24 abril, 2009

25 de Abril

Maré Alta

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

Sérgio Godinho



A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.

23 abril, 2009

Liszt-Piano piece in A flat major (Funf Klavierstucke N 2)

Uma pequena peça de Franz Liszt, que encontrei, precisamente porque queria ouvir e verificar como se toca. Não tenho o audio por isso encontrei-a neste formato.



O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.

17 abril, 2009

Un'aura amorosa (Così fan tutte/Mozart)

Così fan tutte, o título da última ópera que vi em Hamburgo, na Páscoa.
Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor.
Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa.
A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber.
Óptima representação, cómica como devia ser.
Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.

O vídeo é precisamente uma ária de Ferrando.

15 abril, 2009

Vale a pena ler

Excerto da crónica de hoje, no Público, de Santana Castilho.




"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."

07 abril, 2009

Tschaikovsky - Sinfonia nº5

Eis uma amostra do que vi e ouvi ontem, ao início da noite, em Hamburgo, no Laeiszhalle.




O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher.
Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.

A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.

02 abril, 2009

Dave Brubeck - Take Five - 1966

Só vou ao Youtube quando quero encontrar alguma coisa determinada ou já guardada. Às vezes para fazer um post outras para mostrar aos meus alunos. Também já vos deve ter acontecido ir ver os "vídeos recomendados". Pois é, apareceu-me este, que dedico a todos os amantes do jazz em particular e a todos os amantes da boa música no geral.




1966 in Berlin Germany

Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - alto sax
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums

27 março, 2009

A propósito do dia Mundial do Teatro...

e à boleia das ideias do Ideias Soltas, deixo além do Link, um pequeno excerto:

"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."

10 março, 2009

Tibete

Hoje no Editorial do Público "Grande muralha" para calar a histórica identidade tibetana
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "

É bom não esquecer

08 março, 2009

Isn't it a Pity, George Harrison

Isn't it a pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity

Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity

Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity

Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity

(6 times, fade the 6th:)
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity








01 março, 2009

Ano de Haydn

Han Na Chang-Haydn Cello Concerto, em Dó M , último andamento.



Duzentos anos, que Haydn morreu.

Acho a violoncelista fantástica.

26 fevereiro, 2009

Jerusalem Quartet

Jerusalem Quartet

Joseph Haydn: Streichquartett f-Moll op. 20/5
Bela Bartók: Streichquartett Nr. 4
Johannes Brahms: Streichquartett a-Moll op. 51/2

Foi este o programa do Concerto que vi no sábado passado, em Hamburgo, na sala pequena do Laeiszhalle

O quarteto de Bartok foi o melhor, absolutamente moderno.

Fica aqui uma pequena amostra deles:

19 fevereiro, 2009

Pelléas et Mélisande - Claude Debussy

Esta é a próxima ópera que vou ver aqui, já no próximo fim de semana. É uma ópera sem os habituais esquemas de árias e coros, recitativos e grandes melodias populares. Nunca a vi por inteiro, embora a tenha ouvido. Espero que seja realmente uma nova experiência.




Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner

15 fevereiro, 2009

Campanha pelo Bandoneon

Aqui ao lado, no Anacruses, está a decorrer uma nova eleição de instrumentos, na categoria dos Aerofones.
Desta vez faço campanha pelo Bandoneon.

14 fevereiro, 2009

Música portuguesa, concerteza!

Carlos Seixas - Sonata em Sol Menor

Através do Ideias Soltas cheguei a este site .Encontrei lá este vídeo, com esta Sonata de Carlos Seixas.

25 janeiro, 2009

Dueto - Chico Buarque e Nara Leão

Nunca tinha ouvido esta canção.
Não se pode conhecer tudo nem saber tudo.
Ia postar aqui "A banda" do Chico Buarque e fui ouvir esta canção.
Pode ser que mais alguém goste.






Dueto

Composição: Chico Buarque

Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca

18 janeiro, 2009

Bernstein & Glenn Gould

Encontrei este vídeo hoje e fiquei completamente siderada, com a visão das mãos do Glenn Gould. Já vi tantas gravações dele a tocar e nunca tinha visto as mãos desta forma.
A música tenho quase a certeza que é Bach, mas preciso que alguém me ajude a identificar precisamente.




Aceitam-se todas as contribuições construtivas e de boa vontade.

Em defesa do violoncelo II

Gostaria de me redimir então, do último violoncelista que aqui pus a tocar.

Mischa Maisky tem uma forma totalmente diferente de tocar, é também uma das versões que tenho em audio, mas gosto muito mais de Tortelier e de Pierre Fournier.

Da suite nº 3, em Dó Maior, BWV 1009, Bourrée I e II

15 janeiro, 2009

Em defesa do violoncelo

Yo-Yo Ma The Swan by Saint Saens, como campanha pelo voto no violoncelo aqui ao lado no Anacruses


10 janeiro, 2009

Música em Lisboa


Como não posso lá ir fica aqui o artigo do Público sobre o Concerto, de hoje, de Ano Novo. Bach e Francisco António de Almeida. O artigo, acho eu, está interessante.

02 janeiro, 2009

As Festas Musicais em Hamburgo



Como não podia deixar de ser: primeiro um Concerto no Laeiszhalle com o sequinte programa: SOL GABETTA Violoncello Antonio Vivaldi 1678-1741) Konzerte für Violoncello Arcangelo Corelli (1653-1713) Concerti grossi 27. 12. 2008 - Hamburg, Laeiszhalle .

O que me deixou mais espantada foi o Inverno de Vivaldi tocado com o Violoncelo como solista. Muitas pessoas já terão visto e ouvido, mas para mim foi a primeira vez.
Tenho de dizer que a orquestra é muito, muito boa.

A segunda parte da festa musical foi A Flauta Mágica na Ópera de Hamburgo . Não vale a pena falar da música, porque é sempre fantástica, mas talvez porque sempre associei alguma coisa de extraordinário a esta ópera, foi uma desilusão. Provavelmente estava à espera de uma cenografia diferente, porque não posso dizer nada da interpretação, notável sobre todas as perspectivas, menos nesta, relacionada directamente com as escolhas cénicas. E foi uma pena! Já aqui vi tantas óperas e logo esta me desiludiu.