Queria ter feito este post no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, mas não pude. Hoje, depois de uma sessão original na minha escola, lembrei-me deste vídeo e desta música. Apesar das imagens terem mais de 20 anos, o mundo continua a ser um lugar onde é preciso proteger as crianças.
Black and white slide show about street children by photographer Pedro Guzman. Photos taken over 20 years of children in Central America and the Caribbean. Song - Canción para un niño el la calle" by Spanish singer-songwriter Patxi Andión.
23 junho, 2008
21 junho, 2008
Bach: Cantata BWV 54, "Widerstehe doch der Sünde" A Scholl
Este andamento, da mesma cantata anterior é mesmo fantástico!
Espero que gostem tanto como eu.
Espero que gostem tanto como eu.
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Bach: Cantata BWV 54, II-III Rezitativ&Arie - Andreas Scholl
Adoro estes vídeos com a partitura sincronizada e por isso não resisto a postar aqui.
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20 junho, 2008
18 junho, 2008
Visões sobre os resultados das provas de aferição
Não consigo deixar de postar aqui, apenas pela diferença de visão, estas duas opiniões publicadas em dois blogs que leio:
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
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10 junho, 2008
Ensinar a fingir
Hoje no Público:
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
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09 junho, 2008
Et bien...Slimmy commente la Culture au Portugal
E, Paulo, estou de acordo contigo!
E para quem não conhece, eis a música:
Slimmy - Showgirl Official Video
E para quem não conhece, eis a música:
Slimmy - Showgirl Official Video
04 junho, 2008
Giuseppe Verdi MacBeth
Domingo, 1 de Junho de 2008, 19 horas
Para os entendidos provavelmente não é nada de mais, mas eu, que não conhecia bem a música desta ópera, achei uma delícia.
O enredo toda a gente conhece, a forma como Verdi o sentiu é admirável.
Foi a segunda vez que ouvi a orquestra tocar sob a direcção de uma maestrina, neste caso Julia Jones; estas duas vezes foram, segundo a minha visão, as vezes em que tocou melhor. O coro muito, muito bom.
A escolha de algum guarda-roupa é que não terá sido a melhor.
27 maio, 2008
26 maio, 2008
Mozart Concierto Piano Nº 9 Andantino
Nas minhas deambulações pelo Youtube encontrei isto - bailado sobre música de Mozart. Não é a primeira vez que vejo dança sobre música de Mozart, mas esta peça nunca tinha visto; além da extraordinária música, que é assim sempre para mim, acho a coreografia muito interessante.
25 maio, 2008
Ricardo Serrano - os títulos das músicas de "Pico"
Eis os títulos e ano de composição das músicas que estão aqui ao lado, neste primeiro Podcast, que fui buscar à página do Ricardo. Espero que gostem tanto delas como eu e não se esqueçam que podem seguir-lhe o rasto e fazer download de todas as músicas no garageband.com/artist/ricardoserrano
Tita - 1996
A outra - 1996
O meu herói - 1996
O outro herói - 1996
Santarém - 2000
Para ti - 2001
A preto - 2001
Ana de amor - 2001
Rudy Loin - 2001
Rú - 2002
Pico - 2003
Fred - 2003
Francisco - 2003
Ao Zé Paulo - 2003
Quico - 2006
Malú - 2006
Susana - 2008
A José Afonso - 2008
Tita - 1996

A outra - 1996
O meu herói - 1996
O outro herói - 1996
Santarém - 2000
Para ti - 2001
A preto - 2001
Ana de amor - 2001
Rudy Loin - 2001
Rú - 2002
Pico - 2003
Fred - 2003
Francisco - 2003
Ao Zé Paulo - 2003
Quico - 2006
Malú - 2006
Susana - 2008
A José Afonso - 2008
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24 maio, 2008
Once Upon a Time in America
Fica aqui mais um pouco de Ennio Morricone, mas desta vez para o meu irmão Ricardo, que gosta mais desta música.
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23 maio, 2008
Apenas, e só por isso, música bonita!
Se alguém quiser falar do filme pode fazê-lo. Também gostei muito e gosto.
E devo acrescentar este vídeo, para ficar completo!
"Nuovo Cinema Paradiso" Final Scene
E devo acrescentar este vídeo, para ficar completo!
"Nuovo Cinema Paradiso" Final Scene
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21 maio, 2008
Ambiente - não é mesmo importante?
Já tinha visto, mas tinha-me escapado. Deixo aqui porque me parece muito eficaz a passar a mensagem.
Blue Man Group video featured on "Earth To America!"
Blue Man Group video featured on "Earth To America!"
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16 maio, 2008
A extinção do Ministério da Educação - que sonho!
" Existirá uma "política educativa"? Incomoda-me ver pessoas que, no passado, considerava decentes, envolvidas agora numa tragicomédia sem fim. No (des)governo da educação, decepcionam-me. Sinto náuseas, quando os vejo proteger políticos que muito têm prejudicado a Ponte, só porque são barões locais do seu partido.
Sobrevivi a dezenas de ministérios e mantenho o que disse, há mais de vinte anos, porque o tempo me deu razão: a medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação. As escolas passariam bem sem esse monstro burocrático e de cara manutenção. "
José Pacheco, numa entrevista no Educare
Sobrevivi a dezenas de ministérios e mantenho o que disse, há mais de vinte anos, porque o tempo me deu razão: a medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação. As escolas passariam bem sem esse monstro burocrático e de cara manutenção. "
José Pacheco, numa entrevista no Educare
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14 maio, 2008
Bobby Mc Ferrin "Blackbird"
Ontem tive a sorte e o privilégio de poder ver ao vivo este músico fantástico e muito criativo.
Este tema também foi cantado, numa versão mais intimista. Fica aqui para poderem apreciar!
Este tema também foi cantado, numa versão mais intimista. Fica aqui para poderem apreciar!
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12 maio, 2008
Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo
Mesmo sabendo que se trata de um tema muito ligado à profissão de professor acho que devo postá-lo aqui e partilhá-lo com quem, não sendo professor, tem as questões educativas como importantes para si e para a sociedade em que vive. Fui buscar o texto ao Terrear do professor Matias Alves.
Read this doc on Scribd: Desafios do trabalho do professor António Nóvoa
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08 maio, 2008
Zeca Afonso - Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Descobri mais uma ligação a Hamburgo.
Tenho que deixar aqui o link para o blog onde fui buscar isto e o agradecimento ao meu amigo Tó Zé Castro Lopes, por mo ter enviado.

Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Adeus muros de Custóias
Catarina Eufémia
Grândola Vila Morena
Hino à Liberdade
O que faz falta
Os fantoches de KIssinger
Vira
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."
José Afonso
Tenho que deixar aqui o link para o blog onde fui buscar isto e o agradecimento ao meu amigo Tó Zé Castro Lopes, por mo ter enviado.
Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Adeus muros de Custóias
Catarina Eufémia
Grândola Vila Morena
Hino à Liberdade
O que faz falta
Os fantoches de KIssinger
Vira
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."
José Afonso
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06 maio, 2008
John Lennon & Yoko Ono: WAR IS OVER! (If You Want It)
Pode parecer desactualizado, mas eu acho que este vídeo e a mensagem continuam a ser pertinentes, talvez ainda mais do que na época!
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05 maio, 2008
O Barbeiro de Sevilha em Hamburgo
Foi mais uma vez, para mim, a prova de que o sistema da Ópera de Hamburgo é um bom sistema! A produção está feita, as grandes despesas também: ao logo de cada temporada levam cada produção 5 a 6 vezes à cena, com cantores diferentes e maestros diferentes. Quer dizer que fazem um investimento que é rentabilizado ao longo do tempo. Têm sempre a casa cheia e até agora só vi grande qualidade.
No sábado passado deliciei-me, outra vez, com boa ópera, de altíssima qualidade musical e muito bem representada! Claro que não sendo uma "expert" no assunto, também não sou propriamente uma ignorante e se bem que os cantores não se medissem todos pela mesma bitola, foram no geral muito bons. O menos bom foi precisamente o Fígaro mas nada de escandaloso, apenas uma voz menos potente e portanto às vezes suplantada pela orquestra.
Deixo-vos então este link
para saberem mais sobre a Staatsoper de Hamburgo e este
para lerem sobre o elenco que eu vi. O site é muito completo, embora seja quase todo em alemão e portanto complicado para quem não domina a língua como eu. Mas o primeiro link é para uma secção em Inglês.
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