Através deste Link, podem ver desde o 1º número.
Eu gostei bastante do que vi.
Eis a descrição da revista, feita por José Carlos Marques, o autor:
"A revista aborda vários temas ligados à Cultura, com especial destaque para a Fotografia, e pretende afirmar-se como uma plataforma de divulgação e reconhecimento de projectos e autores, caracterizando-se desde o inicio pela total liberdade de publicação que é imputada nos seus intervenientes."
Fica aqui também o link para o blog Share Magazine
26 setembro, 2009
12 setembro, 2009
Julia Fischer - Bach Concertos
Ontem estive a ver, na Mezzo TV, um Concerto de 1 de Janeiro de 2008, em que a Julia Fischer (que eu só conhecia de nome como violinista), começou por tocar o Concerto nº3 para violino e orquestra de Saint-Säens. Na segunda parte aparece ela outra vez, só mudou de vestido e de instrumento, a tocar o Concerto de Grieg, em Lá menor, para piano e orquestra.
Neste vídeo é Bach, mas aqui, neste link, podem ler alguma coisa sobre ela e sobre o dito concerto.
Neste vídeo é Bach, mas aqui, neste link, podem ler alguma coisa sobre ela e sobre o dito concerto.
Etiquetas:
Bach,
Julia Fischer
10 setembro, 2009
Bach - outra vez

Ainda ando a ouvir, pensar e tentar tocar alguma coisa das Variações Goldberg.
Claro que é Bach, mas mesmo sendo Bach já me podia ter cansado! Mas não. Acreditem que já cheguei a sonhar noites inteiras com a música e com as partituras.
O pianista é Glenn Gould, em "The Fabulous Recording of 1955"
Etiquetas:
Bach,
Música,
Variações Goldberg
26 agosto, 2009
Trio Echnaton - Beethoven e Bach
Eis então o segundo concerto do Festival de Música de Schleswig-Holstein.
Uma formação diferente, que tem em comum o violoncelista - Franck-Michael Guthmann - e um programa diferente, que tem em comum a transcrição de Dmitry Sitkovetsky das Variações Goldberg BWV 988 de J.S. Bach.
A primeira parte foi o Trio G-Dur op.9 Nr.1 de Beethoven e a segunda Bach, na tal transcrição. Os músicos são, claro, muito bons.
O Concerto teve lugar numa Igreja em Glückstadt, cidade próxima de Hamburgo e ligada também ao Elba.
Uma formação diferente, que tem em comum o violoncelista - Franck-Michael Guthmann - e um programa diferente, que tem em comum a transcrição de Dmitry Sitkovetsky das Variações Goldberg BWV 988 de J.S. Bach.
A primeira parte foi o Trio G-Dur op.9 Nr.1 de Beethoven e a segunda Bach, na tal transcrição. Os músicos são, claro, muito bons.
O Concerto teve lugar numa Igreja em Glückstadt, cidade próxima de Hamburgo e ligada também ao Elba.
Etiquetas:
Bach,
Beethoven,
Glückstadt,
Hamburgo,
Música
25 agosto, 2009
Händel - Israel in Egypt HWV 54

Ontem, em Lübeck, assistimos, eu e o Rainer, a um Concerto de luxo.
Händel pelo Monteverdi Choir, pelos English Baroque Soloists e dirigido por Sir John Eliot Gardiner. Nada mais nada menos do que os melhores entre os melhores. Acreditem, todos naquele coro são solistas, todos os músicos da orquestra também.
Foi o terceiro e último concerto do Schleswig-Holstein Musik Festival deste ano, para nós. Espero para o ano poder cá estar outra vez.
Tenho ainda o segundo concerto para postar aqui. Talvez amanhã, quem sabe!
13 agosto, 2009
Johann Michael Bossard - artista plástico
Se tiverem paciência para ver estas imagens da Kunststätte Bossard , ficarão com uma ideia do que este homem produziu na sua vida. É pena não haver informação em inglês no site oficial, nem mesmo no local em Jesteburg, aqui, perto de Hamburgo. Não consegui encontrar, na internet, informação noutra língua. Se alguém conseguir agradeço que me enviem o link.
Além de ter visto tudo o que é acessível ao público com poucas restrições, estive dentro da casa particular. Ali é tudo trabalhado como se vê, por exemplo, na fotografia da sala que tem o piano, ou como o Templo das Artes, do qual esta segunda fotografia é um pormenor: até as traves do telhado estão pintadas.
Esta terceira fotografia é da janela da sala do último andar, que era um dos ateliês de Bossard.
Para além do prazer de ver tudo o que está exposto, fiquei muito impressionada com o tempo, provavelmente obecessivamente ocupado em acção. Sei que não viveu neste local toda a sua vida, por isso ainda me confunde mais.
12 agosto, 2009
Um pé em Berlin
Hoje, de Berlin, um pé. Será que alguém descobre de quem?
A fotografia é de 1 de Agosto, tirada por mim.
Etiquetas:
Berlin
11 agosto, 2009
Praias no Mar Báltico
Ainda nos queixamos de praias cheias de gente... Pelo menos as "barracas" destas praias são muito mais bonitas. Já as tinha visto, mas não ao vivo.
10 agosto, 2009
Variações Goldberg - Bach
Um Concerto extraordinário, pelo Ensemble Resonanz , que tive a sorte de assistir, no âmbito do Schleswig-Holstein Musik Festival
Samstag, 8. August 2009, 20.00 Uhr
Ev.-Luth. Vicelinkirche, Neumünster
Johann Sebastian Bach: »Goldberg-Variationen« BWV 988 (Fassung für Streichorchester)
Anton Webern: Fünf Sätze op. 5, Fassung für Streichorchester
Anton Webern: Streichquartett op. 28
Juditha Haeberlin, Einstudierung
Frank-Michael Guthmann, Einstudierung
Nunca tinha ouvido em transposição para cordas e contínuo e adorei.
Só depois, ao ver o site, me apercebi que tinham um CD gravado com a peça.
Os links são para as páginas em Inglês.
Samstag, 8. August 2009, 20.00 Uhr
Ev.-Luth. Vicelinkirche, Neumünster
Johann Sebastian Bach: »Goldberg-Variationen« BWV 988 (Fassung für Streichorchester)
Anton Webern: Fünf Sätze op. 5, Fassung für Streichorchester
Anton Webern: Streichquartett op. 28
Juditha Haeberlin, Einstudierung
Frank-Michael Guthmann, Einstudierung
Nunca tinha ouvido em transposição para cordas e contínuo e adorei.
Só depois, ao ver o site, me apercebi que tinham um CD gravado com a peça.
Os links são para as páginas em Inglês.
18 julho, 2009
Simply Red - Ev'ry Time We Say Goodbye (live)
Hoje acordei com esta canção na cabeça, sabe-se lá porquê!
Sendo assim, resta-me partilha-la, a ver se vai povoar outras mentes.
Esta é apenas uma versão. A música é de Cole Porter.
Sendo assim, resta-me partilha-la, a ver se vai povoar outras mentes.
Esta é apenas uma versão. A música é de Cole Porter.
Etiquetas:
Aqui e agora
08 julho, 2009
Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim 2009

Está a chegar, um dos melhores festivais de Música que eu conheço.
Deixo-vos o programa no link, ou se quiserem ver mais vão directamente ao site do Município.
O programa é muito bom.
06 julho, 2009
“Ter esta ideia da democracia é “monstruoso”, a análise de José Gil e o “estado da Nação”
Para quem tiver tempo de ver e ouvir e pensar.
Continuo a achar que o que o José Gil pensa e diz é importante para nós, cidadãos portugueses e cidadãos do mundo.
Continuo a achar que o que o José Gil pensa e diz é importante para nós, cidadãos portugueses e cidadãos do mundo.
Etiquetas:
José Gil,
Pensamento,
Política
05 julho, 2009
Rachmaninov por Ashkenazy
Rachmaninov tocado por Ashkenazy. Talvez não esteja na moda, mas faz parte do que eu estava a ouvir, dentro da música que tenho. Música para dois pianos, Suite nº 1 em G minor, op.5, nº4.
23 junho, 2009
Paris - Texas, o filme de Win Wenders
A propósito de uma pequena conversa com duas colegas, percebi que há algumas pessoas que não conhecem este filme. Sabem como é aquela mania que temos às vezes, de que todas as pessoas conhecem o mesmo que nós? Pois, de vez em quando acontece que descubro que não.
Esta é a razão do post, recomendar a quem nunca viu, que veja este filme, que eu acho fabuloso.
O vídeo é o que pude encontrar, não encontrei o trailer. Acho que dá para aguçar um pouco o apetite.
Esta é a razão do post, recomendar a quem nunca viu, que veja este filme, que eu acho fabuloso.
O vídeo é o que pude encontrar, não encontrei o trailer. Acho que dá para aguçar um pouco o apetite.
Etiquetas:
Cinema,
Win Wenders
20 junho, 2009
06 junho, 2009
Delibes - Lakmé Flower Duet Erika Miklosa Bernadett Wiedemann
Na semana passada a minha irmã ofereceu-me um CD com árias de ópera.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
03 junho, 2009
The Muppet Show - Ease on Down the Road
Uma nova versão da história do flautista e dos ratos.
O flautista é Jean-Pierre Rampal.
O flautista é Jean-Pierre Rampal.
Etiquetas:
Humor,
Jean-Pierre Rampal,
Música
25 maio, 2009
Os Brincalhões

Adorei o título desta carta de um leitor ao Director do Público!
Publico-a aqui porque costumo dizer que se brinca às escolinhas e este leitor tem exactamente a mesma ideia do que eu.
24 maio, 2009
A Europa, as eleições e os Europeus

Hoje no Público, diz Teresa de Sousa que a "A crise é o traço de união entre os 27 países da União Europeia que, com os seus 375 milhões de eleitores, se preparam para escolher, entre 4 e 7 de Junho, os seus representantes no único parlamento supranacional do mundo eleito por sufrágio universal." É realmente um prodígio, uma situação impensável em tempos anteriores. Mas também faz a análise do que separa a Europa e do medo da perda de identidade.
Eu acho que a UE ainda é demasiado união económica e ainda está demasiado sujeita à manipulação do poder político e dos média.
Há uns dias alertaram-me para a falta de notícias diárias sobre a UE no Público, por exemplo e em muitos jornais na Alemanha, em comparação com a imprensa da Dinamarca. Só em vésperas de eleições, ou mudança de direcção ou assinaturas de tratados é que a UE aparece na imprensa, nomeadamente a portuguesa.
Claro que há apatia, falta de informação e de interesse.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Europa,
Política,
UE
21 maio, 2009
Arte - Quadro Chinês

Este é um famoso quadro chinês, tesouro cultural do país e património do
Museu de Xangai, que leva multidões a apreciá-lo demoradamente. Pintado
entre 1085 e 1145, mede cerca de 24.5 por 5,28 m.
Apreciem-no, deslocando o cursor.
*Quando aparecerem quadrados brancos, cliquem*
16 maio, 2009
06 maio, 2009
Jesse
Para experimentar postar só audio, uma canção que gosto muito, de ouvir, de tocar e de cantar. Já sei que há quem não goste.
Agradeço ao Ticha.
Agradeço ao Ticha.
24 abril, 2009
25 de Abril
Maré Alta
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
Sérgio Godinho
A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
Sérgio Godinho
A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.
Etiquetas:
25 de Abril,
Liberdade,
Política?,
Sérgio Godinho
23 abril, 2009
Liszt-Piano piece in A flat major (Funf Klavierstucke N 2)
Uma pequena peça de Franz Liszt, que encontrei, precisamente porque queria ouvir e verificar como se toca. Não tenho o audio por isso encontrei-a neste formato.
O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.
O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.
Etiquetas:
Leslie Howard,
Liszt,
Piano
17 abril, 2009
Un'aura amorosa (Così fan tutte/Mozart)
Così fan tutte, o título da última ópera que vi em Hamburgo, na Páscoa.
Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor.
Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa.
A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber.
Óptima representação, cómica como devia ser.
Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.
O vídeo é precisamente uma ária de Ferrando.
Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor.
Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa.
A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber.
Óptima representação, cómica como devia ser.
Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.
O vídeo é precisamente uma ária de Ferrando.
15 abril, 2009
Vale a pena ler
Excerto da crónica de hoje, no Público, de Santana Castilho.
"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."
"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."
07 abril, 2009
Tschaikovsky - Sinfonia nº5
Eis uma amostra do que vi e ouvi ontem, ao início da noite, em Hamburgo, no Laeiszhalle.
O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher.
Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.
A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.
O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher.
Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.
A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.
Etiquetas:
Gubaidulina,
Hamburgo,
Tchaikovsky,
Von Dohnányi
02 abril, 2009
Dave Brubeck - Take Five - 1966
Só vou ao Youtube quando quero encontrar alguma coisa determinada ou já guardada. Às vezes para fazer um post outras para mostrar aos meus alunos. Também já vos deve ter acontecido ir ver os "vídeos recomendados". Pois é, apareceu-me este, que dedico a todos os amantes do jazz em particular e a todos os amantes da boa música no geral.
1966 in Berlin Germany
Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - alto sax
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums
1966 in Berlin Germany
Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - alto sax
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums
Etiquetas:
Dave Brubeck,
Jazz,
Música
27 março, 2009
A propósito do dia Mundial do Teatro...
e à boleia das ideias do Ideias Soltas, deixo além do Link, um pequeno excerto:
"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."
"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."
Etiquetas:
Cultura,
Educação,
Efemérides,
Ensino Artístico,
Teatro
10 março, 2009
Tibete
Hoje no Editorial do Público "Grande muralha" para calar a histórica identidade tibetana
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "
É bom não esquecer
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "
É bom não esquecer
Etiquetas:
Aqui e agora,
Música,
Política?,
Tibete
08 março, 2009
Isn't it a Pity, George Harrison
Isn't it a pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity
Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity
(6 times, fade the 6th:)
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity
Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity
(6 times, fade the 6th:)
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity
Etiquetas:
Aqui e agora.,
George Harrison,
Política?
01 março, 2009
Ano de Haydn
Han Na Chang-Haydn Cello Concerto, em Dó M , último andamento.
Duzentos anos, que Haydn morreu.
Acho a violoncelista fantástica.
Duzentos anos, que Haydn morreu.
Acho a violoncelista fantástica.
Etiquetas:
Efemérides,
Han Na Chang,
Haydn,
Música,
Violoncelo
26 fevereiro, 2009
Jerusalem Quartet
Jerusalem Quartet
Joseph Haydn: Streichquartett f-Moll op. 20/5
Bela Bartók: Streichquartett Nr. 4
Johannes Brahms: Streichquartett a-Moll op. 51/2
Foi este o programa do Concerto que vi no sábado passado, em Hamburgo, na sala pequena do Laeiszhalle
O quarteto de Bartok foi o melhor, absolutamente moderno.
Fica aqui uma pequena amostra deles:
Joseph Haydn: Streichquartett f-Moll op. 20/5
Bela Bartók: Streichquartett Nr. 4
Johannes Brahms: Streichquartett a-Moll op. 51/2
Foi este o programa do Concerto que vi no sábado passado, em Hamburgo, na sala pequena do Laeiszhalle
O quarteto de Bartok foi o melhor, absolutamente moderno.
Fica aqui uma pequena amostra deles:
Etiquetas:
Hamburgo,
Música,
Quarteto Jerusalém
19 fevereiro, 2009
Pelléas et Mélisande - Claude Debussy
Esta é a próxima ópera que vou ver aqui, já no próximo fim de semana. É uma ópera sem os habituais esquemas de árias e coros, recitativos e grandes melodias populares. Nunca a vi por inteiro, embora a tenha ouvido. Espero que seja realmente uma nova experiência.
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
15 fevereiro, 2009
Campanha pelo Bandoneon
Aqui ao lado, no Anacruses, está a decorrer uma nova eleição de instrumentos, na categoria dos Aerofones.
Desta vez faço campanha pelo Bandoneon.
Desta vez faço campanha pelo Bandoneon.
14 fevereiro, 2009
Música portuguesa, concerteza!
Carlos Seixas - Sonata em Sol Menor
Através do Ideias Soltas cheguei a este site .Encontrei lá este vídeo, com esta Sonata de Carlos Seixas.
Através do Ideias Soltas cheguei a este site .Encontrei lá este vídeo, com esta Sonata de Carlos Seixas.
Etiquetas:
Carlos Seixas,
Música Portuguesa
25 janeiro, 2009
Dueto - Chico Buarque e Nara Leão
Nunca tinha ouvido esta canção.
Não se pode conhecer tudo nem saber tudo.
Ia postar aqui "A banda" do Chico Buarque e fui ouvir esta canção.
Pode ser que mais alguém goste.
Dueto
Composição: Chico Buarque
Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca
Não se pode conhecer tudo nem saber tudo.
Ia postar aqui "A banda" do Chico Buarque e fui ouvir esta canção.
Pode ser que mais alguém goste.
Dueto
Composição: Chico Buarque
Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca
Etiquetas:
Chico Buarque,
Música,
Nara Leão
18 janeiro, 2009
Bernstein & Glenn Gould
Encontrei este vídeo hoje e fiquei completamente siderada, com a visão das mãos do Glenn Gould. Já vi tantas gravações dele a tocar e nunca tinha visto as mãos desta forma.
A música tenho quase a certeza que é Bach, mas preciso que alguém me ajude a identificar precisamente.
Aceitam-se todas as contribuições construtivas e de boa vontade.
A música tenho quase a certeza que é Bach, mas preciso que alguém me ajude a identificar precisamente.
Aceitam-se todas as contribuições construtivas e de boa vontade.
Etiquetas:
Bach?,
Bernstein,
Glenn Gould,
Música,
Piano
Em defesa do violoncelo II
Gostaria de me redimir então, do último violoncelista que aqui pus a tocar.
Mischa Maisky tem uma forma totalmente diferente de tocar, é também uma das versões que tenho em audio, mas gosto muito mais de Tortelier e de Pierre Fournier.
Da suite nº 3, em Dó Maior, BWV 1009, Bourrée I e II
Mischa Maisky tem uma forma totalmente diferente de tocar, é também uma das versões que tenho em audio, mas gosto muito mais de Tortelier e de Pierre Fournier.
Da suite nº 3, em Dó Maior, BWV 1009, Bourrée I e II
Etiquetas:
Bach,
Violoncelo,
Votos.
15 janeiro, 2009
10 janeiro, 2009
Música em Lisboa

Como não posso lá ir fica aqui o artigo do Público sobre o Concerto, de hoje, de Ano Novo. Bach e Francisco António de Almeida. O artigo, acho eu, está interessante.
Etiquetas:
Arte,
Bach,
Francisco António de Almeida,
Música,
Música Portuguesa
02 janeiro, 2009
As Festas Musicais em Hamburgo


Como não podia deixar de ser: primeiro um Concerto no Laeiszhalle com o sequinte programa: SOL GABETTA Violoncello Antonio Vivaldi 1678-1741) Konzerte für Violoncello Arcangelo Corelli (1653-1713) Concerti grossi 27. 12. 2008 - Hamburg, Laeiszhalle .
O que me deixou mais espantada foi o Inverno de Vivaldi tocado com o Violoncelo como solista. Muitas pessoas já terão visto e ouvido, mas para mim foi a primeira vez.
Tenho de dizer que a orquestra é muito, muito boa.
A segunda parte da festa musical foi A Flauta Mágica na Ópera de Hamburgo . Não vale a pena falar da música, porque é sempre fantástica, mas talvez porque sempre associei alguma coisa de extraordinário a esta ópera, foi uma desilusão. Provavelmente estava à espera de uma cenografia diferente, porque não posso dizer nada da interpretação, notável sobre todas as perspectivas, menos nesta, relacionada directamente com as escolhas cénicas. E foi uma pena! Já aqui vi tantas óperas e logo esta me desiludiu.
24 dezembro, 2008
Danny Boy
Verdadeiramente uma canção muito bonita, também apropriada para o Natal.
Neste caso com um pouco de humor.
Bom Natal para todos!
Neste caso com um pouco de humor.
Bom Natal para todos!
23 dezembro, 2008
Eric Clapton - Tears in Heaven
Esta canção é só para relaxar antes das festas.
Etiquetas:
Eric Clapton
21 dezembro, 2008
Ella Fitzgerald - Bewitched, Bothered & Bewildered
Primeiro dia de Inverno e o Natal vem aí.
A versão que gosto mais é cantada pela Linda Ronstadt, mas o vídeo é horroroso para os meus padrões estéticos e por isso não o posso postar.
Encontrei esta versão de 2006, mas também não me agrada muito.
A versão que gosto mais é cantada pela Linda Ronstadt, mas o vídeo é horroroso para os meus padrões estéticos e por isso não o posso postar.
Encontrei esta versão de 2006, mas também não me agrada muito.
Etiquetas:
Ella Fitzgerald,
Jazz,
Natal.,
Nostalgia
14 dezembro, 2008
José Afonso - Balada do Outono
Agora que o Outono está a chegar ao fim:
"From the greatest singer songwriter of popular Portuguese music, a classic ballad from the beginning of his career. Originally written and sung in the 60's this is the definitive version recorded in 1981. A classic song of fado-de-Coimbra.From the album "Fados de Coimbra e outras canções"."
"From the greatest singer songwriter of popular Portuguese music, a classic ballad from the beginning of his career. Originally written and sung in the 60's this is the definitive version recorded in 1981. A classic song of fado-de-Coimbra.From the album "Fados de Coimbra e outras canções"."
Etiquetas:
José Afonso,
Música,
Outono
06 dezembro, 2008
Turandot - A última ópera de Puccini
Foi também a última ópera que vi, com o Rainer, em Hamburgo! No mesmo lugar de todas as outras que já aqui postei.
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
Etiquetas:
Efemérides,
Hamburgo,
José Carreras,
Ópera,
Puccini
03 dezembro, 2008
O que pensar e o que fazer?
Hoje foi realmente um dia histórico para os professores portugueses. Uma greve com uma dimensão nunca vista.
Tudo isto vem na sequência de uma unidade já antes verificada.
Que fazer com esta unidade, que fazer com este poder?
Há várias conclusões sobre estes assuntos relativos aos professores e à educação em Portugal:
- Os professores têm realmente poder a sabem agora que o têm;
- Apesar desse poder, os professores estão divididos;
- Não têm sindicatos à altura - nem nunca tiveram.
Por outro lado os professores sabem, também agora, que é preciso um sistema de avaliação que seja:
- justo;
- transparente;
- formativo.
Ao mesmo tempo concluo que para a Escola ser definida como Escola Pública, tem de prestar um bom Serviço Público e para isso precisa de regras, mas precisa acima de tudo de Autonomia, para poder responder ao concreto da sua realidade.
Ainda no seguimento do pensamento anterior, que Escola? A que temos, seja aqui, seja em qualquer país desenvolvido não é a melhor escola no nosso mundo actual. A discussão à volta disto deve atravessar a sociedade e não só as estruturas directamente relacionadas com a Educação.
Por último e não menos importante:
- ficou provado, a meu ver, que em questões de Educação, o poder político tem de deixar de ser leviano. Tem de ter ao seu serviço pessoas competentes e com conhecimentos profundos do que se passa e vive no terreno.
Neste momento é preciso fazer um pacto nacional para a Educação sob pena de se empenhar o futuro.
Tudo isto vem na sequência de uma unidade já antes verificada.
Que fazer com esta unidade, que fazer com este poder?
Há várias conclusões sobre estes assuntos relativos aos professores e à educação em Portugal:
- Os professores têm realmente poder a sabem agora que o têm;
- Apesar desse poder, os professores estão divididos;
- Não têm sindicatos à altura - nem nunca tiveram.
Por outro lado os professores sabem, também agora, que é preciso um sistema de avaliação que seja:
- justo;
- transparente;
- formativo.
Ao mesmo tempo concluo que para a Escola ser definida como Escola Pública, tem de prestar um bom Serviço Público e para isso precisa de regras, mas precisa acima de tudo de Autonomia, para poder responder ao concreto da sua realidade.
Ainda no seguimento do pensamento anterior, que Escola? A que temos, seja aqui, seja em qualquer país desenvolvido não é a melhor escola no nosso mundo actual. A discussão à volta disto deve atravessar a sociedade e não só as estruturas directamente relacionadas com a Educação.
Por último e não menos importante:
- ficou provado, a meu ver, que em questões de Educação, o poder político tem de deixar de ser leviano. Tem de ter ao seu serviço pessoas competentes e com conhecimentos profundos do que se passa e vive no terreno.
Neste momento é preciso fazer um pacto nacional para a Educação sob pena de se empenhar o futuro.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação,
Escola Pública,
Intervenção,
Política?,
Professores
16 novembro, 2008
Keith Jarrett - Life (Köln Konzert)
Este vídeo, com esta música incrivelmente bonita e envolvente, é um pequeno presente para uma amiga que hoje faz anos. As imagens do vídeo são do filme " O piano", de Jane Campion.
Etiquetas:
Amigos,
Cinema,
Keith Jarrett,
Piano
09 novembro, 2008
Ainda a luta dos professores
Deixo aqui, apesar de não concordar com tudo o que diz, a análise que o Director do Público faz dos acontecimentos de ontem. De tudo o que li e ouvi, parece-me a análise mais lúcida e pertinente.
A razão dos professores e o autismo da ministra
09.11.2008, José Manuel Fernandes
A razão dos professores e o autismo da ministra
09.11.2008, José Manuel Fernandes
Seriamente ninguém pode ser contra a avaliação de desempenho como condição para a progressão profissional. Mas é intolerável que, dando sinais de crescente teimosia, tente impor um modelo que não funciona, está mal pensado e ainda pior concebido
Não houve muitas notícias na imprensa, na rádio ou na televisão. Até há poucos dias houve mesmo quem duvidasse que os professores realizassem uma nova manifestação. Ou vaticinava-se que esta, a realizar-se, não fosse mais do que um desses desfiles sindicais que o país se habituou a ver para os lados do Ministério da Educação. De repente...
De repente, os professores repetiram ontem um protesto que conseguiu ser maior do que o de Março. Os próprios sindicatos devem ter ficado surpreendidos. Mais: os sindicatos parecem, neste momento, ultrapassados pelos acontecimentos.
Na última semana o PÚBLICO foi recolhendo sinais de que a mobilização para o protesto podia ser enorme, e por isso escrevemos ontem, na capa, "Mobilização total". Hoje sentimos que se está para além desse ponto: a ruptura entre os professores e esta equipa ministerial é total. Uma ruptura como provavelmente nunca aconteceu e que é transversal: manifestaram-se professores de direita e professores de esquerda; recém-chegados à profissão e veteranos; sindicalizados e não sindicalizados; principiantes e professores titulares, professores avaliadores, presidentes de conselhos directivos.
Não é possível explicar esta mobilização recorrendo a argumentos como "os professores não querem ser avaliados", "é tudo obra dos sindicatos" ou "não passa de uma reacção corporativa". Mesmo que isso tenha vindo a ser repetido por ministros, secretários de Estado e porta-vozes, a verdade é que o número de professores que se mobilizou, o número de professores que pediu a reforma antecipada com prejuízo financeiro, as notícias que chegam de todo o país de que o processo está a descarrilar, seriam suficientes para que qualquer esquipa ministerial tivesse, ao menos, a humildade de escutar, de tentar perceber por que motivo estão todos - e se não são todos, são quase todos - contra este processo de avaliação do desempenho.
No entanto, o que se está a passar era previsível. Antes da manifestação de Março escrevemos neste espaço que, depois de termos apoiado a ministra da Educação em muitas medidas impopulares, defendendo há muito a necessidade de avaliar o desempenho das escolas e dos professores, o processo que o ministério estava a montar era kafkiano e iria produzir os efeitos contrários aos desejados. Para chegar a essa conclusão não andámos a ler os comunicados dos sindicatos - tratámos antes de ler a legislação que estava a chegar às escolas. E o ponto central da crítica: imposta de cima para baixo, desrespeitando a autonomia e, sobretudo, a especificidade de cada escola.
Este tipo de visão napoleónica da escola começou a desmoronar-se rapidamente. Basta referir, por exemplo, que o famoso Conselho Científico para a Avaliação dos Professores já vai no seu segundo presidente (o primeiro demitiu-se, e não foi a única baixa registada) e, se acreditarmos no que ontem estava no seu site na Internet, teve a última reunião em Julho, isto é, há quatro meses. Nem entre os mais responsáveis pelo sistema este consegue suscitar confiança.
Mas o pior está a passar-se nas escolas, e nas escolas com os alunos e a qualidade de ensino. O ano lectivo passado, depois do protesto de Março que levou o ministério a suspender o processo, os professores regressaram às escolas e, melhor ou pior, fizeram o que estava ao seu alcance para estarem à altura das exigências da sua profissão.
Só que este ano lectivo a máquina burocrática do ministério regressou com as suas instruções, circulares e ameaças. Os resultados têm sido dramáticos não apenas para a vida dos professores, mas para o normal funcionamento das escolas. Sexta-feira a presidente do conselho directivo da escola pública que, regularmente, fica em primeiro lugar nos rankings disse, em entrevista ao PÚBLICO, como estas normas estão a destruir a sua escola. Ontem relatámos um dia na vida de uma professora avaliadora que trabalha numa escola difícil da Grande Lisboa. Se no ministério alguém lesse jornais, não teria tido de esperar pela manifestação de ontem para perceber até onde vai o mal-estar. Mas deve haver outras prioridades para os lados da 5 de Outubro.
Seriamente ninguém pode ser contra a avaliação de desempenho como condição para a progressão profissional. Mas é intolerável que, dando sinais de crescente teimosia, tente impor um modelo que não funciona, está mal pensado e ainda pior concebido.
E se alguém quisesse realmente avaliar o desempenho dos docentes e das escolas há muito que teria feito algumas coisas simples, todas elas eficazes para promover a qualidade das escolas. Uma delas seria fornecer indicadores sistemáticos e uniformes sobre a evolução dos alunos, o que exigiria provas nacionais realizadas com seriedade. Outra dar mais autonomia às escolas e criar mais mecanismos de interacção com as comunidades locais. Outra ainda ter aprovado um estatuto da carreira docente mais flexível e que permitisse às escolas fazerem ofertas de emprego diferenciadas aos docentes que quisessem motivar para os seus projectos educativos. E, por fim, permitir que as famílias tivessem mais liberdade na escolha das escolas públicas e também das privadas.
É possível que muitas dessas medidas tivessem também a oposição de muitos professores, mas dar-lhes-iam melhores oportunidades, tornariam o sistema mais transparente e responsabilizariam mais as famílias. Este sistema está a provocar o efeito contrário e, quando esta ministra passar, pois não é eterna, quem mais terá perdido serão os que menos meios têm para compensar o que as escolas públicas, cercadas e desmotivadas, cada vez lhes dão menos. A isto chama-se promover a injustiça social.
Não houve muitas notícias na imprensa, na rádio ou na televisão. Até há poucos dias houve mesmo quem duvidasse que os professores realizassem uma nova manifestação. Ou vaticinava-se que esta, a realizar-se, não fosse mais do que um desses desfiles sindicais que o país se habituou a ver para os lados do Ministério da Educação. De repente...
De repente, os professores repetiram ontem um protesto que conseguiu ser maior do que o de Março. Os próprios sindicatos devem ter ficado surpreendidos. Mais: os sindicatos parecem, neste momento, ultrapassados pelos acontecimentos.
Na última semana o PÚBLICO foi recolhendo sinais de que a mobilização para o protesto podia ser enorme, e por isso escrevemos ontem, na capa, "Mobilização total". Hoje sentimos que se está para além desse ponto: a ruptura entre os professores e esta equipa ministerial é total. Uma ruptura como provavelmente nunca aconteceu e que é transversal: manifestaram-se professores de direita e professores de esquerda; recém-chegados à profissão e veteranos; sindicalizados e não sindicalizados; principiantes e professores titulares, professores avaliadores, presidentes de conselhos directivos.
Não é possível explicar esta mobilização recorrendo a argumentos como "os professores não querem ser avaliados", "é tudo obra dos sindicatos" ou "não passa de uma reacção corporativa". Mesmo que isso tenha vindo a ser repetido por ministros, secretários de Estado e porta-vozes, a verdade é que o número de professores que se mobilizou, o número de professores que pediu a reforma antecipada com prejuízo financeiro, as notícias que chegam de todo o país de que o processo está a descarrilar, seriam suficientes para que qualquer esquipa ministerial tivesse, ao menos, a humildade de escutar, de tentar perceber por que motivo estão todos - e se não são todos, são quase todos - contra este processo de avaliação do desempenho.
No entanto, o que se está a passar era previsível. Antes da manifestação de Março escrevemos neste espaço que, depois de termos apoiado a ministra da Educação em muitas medidas impopulares, defendendo há muito a necessidade de avaliar o desempenho das escolas e dos professores, o processo que o ministério estava a montar era kafkiano e iria produzir os efeitos contrários aos desejados. Para chegar a essa conclusão não andámos a ler os comunicados dos sindicatos - tratámos antes de ler a legislação que estava a chegar às escolas. E o ponto central da crítica: imposta de cima para baixo, desrespeitando a autonomia e, sobretudo, a especificidade de cada escola.
Este tipo de visão napoleónica da escola começou a desmoronar-se rapidamente. Basta referir, por exemplo, que o famoso Conselho Científico para a Avaliação dos Professores já vai no seu segundo presidente (o primeiro demitiu-se, e não foi a única baixa registada) e, se acreditarmos no que ontem estava no seu site na Internet, teve a última reunião em Julho, isto é, há quatro meses. Nem entre os mais responsáveis pelo sistema este consegue suscitar confiança.
Mas o pior está a passar-se nas escolas, e nas escolas com os alunos e a qualidade de ensino. O ano lectivo passado, depois do protesto de Março que levou o ministério a suspender o processo, os professores regressaram às escolas e, melhor ou pior, fizeram o que estava ao seu alcance para estarem à altura das exigências da sua profissão.
Só que este ano lectivo a máquina burocrática do ministério regressou com as suas instruções, circulares e ameaças. Os resultados têm sido dramáticos não apenas para a vida dos professores, mas para o normal funcionamento das escolas. Sexta-feira a presidente do conselho directivo da escola pública que, regularmente, fica em primeiro lugar nos rankings disse, em entrevista ao PÚBLICO, como estas normas estão a destruir a sua escola. Ontem relatámos um dia na vida de uma professora avaliadora que trabalha numa escola difícil da Grande Lisboa. Se no ministério alguém lesse jornais, não teria tido de esperar pela manifestação de ontem para perceber até onde vai o mal-estar. Mas deve haver outras prioridades para os lados da 5 de Outubro.
Seriamente ninguém pode ser contra a avaliação de desempenho como condição para a progressão profissional. Mas é intolerável que, dando sinais de crescente teimosia, tente impor um modelo que não funciona, está mal pensado e ainda pior concebido.
E se alguém quisesse realmente avaliar o desempenho dos docentes e das escolas há muito que teria feito algumas coisas simples, todas elas eficazes para promover a qualidade das escolas. Uma delas seria fornecer indicadores sistemáticos e uniformes sobre a evolução dos alunos, o que exigiria provas nacionais realizadas com seriedade. Outra dar mais autonomia às escolas e criar mais mecanismos de interacção com as comunidades locais. Outra ainda ter aprovado um estatuto da carreira docente mais flexível e que permitisse às escolas fazerem ofertas de emprego diferenciadas aos docentes que quisessem motivar para os seus projectos educativos. E, por fim, permitir que as famílias tivessem mais liberdade na escolha das escolas públicas e também das privadas.
É possível que muitas dessas medidas tivessem também a oposição de muitos professores, mas dar-lhes-iam melhores oportunidades, tornariam o sistema mais transparente e responsabilizariam mais as famílias. Este sistema está a provocar o efeito contrário e, quando esta ministra passar, pois não é eterna, quem mais terá perdido serão os que menos meios têm para compensar o que as escolas públicas, cercadas e desmotivadas, cada vez lhes dão menos. A isto chama-se promover a injustiça social.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação,
Política?,
Professores
08 novembro, 2008
03 novembro, 2008
"O elixir d'amor "em Hamburgo
No último fim de semana voltei a assistir a um belíssimo espectáculo de ópera.
Como sempre casa cheia. A técnica continua a ser a da produção que é alternada com outras produções em cada temporada e repetida em temporadas diferentes.
Já aqui disse que seria bom alguém com responsabilidades na área ir saber como se organiza a ópera de Hamburgo. Não acredito que com semelhante oferta não haveria público em Portugal ( e alguns mecenas, já agora) para ter pelo menos uma casa de ópera a funcionar no país.
31 outubro, 2008
BACH Prelude for Cello PaulTortelier MasterClass&Performance
A propósito de uns posts no Anacruses sobre as Suites para Violoncelo Solo e algumas formas diferentes de as interpretar, deixo-vos este vídeo interessante, de um violoncelista que eu prefiro a todos os outros.
Etiquetas:
Bach,
Paul Tortelier,
Violoncelo
25 outubro, 2008
Isn't It A Pity?
Billy Preston performs George Harrison's "Isn't It A Pity" for the Concert for George in 2002.
Etiquetas:
George Harrison,
Música,
Nostalgia
15 outubro, 2008
David Oistrakh plays Tchaikovsky Concerto (1st Mov.) Part 1
O meu violinista preferido de sempre a tocar um dos meus compositores de eleição.
Em tempos pus o concerto todo no meu blog do myspace, mas os ouvintes lá são outros.
Em tempos pus o concerto todo no meu blog do myspace, mas os ouvintes lá são outros.
Etiquetas:
David Oistrakh,
Música. Violino.,
Tchaikovsky
09 outubro, 2008
Mozart concerto 20 in d, K.466 - 1. Allegro - Gulda
Friedrich Gulda playing and conducting Mozart piano concerto n°20 in d minor, K.466, first movement (allegro), with Munich Philharmonic Orchestra.
Recorded in Gasteig Philharmonic Hall in Munich, in 1986, during the "Munich Piano Summer" Festival.
05 outubro, 2008
5 de Outubro
Hoje, que é dia 5 de Outubro, é como não podia deixar de ser nos tempos que correm, o dia de qualquer coisa!
Não querendo falar da República, quero falar do Professor!
Ora o que eu gostava era de dizer o que os professores poderiam começar a ser:
- mais críticos;
- mais pensantes;
- mais veementes;
- mais convencidos do seu valor;
- mais intervenientes.
Não querendo falar da República, quero falar do Professor!
Ora o que eu gostava era de dizer o que os professores poderiam começar a ser:
- mais críticos;
- mais pensantes;
- mais veementes;
- mais convencidos do seu valor;
- mais intervenientes.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação,
Efemérides,
Escola Pública,
Pensamentos,
Professores
30 setembro, 2008
1 de Outubro - Dia Internacional da Música
Mais Bach como não podia deixar de ser.
Bach - Brandenburg Concertos No.2 - iii: Allegro assai
Bach - Brandenburg Concertos No.2 - iii: Allegro assai
Etiquetas:
Bach,
Dia Mundial da Música
29 setembro, 2008
Yehudi Menuhin & David Oistrakh - Bach Double Violin (Pt 1)
Eis uma forma de celebrar a Música!
Menuhin, Oistrakh e Johann Sebastian Bach, num Concerto com dois violinos solistas.
Uma música, a meu ver, luminosa.
Amanhã ponho aqui o segundo vídeo.
Menuhin, Oistrakh e Johann Sebastian Bach, num Concerto com dois violinos solistas.
Uma música, a meu ver, luminosa.
Amanhã ponho aqui o segundo vídeo.
Etiquetas:
Bach,
David Oistrakh,
Dia Mundial da Música,
Música. Violino.,
Yehudi Menuhin
28 setembro, 2008
International Music Day
The IMD was initiated in 1975 by Lord Yehudi Menuhin to encourage:
* the promotion of our musical art among all sections of society
* the application of the UNESCO ideals of peace and friendship between peoples, of the evolution of their cultures, of the exchange of experience and of the mutual appreciation of their aesthetic values
* the promotion of the activities of IMC, its international member organizations and national committees, as well as its programme policy in general.
Letter to all IMC members dated November 30, 1974
and signed by Yehudi Menuhin and Boris Yarustowski:
Dear Sir,
The first International Music Day, organised by the International Music Council, will be held on the 1st of October, 1975, in accordance with the resolution taken at the 15th General Assembly in Lausanne in 1973.
The intention of this day is to encourage:
* the promotion of our musical art among all sections of society;
* the application of the UNESCO ideals of peace and friendship between peoples, of the evolution of their cultures, of the exchange of experience and of the mutual appreciation of their aesthetic values;
* the promotion of the activities of the International Music Council, its international member organizations end national committees, as well as its programme policy in general.
In order to put these intentions into practice, our international organizations and national committees are invited to consider the following plan of action:
Music Events:
* invite leading composers, interpreters and musicologists to give lectures, and to speak of the importance of music, of its place in modern life, of the ideals of UNESCO and of the activities of the IMC
* organize meetings of artists, competitions and musical quizzes;
* organize exhibitions of musical instruments, records, posters, paintings, sculptures, caricatures, or photographs on musical themes;
* invite delegations of musicians of other national committees to participate in thiS International Music Day, as well as prize winners of the IMO Rostrums, arid composers arid interpreters from different continents;
* ask major interpreters in your country to give concerts on International Music Day for which they would agree to contribute either all, or part of the proceeds to the Musicians' International Mutual Aid Fund.
Radio and television programmes
* broadcast concerts, as well as talks and debates with the participation of major personalities who are also music lovers a painters, writers, and even politicians On this International Music Day, leading members of the IMC will broadcast special messages.
Press and Recordings
* publish articles in the press to draw the public's attention to International Music Day;
* organize the exchange of tapes arid records1 using them for demonstration purposes
The struggle against the pollution of the sound environment
* propose to local authorities that, on this Day, they should order a few minutes of silence in towns; this period of silence would be used for listening to music to be played in public places such as parks arid main squares.
In order to realize these activities, it is essential that we niobium all the means at our disposal: radio and television, concert societies, opera companies, amateur societies; a great many different types of localities should be used to their best advantage: concert halls theatres, cultural centres, universities, churches, schools, factories, as well as in the open air: in parks, gardens, and stadiums.
We hope that this first International Music Day will constitute a major achievement among our' activities, and that it will become an annual event for the propagation of greater knowledge of our art, arid for the strengthening of the bonds of peace and friendship between peoples through music.
Yours faithfully,
Yehudi Menuhin/President
Boris Yarustowski/Vice-President
Etiquetas:
Dia Mundial da Música,
Efemérides,
Picasso,
Yehudi Menuhin
26 setembro, 2008
Arrau plays Schumann Carnaval op.9
Quem me dera ter dedos para tocar assim. Adoro esta peça e de tempos a tempos revisito e vou para o piano com ela. Sempre a melhorar mas, claro não sou pianista!
Espero que apreciem.
Espero que apreciem.
Etiquetas:
Cláudio Arrau,
Dia Mundial da Música,
Pianistas,
Piano,
Schumann
25 setembro, 2008
Jacqueline du Pré- Saint-Säens Allegro appassionato
Ainda a preparar o Dia Mundial da Música:
Etiquetas:
Dia Mundial da Música,
Efemérides,
Jacqueline du Pré,
Saint-Säens,
Violoncelo
24 setembro, 2008
Musetta's Waltz cantada por E Parcells
Puccini outra vez!
O Dia Mundial da Música está quase aí outra vez. Este ano continua a ser o dos 150 anos do nascimento deste compositor e como tal uma boa razão para partilhar este vídeo, com a partitura sincronizada com o som.
O Dia Mundial da Música está quase aí outra vez. Este ano continua a ser o dos 150 anos do nascimento deste compositor e como tal uma boa razão para partilhar este vídeo, com a partitura sincronizada com o som.
Etiquetas:
Dia Mundial da Música,
Efemérides,
Puccini
23 setembro, 2008
Não nos deixemos iludir: o sistema está podre e é preciso mudá-lo.
Através do (Re)Flexões cheguei e este texto de Mário Soares no DN Online de hoje. Parece grande mas lê-se muito depressa.
"É preciso, pois, repensar a Esquerda reformista, na perspectiva de fazer face, com êxito, à crise e de encontrar outro modelo económico, social e político (no sentido do aprofundamento democrático e de uma maior participação cívica dos cidadãos) para dar um novo élan à Europa (paralisada), responder à angústia e ao pessimismo dos cidadãos, quanto ao futuro, reforçando a justiça social. Voltar aos valores éticos - que foram sempre bandeira da Esquerda -, ao civismo (contra o enfraquecimento dos Estados), contra as sociedades de mercado e dos negócios pouco transparentes, lutar contra a corrupção e o tráfico de influências. Voltar à militância em favor da paz e das negociações para resolver os conflitos, lutar contra a precariedade do trabalho, contra as desigualdades, a injusta distribuição dos rendimentos, pela inclusão social, contra a degradação do ambiente e pela ordenação do território. É preciso repensar as políticas de Esquerda, apelando sobretudo, à participação dos cidadãos. E velar para que as mulheres e os homens de Esquerda, que cheguem ao poder nos Estados ou nos partidos, sejam pessoas impolutas, que saibam distinguir os negócios privados do serviço público.
Foi essa honradez republicana que permitiu que a nossa I República, apesar de só ter durado dezasseis anos, deixasse um legado de moralidade que resistiu, como um exemplo a seguir, a quase meio século de ditadura. Foram os lobbies dos interesses, a imoralidade dos dirigentes dos bancos e das empresas, as grandes negociatas, envolvendo políticos, e o tráfico de influências, numa palavra, a promiscuidade entre a política e os negócios, que desacreditou a política e nos conduziu à crise em que nos encontramos. Não nos deixemos iludir: o sistema está podre e é preciso mudá-lo. Essa é a grande tarefa da Esquerda europeia, com autonomia ideológica em relação à América, uma vez repensadas as políticas e os comportamentos, para que os cidadãos se mobilizem."
"É preciso, pois, repensar a Esquerda reformista, na perspectiva de fazer face, com êxito, à crise e de encontrar outro modelo económico, social e político (no sentido do aprofundamento democrático e de uma maior participação cívica dos cidadãos) para dar um novo élan à Europa (paralisada), responder à angústia e ao pessimismo dos cidadãos, quanto ao futuro, reforçando a justiça social. Voltar aos valores éticos - que foram sempre bandeira da Esquerda -, ao civismo (contra o enfraquecimento dos Estados), contra as sociedades de mercado e dos negócios pouco transparentes, lutar contra a corrupção e o tráfico de influências. Voltar à militância em favor da paz e das negociações para resolver os conflitos, lutar contra a precariedade do trabalho, contra as desigualdades, a injusta distribuição dos rendimentos, pela inclusão social, contra a degradação do ambiente e pela ordenação do território. É preciso repensar as políticas de Esquerda, apelando sobretudo, à participação dos cidadãos. E velar para que as mulheres e os homens de Esquerda, que cheguem ao poder nos Estados ou nos partidos, sejam pessoas impolutas, que saibam distinguir os negócios privados do serviço público.
Foi essa honradez republicana que permitiu que a nossa I República, apesar de só ter durado dezasseis anos, deixasse um legado de moralidade que resistiu, como um exemplo a seguir, a quase meio século de ditadura. Foram os lobbies dos interesses, a imoralidade dos dirigentes dos bancos e das empresas, as grandes negociatas, envolvendo políticos, e o tráfico de influências, numa palavra, a promiscuidade entre a política e os negócios, que desacreditou a política e nos conduziu à crise em que nos encontramos. Não nos deixemos iludir: o sistema está podre e é preciso mudá-lo. Essa é a grande tarefa da Esquerda europeia, com autonomia ideológica em relação à América, uma vez repensadas as políticas e os comportamentos, para que os cidadãos se mobilizem."
Etiquetas:
Aqui e agora,
Mário Soares,
Política
16 setembro, 2008
" life is like piano... what you get out of it depends on how you play it."
Eu sei que se calhar é de mais, mas não resisto a postar aqui, vaidosamente, este vídeo do meu irmão Ricardo, a tocar o prelúdio que compôs para mim.
O vídeo é muito bonito e a música também claro! Esta já fazia parte do podcast aqui do blog.
O vídeo é muito bonito e a música também claro! Esta já fazia parte do podcast aqui do blog.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Pianistas,
Prelúdio Susana,
Ricardo Serrano
09 setembro, 2008
Stravinsky: Petrushka, Scene I - The Shrovetide Fair
Ainda Stravinsky, eu sei que a imagem não é muito boa, mas a música é fantástica. É só para fazer a ligação com o post de Hamburgo.
~ Introduction (at the Shrovetide Fair)
~ The Charlatan's Booth
~ Russian Dance
Bolshoi Ballet Company, with Andrey Chistiakov conducting Bolshoi State Academic Theatre Orchestra
~ Introduction (at the Shrovetide Fair)
~ The Charlatan's Booth
~ Russian Dance
Bolshoi Ballet Company, with Andrey Chistiakov conducting Bolshoi State Academic Theatre Orchestra
Etiquetas:
Aqui e agora. Bailado.,
Hamburgo,
Música,
Stravinsky
04 setembro, 2008
Citando um "entendido" em Educação
" Construir acordos políticos sem cair na incoerência
[...]poderia ser uma definição de democracia política. [...]
[...]poderia ser uma definição de democracia política. [...]
É pois desejável que se alargue a lógica da pilotagem negociada, que esta se instaure desde o início de uma reforma e persista até à sua avaliação "final", alguns anos mais tarde, passando pela construção de textos, das decisões formais e das diversas fases de implementação.
Para valorizar e organizar esta pilotagem negociada das reformas escolares, um ministério tem de ser credível. Não basta que dê garantias formais. Os actores não se envolverão num tal processo se não estiverem convencidos de que este não será suspenso assim que surgir o primeiro obstáculo ou assim que a administração consinta no mais pequeno compromisso.
Isto pressupõe um pessoal político e administrativo suficientemente modesto para não querer ter razão sozinho, suficientemente paciente e realista para não preferir os efeitos-surpresa e os discursos reformadores a uma evolução real do sistema , suficientemente desinteressado para não apostar tudo nas próximas eleições e trabalhar a médio prazo e, por fim, suficientemente competente para aglomerar tendências contraditórias no seio do grupo de pilotagem."
In " Aprender a negociar a mudança em educação ", Philippe Perrenoud, Edições ASA, 2004
Este último parágrafo é que eu queria mesmo citar, tudo o resto é para contextualizar.
Para valorizar e organizar esta pilotagem negociada das reformas escolares, um ministério tem de ser credível. Não basta que dê garantias formais. Os actores não se envolverão num tal processo se não estiverem convencidos de que este não será suspenso assim que surgir o primeiro obstáculo ou assim que a administração consinta no mais pequeno compromisso.
Isto pressupõe um pessoal político e administrativo suficientemente modesto para não querer ter razão sozinho, suficientemente paciente e realista para não preferir os efeitos-surpresa e os discursos reformadores a uma evolução real do sistema , suficientemente desinteressado para não apostar tudo nas próximas eleições e trabalhar a médio prazo e, por fim, suficientemente competente para aglomerar tendências contraditórias no seio do grupo de pilotagem."
In " Aprender a negociar a mudança em educação ", Philippe Perrenoud, Edições ASA, 2004
Este último parágrafo é que eu queria mesmo citar, tudo o resto é para contextualizar.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação
29 agosto, 2008
Mais um link Portugal - Hamburgo
Pois é! Nunca tinha visto nada assim. Além do nome dado a este caminho, tem uma série de dados extra! Gostei das fotografias no poste e das flores plantadas nos dois vasos.
Quem quer que mantenha este "cantinho" é um verdadeiro admirador da Amália!
Etiquetas:
Aqui e agora,
Cultura,
Hamburgo,
Língua Portuguesa,
Música
27 agosto, 2008
St. Petersburg Philharmonic
Desta vez foi nesta sala que vi esta fabulosa orquestra. Podem seguir o link, porque o texto é em Ingles( sem acento circunflexo neste teclado).O maestro,Yuri Temirkanov, vi no fim, na altura dos encores, tem uma tarimba enorme para gerir a orquestra e os pedidos do público.
Estes foram os artistas : Natalia Gutman Violoncello
St. Petersburg Philharmonic
Yuri Temirkanov Dirigent
O programa foi, na primeira parte, Concerto para Violoncelo e Orquestra número 1, Es-Dur op. 107 de Schostakovitch e, na segunda parte, Stravinsky, Petruschka.
O que me impressionou mais foi mesmo a orquestra e a segunda parte. Além de ter todos os instrumentos e mais alguns, tinha um poder de som incrível.
É verdade, fiquei deslumbrada, nunca tinha ouvido ao vivo uma orquestra tao boa!
P.S. Nao há imagens porque nao as consigo transferir para aqui neste computador.
Estes foram os artistas : Natalia Gutman Violoncello
St. Petersburg Philharmonic
Yuri Temirkanov Dirigent
O programa foi, na primeira parte, Concerto para Violoncelo e Orquestra número 1, Es-Dur op. 107 de Schostakovitch e, na segunda parte, Stravinsky, Petruschka.
O que me impressionou mais foi mesmo a orquestra e a segunda parte. Além de ter todos os instrumentos e mais alguns, tinha um poder de som incrível.
É verdade, fiquei deslumbrada, nunca tinha ouvido ao vivo uma orquestra tao boa!
P.S. Nao há imagens porque nao as consigo transferir para aqui neste computador.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Cultura,
Hamburgo,
Música
20 agosto, 2008
150 do Nascimento de Puccini em Lübeck
Aqui podem ter uma ideia do festival e também do Concerto que ontem vi com o Rainer em Lübeck.
Puccini zum 150.
Geburtstag Nicole Cabell Sopran
Miroslav Dvorsky Tenor
Christopher Robertson Bariton
NDR Radiophilharmonie
Paolo Carignani Dirigent
A orquestra era realmente muito boa. Os cantores também, mas nós só conseguimos lugar atrás do palco, onde se via e ouvia a orquestra muito bem, mas infelizmente, do lado contrário para onde os cantores cantaram. Era um programa para garantir o sucesso do concerto, mas foi mesmo bom.
Puccini zum 150.
Geburtstag Nicole Cabell Sopran
Miroslav Dvorsky Tenor
Christopher Robertson Bariton
NDR Radiophilharmonie
Paolo Carignani Dirigent
A orquestra era realmente muito boa. Os cantores também, mas nós só conseguimos lugar atrás do palco, onde se via e ouvia a orquestra muito bem, mas infelizmente, do lado contrário para onde os cantores cantaram. Era um programa para garantir o sucesso do concerto, mas foi mesmo bom.
11 agosto, 2008
41 Festival Internacional Plectro La Rioja 2008 Artemandoline
Enviaram-me este vídeo e como pode haver alguém que possa ir ver o festival...
Etiquetas:
Aqui e agora,
Mandolino,
Música
15 julho, 2008
Segunda sessão da formação ...
Continuo a não querer dizer nada. Apenas que tudo é demasiado esquisito, ineficaz e burocrático. As metodologias - impostas pelo ME - são para e apenas perder tempo ou então uma tentativa de fazer uma lavagem ao cérebro colectiva!
Alfred Brendel plays Beethoven´s Moonlight sonata (3rd mov)
Alfred Brendel plays Beethoven´s Moonlight sonata (3rd mov)
14 julho, 2008
Primeira sessão da formação em avaliação de desempenho dos professores
Claro que não me apetece falar disso embora tenha coisas para dizer. Sendo assim só quero ouvir qualquer coisa que desfaça o efeito de tal sessão!
Schubert:Impromptu in G flat major D899 No.3
Schubert:Impromptu in G flat major D899 No.3
Etiquetas:
Educação,
Horowitz,
Música,
Professores,
Schubert
11 julho, 2008
Festival de Jazz do Funchal
Um pouco do que vi, neste festival.
Fica também o link da página para quem quiser saber mais.
J.J.Milteau
Etiquetas:
Didier Lockwood,
J.J.Milteau,
Jazz
10 julho, 2008
Glenn Gould plays J.S.Bach Piano Concerto No.7 in G minor BW
A partir de um vídeo que o Ricardo pôs no Peremela...não resisto! É Bach, é Gould e acho, há muitos anos, esta peça a ideal para ficar bem disposta. Por acaso não gosto muito da interpretação da orquestra.
Etiquetas:
Bach,
Glenn Gould,
Pianistas
30 junho, 2008
Menuhin - Max Bruch violin concerto no1 2nd movement
Para quem não conhece garanto que vale a pena. Depois deste segundo andamento procurem ouvir o primeiro e o terceiro andamentos.
Etiquetas:
Arte,
Max Bruch,
Música. Violino.,
Yehudi Menuhin
29 junho, 2008
Guernica em 3D
De vez em quando, saltando de blog em blog e de link em link,
aparecem coisas fabulosas, que não podemos deixar de usufruir.
Esta é uma delas e portanto aqui fica:
aparecem coisas fabulosas, que não podemos deixar de usufruir.
Esta é uma delas e portanto aqui fica:
Etiquetas:
Arte,
Intervenção,
Picasso,
Política?
23 junho, 2008
Crianças
Queria ter feito este post no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, mas não pude. Hoje, depois de uma sessão original na minha escola, lembrei-me deste vídeo e desta música. Apesar das imagens terem mais de 20 anos, o mundo continua a ser um lugar onde é preciso proteger as crianças.
Black and white slide show about street children by photographer Pedro Guzman. Photos taken over 20 years of children in Central America and the Caribbean. Song - Canción para un niño el la calle" by Spanish singer-songwriter Patxi Andión.
Black and white slide show about street children by photographer Pedro Guzman. Photos taken over 20 years of children in Central America and the Caribbean. Song - Canción para un niño el la calle" by Spanish singer-songwriter Patxi Andión.
Etiquetas:
Crianças,
Efemérides,
Patxi Andión,
Protecção
21 junho, 2008
Bach: Cantata BWV 54, "Widerstehe doch der Sünde" A Scholl
Este andamento, da mesma cantata anterior é mesmo fantástico!
Espero que gostem tanto como eu.
Espero que gostem tanto como eu.
Etiquetas:
Andrea Scholl,
Bach,
Partitura
Bach: Cantata BWV 54, II-III Rezitativ&Arie - Andreas Scholl
Adoro estes vídeos com a partitura sincronizada e por isso não resisto a postar aqui.
Etiquetas:
Andrea Scholl,
Bach,
Partitura
20 junho, 2008
18 junho, 2008
Visões sobre os resultados das provas de aferição
Não consigo deixar de postar aqui, apenas pela diferença de visão, estas duas opiniões publicadas em dois blogs que leio:
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
- esta, no blog do Paulo Guinote, que é professor de Língua Portuguesa e
- esta outra, no Ideias Soltas do Carlos Araújo Alves.
Curiosamente são ambos licenciados em História, mas com percursos bem diferentes, quer profissionais quer a nível de pós-graduações.
É só porque dá que pensar!
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação,
Língua Portuguesa,
Matemática,
Professores,
Provas de Aferição
10 junho, 2008
Ensinar a fingir
Hoje no Público:
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
"Ensinar a fingir
10.06.2008, Desidério Murcho
Ensinar é difícil. Exige virtudes que poucos seres humanos têm: paciência, humildade, curiosidade científica, sensibilidade pedagógica e didáctica, gosto em dar a saber a quem sabe menos, gosto pelo contacto humano com os estudantes. Acresce que não há métodos automáticos que garantam a excelência do ensino, tal como não há métodos automáticos que garantam a excelência da investigação. Exige-se perspicácia, maturidade, inteligência, criatividade, vistas largas.
A excelência do ensino depende exclusivamente dos professores. Algumas medidas do governo central podem potenciar ou estimular a excelência educativa, mas não podem criá-la por decreto. De modo que toda a intervenção do ensino que vise a excelência educativa tem de ser sobretudo um estímulo aos professores para fazer melhor.
E os professores não podem fazer melhor se não estudarem, pois o aspecto central da nossa falta de qualidade educativa é a pura falta de conhecimentos fundamentais que deviam ser solidamente dominados pelos professores.
A mentalidade portuguesa não facilita as coisas. Mal se tenta corrigir um colega, isso é encarado como arrogância, e não como um gesto de partilha. Mal se procura divulgar bibliografias adequadas, isso é encarado como tentativa de imposição ideológica de uns autores em detrimento de outros. Com esta mentalidade, é difícil criar ensino de qualidade.
Ao longo dos anos, e sobretudo ultimamente, o papel do Ministério da Educação tem sido largamente guiado pelo único tipo de coisa que os políticos e os burocratas conhecem: a realidade virtual. Não importa se os estudantes realmente aprendem, desde que se finja que aprendem e desde que não sejam reprovados. Também não interessa se os professores realmente ensinam, desde que preencham grelhas e formulários infinitos, para dar a impressão de que estão a trabalhar.
É que para a mentalidade burocrática e política, segundo a qual a realidade só tem densidade se estiver organizada num formulário, passar duas horas a ler um livro deve ser o cúmulo do desperdício de tempo dos professores. No entanto, para se dar uma revolução no nosso ensino bastaria que os nossos professores estudassem diariamente, durante duas horas, livros cientificamente sólidos sobre a sua área de actuação.
Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo.
E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir. "
Etiquetas:
Educação,
Escola Pública,
Professores
09 junho, 2008
Et bien...Slimmy commente la Culture au Portugal
E, Paulo, estou de acordo contigo!
E para quem não conhece, eis a música:
Slimmy - Showgirl Official Video
E para quem não conhece, eis a música:
Slimmy - Showgirl Official Video
04 junho, 2008
Giuseppe Verdi MacBeth
Domingo, 1 de Junho de 2008, 19 horas
Para os entendidos provavelmente não é nada de mais, mas eu, que não conhecia bem a música desta ópera, achei uma delícia.
O enredo toda a gente conhece, a forma como Verdi o sentiu é admirável.
Foi a segunda vez que ouvi a orquestra tocar sob a direcção de uma maestrina, neste caso Julia Jones; estas duas vezes foram, segundo a minha visão, as vezes em que tocou melhor. O coro muito, muito bom.
A escolha de algum guarda-roupa é que não terá sido a melhor.
27 maio, 2008
26 maio, 2008
Mozart Concierto Piano Nº 9 Andantino
Nas minhas deambulações pelo Youtube encontrei isto - bailado sobre música de Mozart. Não é a primeira vez que vejo dança sobre música de Mozart, mas esta peça nunca tinha visto; além da extraordinária música, que é assim sempre para mim, acho a coreografia muito interessante.
25 maio, 2008
Ricardo Serrano - os títulos das músicas de "Pico"
Eis os títulos e ano de composição das músicas que estão aqui ao lado, neste primeiro Podcast, que fui buscar à página do Ricardo. Espero que gostem tanto delas como eu e não se esqueçam que podem seguir-lhe o rasto e fazer download de todas as músicas no garageband.com/artist/ricardoserrano
Tita - 1996
A outra - 1996
O meu herói - 1996
O outro herói - 1996
Santarém - 2000
Para ti - 2001
A preto - 2001
Ana de amor - 2001
Rudy Loin - 2001
Rú - 2002
Pico - 2003
Fred - 2003
Francisco - 2003
Ao Zé Paulo - 2003
Quico - 2006
Malú - 2006
Susana - 2008
A José Afonso - 2008
Tita - 1996

A outra - 1996
O meu herói - 1996
O outro herói - 1996
Santarém - 2000
Para ti - 2001
A preto - 2001
Ana de amor - 2001
Rudy Loin - 2001
Rú - 2002
Pico - 2003
Fred - 2003
Francisco - 2003
Ao Zé Paulo - 2003
Quico - 2006
Malú - 2006
Susana - 2008
A José Afonso - 2008
Etiquetas:
Aqui e agora,
Música Portuguesa,
Piano,
Ricardo Serrano
24 maio, 2008
Once Upon a Time in America
Fica aqui mais um pouco de Ennio Morricone, mas desta vez para o meu irmão Ricardo, que gosta mais desta música.
Etiquetas:
Cinema,
Ennio Morricone,
Música
23 maio, 2008
Apenas, e só por isso, música bonita!
Se alguém quiser falar do filme pode fazê-lo. Também gostei muito e gosto.
E devo acrescentar este vídeo, para ficar completo!
"Nuovo Cinema Paradiso" Final Scene
E devo acrescentar este vídeo, para ficar completo!
"Nuovo Cinema Paradiso" Final Scene
Etiquetas:
Cinema,
Cinema Paraíso,
Ennio Morricone,
Música,
Nostalgia
21 maio, 2008
Ambiente - não é mesmo importante?
Já tinha visto, mas tinha-me escapado. Deixo aqui porque me parece muito eficaz a passar a mensagem.
Blue Man Group video featured on "Earth To America!"
Blue Man Group video featured on "Earth To America!"
Etiquetas:
Aqui e agora,
Política?
16 maio, 2008
A extinção do Ministério da Educação - que sonho!
" Existirá uma "política educativa"? Incomoda-me ver pessoas que, no passado, considerava decentes, envolvidas agora numa tragicomédia sem fim. No (des)governo da educação, decepcionam-me. Sinto náuseas, quando os vejo proteger políticos que muito têm prejudicado a Ponte, só porque são barões locais do seu partido.
Sobrevivi a dezenas de ministérios e mantenho o que disse, há mais de vinte anos, porque o tempo me deu razão: a medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação. As escolas passariam bem sem esse monstro burocrático e de cara manutenção. "
José Pacheco, numa entrevista no Educare
Sobrevivi a dezenas de ministérios e mantenho o que disse, há mais de vinte anos, porque o tempo me deu razão: a medida de política educativa de maior impacto seria a extinção do Ministério da Educação. As escolas passariam bem sem esse monstro burocrático e de cara manutenção. "
José Pacheco, numa entrevista no Educare
Etiquetas:
Educação,
Escola da Ponte,
Futuro,
Política?,
Professores
14 maio, 2008
Bobby Mc Ferrin "Blackbird"
Ontem tive a sorte e o privilégio de poder ver ao vivo este músico fantástico e muito criativo.
Este tema também foi cantado, numa versão mais intimista. Fica aqui para poderem apreciar!
Este tema também foi cantado, numa versão mais intimista. Fica aqui para poderem apreciar!
Etiquetas:
Aqui e agora,
Bob McFerrin,
Música
12 maio, 2008
Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo
Mesmo sabendo que se trata de um tema muito ligado à profissão de professor acho que devo postá-lo aqui e partilhá-lo com quem, não sendo professor, tem as questões educativas como importantes para si e para a sociedade em que vive. Fui buscar o texto ao Terrear do professor Matias Alves.
Read this doc on Scribd: Desafios do trabalho do professor António Nóvoa
Etiquetas:
Aqui e agora,
Educação,
Escola Pública,
Política?,
Professores
08 maio, 2008
Zeca Afonso - Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Descobri mais uma ligação a Hamburgo.
Tenho que deixar aqui o link para o blog onde fui buscar isto e o agradecimento ao meu amigo Tó Zé Castro Lopes, por mo ter enviado.

Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Adeus muros de Custóias
Catarina Eufémia
Grândola Vila Morena
Hino à Liberdade
O que faz falta
Os fantoches de KIssinger
Vira
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."
José Afonso
Tenho que deixar aqui o link para o blog onde fui buscar isto e o agradecimento ao meu amigo Tó Zé Castro Lopes, por mo ter enviado.
Concerto ao Vivo em Hamburgo - 1976
Adeus muros de Custóias
Catarina Eufémia
Grândola Vila Morena
Hino à Liberdade
O que faz falta
Os fantoches de KIssinger
Vira
"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."
José Afonso
Etiquetas:
25 de Abril,
Amigos,
Hamburgo,
José Afonso,
Música Portuguesa
06 maio, 2008
John Lennon & Yoko Ono: WAR IS OVER! (If You Want It)
Pode parecer desactualizado, mas eu acho que este vídeo e a mensagem continuam a ser pertinentes, talvez ainda mais do que na época!
Etiquetas:
Aqui e agora,
Lennon,
Pensamentos,
Política?
05 maio, 2008
O Barbeiro de Sevilha em Hamburgo
Foi mais uma vez, para mim, a prova de que o sistema da Ópera de Hamburgo é um bom sistema! A produção está feita, as grandes despesas também: ao logo de cada temporada levam cada produção 5 a 6 vezes à cena, com cantores diferentes e maestros diferentes. Quer dizer que fazem um investimento que é rentabilizado ao longo do tempo. Têm sempre a casa cheia e até agora só vi grande qualidade.
No sábado passado deliciei-me, outra vez, com boa ópera, de altíssima qualidade musical e muito bem representada! Claro que não sendo uma "expert" no assunto, também não sou propriamente uma ignorante e se bem que os cantores não se medissem todos pela mesma bitola, foram no geral muito bons. O menos bom foi precisamente o Fígaro mas nada de escandaloso, apenas uma voz menos potente e portanto às vezes suplantada pela orquestra.
Deixo-vos então este link
para saberem mais sobre a Staatsoper de Hamburgo e este
para lerem sobre o elenco que eu vi. O site é muito completo, embora seja quase todo em alemão e portanto complicado para quem não domina a língua como eu. Mas o primeiro link é para uma secção em Inglês.
30 abril, 2008
Sergio Godinho - Com Um Brilhozinho Nos Olhos
Há dias assim; alturas na vida assim também! Fiquem bem, eu vou ali e já venho.
Etiquetas:
Aqui e agora,
Hamburgo,
Música Portuguesa,
Sérgio Godinho
26 abril, 2008
Ainda o 25 de Abril
Apesar de algumas vezes estar de acordo com o que o Vasco Pulido Valente diz, de vez em quando acho que ele é demasiado derrotista. Claro que ele tem o ponto de vista de um historiador e mais tudo aquilo que na praça pública toda a gente diz dele.
Mas hoje no artigo sobre o 25 de Abril (última página do Público), além de menorizar a Revolução dos Cravos como tal, diz, concluindo: " Voltamos, como de costume, a uma «inferioridade», que desta vez não é atribuível a qualquer demónio externo ou azar histórico. E não existe no saco dos milagres outro 25 de Abril para nos «salvar»."
Eu pergunto: não será também, este sentimento de "inferioridade" tão português, atribuível a tão notáveis fazedores da opinião pública?
Mas hoje no artigo sobre o 25 de Abril (última página do Público), além de menorizar a Revolução dos Cravos como tal, diz, concluindo: " Voltamos, como de costume, a uma «inferioridade», que desta vez não é atribuível a qualquer demónio externo ou azar histórico. E não existe no saco dos milagres outro 25 de Abril para nos «salvar»."
Eu pergunto: não será também, este sentimento de "inferioridade" tão português, atribuível a tão notáveis fazedores da opinião pública?
Etiquetas:
25 de Abril,
Aqui e agora,
Política?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

