Está a chegar, um dos melhores festivais de Música que eu conheço. Deixo-vos o programa no link, ou se quiserem ver mais vão directamente ao site do Município.
Para quem tiver tempo de ver e ouvir e pensar. Continuo a achar que o que o José Gil pensa e diz é importante para nós, cidadãos portugueses e cidadãos do mundo.
Rachmaninov tocado por Ashkenazy. Talvez não esteja na moda, mas faz parte do que eu estava a ouvir, dentro da música que tenho. Música para dois pianos, Suite nº 1 em G minor, op.5, nº4.
A propósito de uma pequena conversa com duas colegas, percebi que há algumas pessoas que não conhecem este filme. Sabem como é aquela mania que temos às vezes, de que todas as pessoas conhecem o mesmo que nós? Pois, de vez em quando acontece que descubro que não. Esta é a razão do post, recomendar a quem nunca viu, que veja este filme, que eu acho fabuloso. O vídeo é o que pude encontrar, não encontrei o trailer. Acho que dá para aguçar um pouco o apetite.
Na semana passada a minha irmã ofereceu-me um CD com árias de ópera. Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Adorei o título desta carta de um leitor ao Director do Público! Publico-a aqui porque costumo dizer que se brinca às escolinhas e este leitor tem exactamente a mesma ideia do que eu.
Hoje no Público, diz Teresa de Sousa que a "A crise é o traço de união entre os 27 países da União Europeia que, com os seus 375 milhões de eleitores, se preparam para escolher, entre 4 e 7 de Junho, os seus representantes no único parlamento supranacional do mundo eleito por sufrágio universal." É realmente um prodígio, uma situação impensável em tempos anteriores. Mas também faz a análise do que separa a Europa e do medo da perda de identidade. Eu acho que a UE ainda é demasiado união económica e ainda está demasiado sujeita à manipulação do poder político e dos média. Há uns dias alertaram-me para a falta de notícias diárias sobre a UE no Público, por exemplo e em muitos jornais na Alemanha, em comparação com a imprensa da Dinamarca. Só em vésperas de eleições, ou mudança de direcção ou assinaturas de tratados é que a UE aparece na imprensa, nomeadamente a portuguesa. Claro que há apatia, falta de informação e de interesse.
Este é um famoso quadro chinês, tesouro cultural do país e património do Museu de Xangai, que leva multidões a apreciá-lo demoradamente. Pintado entre 1085 e 1145, mede cerca de 24.5 por 5,28 m.
Aprende a nadar, companheiro aprende a nadar, companheiro Que a maré se vai levantar que a maré se vai levantar Que a liberdade está a passar por aqui que a liberdade está a passar por aqui que a liberdade está a passar por aqui Maré alta Maré alta Maré alta
Sérgio Godinho
A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.
Uma pequena peça de Franz Liszt, que encontrei, precisamente porque queria ouvir e verificar como se toca. Não tenho o audio por isso encontrei-a neste formato.
O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.
Così fan tutte, o título da última ópera que vi em Hamburgo, na Páscoa. Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor. Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa. A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber. Óptima representação, cómica como devia ser. Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.
Excerto da crónica de hoje, no Público, de Santana Castilho.
"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."
Eis uma amostra do que vi e ouvi ontem, ao início da noite, em Hamburgo, no Laeiszhalle.
O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher. Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.
A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.
Só vou ao Youtube quando quero encontrar alguma coisa determinada ou já guardada. Às vezes para fazer um post outras para mostrar aos meus alunos. Também já vos deve ter acontecido ir ver os "vídeos recomendados". Pois é, apareceu-me este, que dedico a todos os amantes do jazz em particular e a todos os amantes da boa música no geral.
1966 in Berlin Germany
Dave Brubeck - piano Paul Desmond - alto sax Eugene Wright - bass Joe Morello - drums
e à boleia das ideias do Ideias Soltas, deixo além do Link, um pequeno excerto:
"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."
Hoje no Editorial do Público"Grande muralha" para calar a histórica identidade tibetana Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos. A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "