto a valores poéticos, é ela que domina: trova antiga purificada, folclore limpo de excrescências, balada de combate em que a justiça vai de bandeira. E o ouvinte fica tonificado, «limpo», cheio de graça, com mais vigor para a luta.Então pergunto haverá alguém responsável neste país que possa pôr o dedo no ar e dizer: fui eu que fiz a asneira, mas a culpa foi do....
Pierre Fournier plays Robert Schumann's Cello Concerto Op. 129 with the ORTF National Orchestra led by Jean Martinon.
Não sei o nome da rapariga, mas parece-me que além de estar bem tocado está bem adaptado.(quem conhece sabe que o original é para violoncelo solo).
Esta é há muitos anos a minha versão favorita desta canção.