Através do (Re)Flexões cheguei e este texto de Mário Soares no DN Online de hoje. Parece grande mas lê-se muito depressa.
"É preciso, pois, repensar a Esquerda reformista, na perspectiva de fazer face, com êxito, à crise e de encontrar outro modelo económico, social e político (no sentido do aprofundamento democrático e de uma maior participação cívica dos cidadãos) para dar um novo élan à Europa (paralisada), responder à angústia e ao pessimismo dos cidadãos, quanto ao futuro, reforçando a justiça social. Voltar aos valores éticos - que foram sempre bandeira da Esquerda -, ao civismo (contra o enfraquecimento dos Estados), contra as sociedades de mercado e dos negócios pouco transparentes, lutar contra a corrupção e o tráfico de influências. Voltar à militância em favor da paz e das negociações para resolver os conflitos, lutar contra a precariedade do trabalho, contra as desigualdades, a injusta distribuição dos rendimentos, pela inclusão social, contra a degradação do ambiente e pela ordenação do território. É preciso repensar as políticas de Esquerda, apelando sobretudo, à participação dos cidadãos. E velar para que as mulheres e os homens de Esquerda, que cheguem ao poder nos Estados ou nos partidos, sejam pessoas impolutas, que saibam distinguir os negócios privados do serviço público.
Foi essa honradez republicana que permitiu que a nossa I República, apesar de só ter durado dezasseis anos, deixasse um legado de moralidade que resistiu, como um exemplo a seguir, a quase meio século de ditadura. Foram os lobbies dos interesses, a imoralidade dos dirigentes dos bancos e das empresas, as grandes negociatas, envolvendo políticos, e o tráfico de influências, numa palavra, a promiscuidade entre a política e os negócios, que desacreditou a política e nos conduziu à crise em que nos encontramos. Não nos deixemos iludir: o sistema está podre e é preciso mudá-lo. Essa é a grande tarefa da Esquerda europeia, com autonomia ideológica em relação à América, uma vez repensadas as políticas e os comportamentos, para que os cidadãos se mobilizem."
23 setembro, 2008
16 setembro, 2008
" life is like piano... what you get out of it depends on how you play it."
Eu sei que se calhar é de mais, mas não resisto a postar aqui, vaidosamente, este vídeo do meu irmão Ricardo, a tocar o prelúdio que compôs para mim.
O vídeo é muito bonito e a música também claro! Esta já fazia parte do podcast aqui do blog.
O vídeo é muito bonito e a música também claro! Esta já fazia parte do podcast aqui do blog.
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09 setembro, 2008
Stravinsky: Petrushka, Scene I - The Shrovetide Fair
Ainda Stravinsky, eu sei que a imagem não é muito boa, mas a música é fantástica. É só para fazer a ligação com o post de Hamburgo.
~ Introduction (at the Shrovetide Fair)
~ The Charlatan's Booth
~ Russian Dance
Bolshoi Ballet Company, with Andrey Chistiakov conducting Bolshoi State Academic Theatre Orchestra
~ Introduction (at the Shrovetide Fair)
~ The Charlatan's Booth
~ Russian Dance
Bolshoi Ballet Company, with Andrey Chistiakov conducting Bolshoi State Academic Theatre Orchestra
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04 setembro, 2008
Citando um "entendido" em Educação
" Construir acordos políticos sem cair na incoerência
[...]poderia ser uma definição de democracia política. [...]
[...]poderia ser uma definição de democracia política. [...]
É pois desejável que se alargue a lógica da pilotagem negociada, que esta se instaure desde o início de uma reforma e persista até à sua avaliação "final", alguns anos mais tarde, passando pela construção de textos, das decisões formais e das diversas fases de implementação.
Para valorizar e organizar esta pilotagem negociada das reformas escolares, um ministério tem de ser credível. Não basta que dê garantias formais. Os actores não se envolverão num tal processo se não estiverem convencidos de que este não será suspenso assim que surgir o primeiro obstáculo ou assim que a administração consinta no mais pequeno compromisso.
Isto pressupõe um pessoal político e administrativo suficientemente modesto para não querer ter razão sozinho, suficientemente paciente e realista para não preferir os efeitos-surpresa e os discursos reformadores a uma evolução real do sistema , suficientemente desinteressado para não apostar tudo nas próximas eleições e trabalhar a médio prazo e, por fim, suficientemente competente para aglomerar tendências contraditórias no seio do grupo de pilotagem."
In " Aprender a negociar a mudança em educação ", Philippe Perrenoud, Edições ASA, 2004
Este último parágrafo é que eu queria mesmo citar, tudo o resto é para contextualizar.
Para valorizar e organizar esta pilotagem negociada das reformas escolares, um ministério tem de ser credível. Não basta que dê garantias formais. Os actores não se envolverão num tal processo se não estiverem convencidos de que este não será suspenso assim que surgir o primeiro obstáculo ou assim que a administração consinta no mais pequeno compromisso.
Isto pressupõe um pessoal político e administrativo suficientemente modesto para não querer ter razão sozinho, suficientemente paciente e realista para não preferir os efeitos-surpresa e os discursos reformadores a uma evolução real do sistema , suficientemente desinteressado para não apostar tudo nas próximas eleições e trabalhar a médio prazo e, por fim, suficientemente competente para aglomerar tendências contraditórias no seio do grupo de pilotagem."
In " Aprender a negociar a mudança em educação ", Philippe Perrenoud, Edições ASA, 2004
Este último parágrafo é que eu queria mesmo citar, tudo o resto é para contextualizar.
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29 agosto, 2008
Mais um link Portugal - Hamburgo
Pois é! Nunca tinha visto nada assim. Além do nome dado a este caminho, tem uma série de dados extra! Gostei das fotografias no poste e das flores plantadas nos dois vasos.
Quem quer que mantenha este "cantinho" é um verdadeiro admirador da Amália!
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27 agosto, 2008
St. Petersburg Philharmonic
Desta vez foi nesta sala que vi esta fabulosa orquestra. Podem seguir o link, porque o texto é em Ingles( sem acento circunflexo neste teclado).O maestro,Yuri Temirkanov, vi no fim, na altura dos encores, tem uma tarimba enorme para gerir a orquestra e os pedidos do público.
Estes foram os artistas : Natalia Gutman Violoncello
St. Petersburg Philharmonic
Yuri Temirkanov Dirigent
O programa foi, na primeira parte, Concerto para Violoncelo e Orquestra número 1, Es-Dur op. 107 de Schostakovitch e, na segunda parte, Stravinsky, Petruschka.
O que me impressionou mais foi mesmo a orquestra e a segunda parte. Além de ter todos os instrumentos e mais alguns, tinha um poder de som incrível.
É verdade, fiquei deslumbrada, nunca tinha ouvido ao vivo uma orquestra tao boa!
P.S. Nao há imagens porque nao as consigo transferir para aqui neste computador.
Estes foram os artistas : Natalia Gutman Violoncello
St. Petersburg Philharmonic
Yuri Temirkanov Dirigent
O programa foi, na primeira parte, Concerto para Violoncelo e Orquestra número 1, Es-Dur op. 107 de Schostakovitch e, na segunda parte, Stravinsky, Petruschka.
O que me impressionou mais foi mesmo a orquestra e a segunda parte. Além de ter todos os instrumentos e mais alguns, tinha um poder de som incrível.
É verdade, fiquei deslumbrada, nunca tinha ouvido ao vivo uma orquestra tao boa!
P.S. Nao há imagens porque nao as consigo transferir para aqui neste computador.
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20 agosto, 2008
150 do Nascimento de Puccini em Lübeck
Aqui podem ter uma ideia do festival e também do Concerto que ontem vi com o Rainer em Lübeck.
Puccini zum 150.
Geburtstag Nicole Cabell Sopran
Miroslav Dvorsky Tenor
Christopher Robertson Bariton
NDR Radiophilharmonie
Paolo Carignani Dirigent
A orquestra era realmente muito boa. Os cantores também, mas nós só conseguimos lugar atrás do palco, onde se via e ouvia a orquestra muito bem, mas infelizmente, do lado contrário para onde os cantores cantaram. Era um programa para garantir o sucesso do concerto, mas foi mesmo bom.
Puccini zum 150.
Geburtstag Nicole Cabell Sopran
Miroslav Dvorsky Tenor
Christopher Robertson Bariton
NDR Radiophilharmonie
Paolo Carignani Dirigent
A orquestra era realmente muito boa. Os cantores também, mas nós só conseguimos lugar atrás do palco, onde se via e ouvia a orquestra muito bem, mas infelizmente, do lado contrário para onde os cantores cantaram. Era um programa para garantir o sucesso do concerto, mas foi mesmo bom.
11 agosto, 2008
41 Festival Internacional Plectro La Rioja 2008 Artemandoline
Enviaram-me este vídeo e como pode haver alguém que possa ir ver o festival...
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15 julho, 2008
Segunda sessão da formação ...
Continuo a não querer dizer nada. Apenas que tudo é demasiado esquisito, ineficaz e burocrático. As metodologias - impostas pelo ME - são para e apenas perder tempo ou então uma tentativa de fazer uma lavagem ao cérebro colectiva!
Alfred Brendel plays Beethoven´s Moonlight sonata (3rd mov)
Alfred Brendel plays Beethoven´s Moonlight sonata (3rd mov)
14 julho, 2008
Primeira sessão da formação em avaliação de desempenho dos professores
Claro que não me apetece falar disso embora tenha coisas para dizer. Sendo assim só quero ouvir qualquer coisa que desfaça o efeito de tal sessão!
Schubert:Impromptu in G flat major D899 No.3
Schubert:Impromptu in G flat major D899 No.3
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11 julho, 2008
Festival de Jazz do Funchal
Um pouco do que vi, neste festival.
Fica também o link da página para quem quiser saber mais.
J.J.Milteau
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10 julho, 2008
Glenn Gould plays J.S.Bach Piano Concerto No.7 in G minor BW
A partir de um vídeo que o Ricardo pôs no Peremela...não resisto! É Bach, é Gould e acho, há muitos anos, esta peça a ideal para ficar bem disposta. Por acaso não gosto muito da interpretação da orquestra.
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30 junho, 2008
Menuhin - Max Bruch violin concerto no1 2nd movement
Para quem não conhece garanto que vale a pena. Depois deste segundo andamento procurem ouvir o primeiro e o terceiro andamentos.
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29 junho, 2008
Guernica em 3D
De vez em quando, saltando de blog em blog e de link em link,
aparecem coisas fabulosas, que não podemos deixar de usufruir.
Esta é uma delas e portanto aqui fica:
aparecem coisas fabulosas, que não podemos deixar de usufruir.
Esta é uma delas e portanto aqui fica:
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23 junho, 2008
Crianças
Queria ter feito este post no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, mas não pude. Hoje, depois de uma sessão original na minha escola, lembrei-me deste vídeo e desta música. Apesar das imagens terem mais de 20 anos, o mundo continua a ser um lugar onde é preciso proteger as crianças.
Black and white slide show about street children by photographer Pedro Guzman. Photos taken over 20 years of children in Central America and the Caribbean. Song - Canción para un niño el la calle" by Spanish singer-songwriter Patxi Andión.
Black and white slide show about street children by photographer Pedro Guzman. Photos taken over 20 years of children in Central America and the Caribbean. Song - Canción para un niño el la calle" by Spanish singer-songwriter Patxi Andión.
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Protecção
21 junho, 2008
Bach: Cantata BWV 54, "Widerstehe doch der Sünde" A Scholl
Este andamento, da mesma cantata anterior é mesmo fantástico!
Espero que gostem tanto como eu.
Espero que gostem tanto como eu.
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Bach: Cantata BWV 54, II-III Rezitativ&Arie - Andreas Scholl
Adoro estes vídeos com a partitura sincronizada e por isso não resisto a postar aqui.
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Partitura
20 junho, 2008
18 junho, 2008
Visões sobre os resultados das provas de aferição
Não consigo deixar de postar aqui, apenas pela diferença de visão, estas duas opiniões publicadas em dois blogs que leio:
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
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Provas de Aferição
10 junho, 2008
Ensinar a fingir
Hoje no Público:
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
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