Segundo o Público de ontem, a figura e a pessoa de Alexandre Herculano, está esquecida dos portugueses e institucionalmente também.
Há coisas que nunca se esquecem e uma das que eu nunca esqueci, do liceu, foi "A Dama Pé de Cabra". Não me esqueci do que li, mas também não me esqueci do homem. Não sabia muito acerca da sua vida e por isso fica aqui o artigo do Luís Miguel Queirós, de ontem no Público.
28 março, 2010
20 março, 2010
Público - Elementos para pensar e actuar a nível do bullying
Público - Elementos para pensar e actuar a nível do bullying
Duas visões do mesmo problema no Público de hoje.
A segunda visão, de Francisco Teixeira da Mota, merece uma leitura atenta.
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16 março, 2010
Mozart Bond
Dois músicos excepcionais - Aleksey Igudesman e Richard Hyung-ki Joo - verdadeiros comediantes.
Deixo este vídeo hoje para animar uma amiga.
Deixo este vídeo hoje para animar uma amiga.
14 março, 2010
Que acolhimento têm, na Igreja, as mulheres, os intelectuais heterodoxos, os divorciados recasados, os homossexuais?
Não sendo eu católica, nem especialista em Religião, gosto muito das crónicas de Frei Bento. Esta particularmente, pois para não variar, é de uma lucidez incrível. Deveria ser lida por algumas pessoas que acham que são donas da verdade e que infestam, entre outras coisas, as caixas de comentários dos blogues na Internet (só para dar um exemplo!).
Uma parábola docemente inquietante
Por Frei Bento
O perigo das nossas leituras dos Evangelhos reside na forma habitual como são proclamados na liturgia
1.Os católicos que, hoje, forem à missa deparam com um texto do Evangelho de S. Lucas muito estranho. É tirado do capítulo 15. Este capítulo começa por dizer que todos os publicanos e pecadores se aproximavam de Jesus para o ouvir. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam: este homem recebe os pecadores e come com eles.
Se tivermos em conta o que estas expressões e grupos sociais representavam, Jesus é o homem que subverte todos os valores. Gosta mais dos maus do que dos bons. As simpatias vão para os que não prestam. Ora, a virtude deve ser premiada e o vício reprimido.
Vem a seguir uma passagem que não pode fazer parte de um bom manual de pastorícia. Abandonar 99 ovelhas para ir procurar a que se tinha desligado do rebanho é expor-se a perdê-las todas. A parábola da dracma perdida, que segue a anterior, não sabe que o tempo é dinheiro. Por outro lado, ninguém dirá que a longa narrativa sobre o chamado filho pródigo possa figurar na biblioteca de uma Escola de Pais. Este capítulo, no seu conjunto, nem na secção de perdidos e achados faria boa figura.
Então, por que terá sido escolhida a última parte - a parábola impropriamente chamada do filho pródigo - para a missa do 4.° domingo da Quaresma? Serão também os Evangelhos "manuais de maus costumes", repetindo a expressão que José Saramago usou para o conjunto da Bíblia?
2.Este texto foi, pelo contrário, muito bem escolhido. Toca, de forma indirecta, segundo a linguagem própria das parábolas, no essencial da revolução religiosa de Jesus, perante a qual continua a existir grande resistência nas comunidades cristãs. Foi, aliás, para elas, para nós, que S. Lucas a escreveu.
Antes de mais, é preciso ler e entender o que está escrito. O núcleo da parábola não é constituído pela conversão do filho pródigo, como habitualmente se diz. Se assim fosse, teria de começar assim: um homem tinha um filho e este foi ter com o pai e pediu-lhe a herança que lhe correspondia... Ora, a parábola começa por dizer: um homem tinha dois filhos. Na lógica da parábola, o mais novo, o estoura-vergas, representa os classificados por pecadores e cobradores de impostos (duplamente pecadores) e o filho mais velho os fariseus e escribas, as duas categorias que presidem ao capítulo em análise, mas universalizando o alcance de duas típicas formas de existência.
A primeira retrata aqueles que, tendo vivido à margem de todas as regras, cometendo os maiores desvarios, descobrem, um dia, que andam a dar cabo da vida e, arrependidos, encontram o caminho da sua recuperação. A segunda representa o mundo religioso daqueles que medem tudo pela observância ou infracção da lei, sempre prontos a espiar o comportamento dos outros a partir da sua tabela de valores. O amor, a gratuidade, a compaixão, a festa, não fazem parte do seu universo e Deus é um juiz segundo as regras que eles estabeleceram em seu nome. Esquecemos, aliás, que a parábola é um triângulo e a revolução cristã não atinge só os típicos comportamentos dos dois filhos, mas sobretudo o comportamento do Pai, que nada tem a ver com a religião farisaica.
3.O perigo das nossas leituras dos Evangelhos reside na forma habitual como são proclamados na liturgia: Naquele tempo, etc. Fazem bem ao levar-nos até ao começo de dois mil anos de história cristã. O cristianismo também é uma memória. Corre-se, porém, o risco de pensar que os classificados como pecadores e publicanos e os designados por fariseus e escribas (os letrados) são categorias sociais e religiosas de um tempo que já passou e que não têm nada a ver connosco.
Na verdade, é precisamente o contrário. As comunidades cristãs de hoje não têm de resolver os problemas das primeiras comunidades e, muito menos, os confrontos em que Jesus foi envolvido. Se lemos os textos hoje, é para encontrar correspondências - não têm que ser literais, simétricas - no nosso tempo, na vida da sociedade e da Igreja; de outra forma, nada justificaria a sua leitura.
Seria, no entanto, perigoso participar numa celebração da missa e começar, cada um, a ver quem são os classificados como pecadores e os autenticamente fariseus da comunidade. Nada pode garantir o acerto. Por isso, Jesus proibiu-nos de julgar. Uma espantosa sabedoria, depois de muitas experiências ao longo dos séculos, chegou à conclusão de que a missa, celebrada em nome de Deus, deve começar sempre pelo acto de cada um se confessar pecador e pedir a misericórdia de Deus e dos irmãos. Sem apontar o dedo a ninguém, todos são interpelados, a começar por quem preside.
Nada disto impede que a Igreja, no seu conjunto, interrogue o Direito Canónico, os seus comportamentos e as diferentes instâncias das paróquias, das dioceses, do Vaticano, em suma, a sua pastoral à luz do capítulo 15 do Evangelho de S. Lucas, aqui evocado.
Que acolhimento têm, na Igreja, as mulheres, os intelectuais heterodoxos, os divorciados recasados, os homossexuais? Não haverá, hoje, nas comunidades cristãs, grupos que acham escandaloso que se perca tempo com ateus, agnósticos, imigrantes de outras culturas e religiões, com o pretexto de que vêm minar os nossos valores culturais e as raízes cristãs da Europa?
in Público, de 14 de Março de 2010
Uma parábola docemente inquietante
Por Frei Bento
O perigo das nossas leituras dos Evangelhos reside na forma habitual como são proclamados na liturgia
1.Os católicos que, hoje, forem à missa deparam com um texto do Evangelho de S. Lucas muito estranho. É tirado do capítulo 15. Este capítulo começa por dizer que todos os publicanos e pecadores se aproximavam de Jesus para o ouvir. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam: este homem recebe os pecadores e come com eles.
Se tivermos em conta o que estas expressões e grupos sociais representavam, Jesus é o homem que subverte todos os valores. Gosta mais dos maus do que dos bons. As simpatias vão para os que não prestam. Ora, a virtude deve ser premiada e o vício reprimido.
Vem a seguir uma passagem que não pode fazer parte de um bom manual de pastorícia. Abandonar 99 ovelhas para ir procurar a que se tinha desligado do rebanho é expor-se a perdê-las todas. A parábola da dracma perdida, que segue a anterior, não sabe que o tempo é dinheiro. Por outro lado, ninguém dirá que a longa narrativa sobre o chamado filho pródigo possa figurar na biblioteca de uma Escola de Pais. Este capítulo, no seu conjunto, nem na secção de perdidos e achados faria boa figura.
Então, por que terá sido escolhida a última parte - a parábola impropriamente chamada do filho pródigo - para a missa do 4.° domingo da Quaresma? Serão também os Evangelhos "manuais de maus costumes", repetindo a expressão que José Saramago usou para o conjunto da Bíblia?
2.Este texto foi, pelo contrário, muito bem escolhido. Toca, de forma indirecta, segundo a linguagem própria das parábolas, no essencial da revolução religiosa de Jesus, perante a qual continua a existir grande resistência nas comunidades cristãs. Foi, aliás, para elas, para nós, que S. Lucas a escreveu.
Antes de mais, é preciso ler e entender o que está escrito. O núcleo da parábola não é constituído pela conversão do filho pródigo, como habitualmente se diz. Se assim fosse, teria de começar assim: um homem tinha um filho e este foi ter com o pai e pediu-lhe a herança que lhe correspondia... Ora, a parábola começa por dizer: um homem tinha dois filhos. Na lógica da parábola, o mais novo, o estoura-vergas, representa os classificados por pecadores e cobradores de impostos (duplamente pecadores) e o filho mais velho os fariseus e escribas, as duas categorias que presidem ao capítulo em análise, mas universalizando o alcance de duas típicas formas de existência.
A primeira retrata aqueles que, tendo vivido à margem de todas as regras, cometendo os maiores desvarios, descobrem, um dia, que andam a dar cabo da vida e, arrependidos, encontram o caminho da sua recuperação. A segunda representa o mundo religioso daqueles que medem tudo pela observância ou infracção da lei, sempre prontos a espiar o comportamento dos outros a partir da sua tabela de valores. O amor, a gratuidade, a compaixão, a festa, não fazem parte do seu universo e Deus é um juiz segundo as regras que eles estabeleceram em seu nome. Esquecemos, aliás, que a parábola é um triângulo e a revolução cristã não atinge só os típicos comportamentos dos dois filhos, mas sobretudo o comportamento do Pai, que nada tem a ver com a religião farisaica.
3.O perigo das nossas leituras dos Evangelhos reside na forma habitual como são proclamados na liturgia: Naquele tempo, etc. Fazem bem ao levar-nos até ao começo de dois mil anos de história cristã. O cristianismo também é uma memória. Corre-se, porém, o risco de pensar que os classificados como pecadores e publicanos e os designados por fariseus e escribas (os letrados) são categorias sociais e religiosas de um tempo que já passou e que não têm nada a ver connosco.
Na verdade, é precisamente o contrário. As comunidades cristãs de hoje não têm de resolver os problemas das primeiras comunidades e, muito menos, os confrontos em que Jesus foi envolvido. Se lemos os textos hoje, é para encontrar correspondências - não têm que ser literais, simétricas - no nosso tempo, na vida da sociedade e da Igreja; de outra forma, nada justificaria a sua leitura.
Seria, no entanto, perigoso participar numa celebração da missa e começar, cada um, a ver quem são os classificados como pecadores e os autenticamente fariseus da comunidade. Nada pode garantir o acerto. Por isso, Jesus proibiu-nos de julgar. Uma espantosa sabedoria, depois de muitas experiências ao longo dos séculos, chegou à conclusão de que a missa, celebrada em nome de Deus, deve começar sempre pelo acto de cada um se confessar pecador e pedir a misericórdia de Deus e dos irmãos. Sem apontar o dedo a ninguém, todos são interpelados, a começar por quem preside.
Nada disto impede que a Igreja, no seu conjunto, interrogue o Direito Canónico, os seus comportamentos e as diferentes instâncias das paróquias, das dioceses, do Vaticano, em suma, a sua pastoral à luz do capítulo 15 do Evangelho de S. Lucas, aqui evocado.
Que acolhimento têm, na Igreja, as mulheres, os intelectuais heterodoxos, os divorciados recasados, os homossexuais? Não haverá, hoje, nas comunidades cristãs, grupos que acham escandaloso que se perca tempo com ateus, agnósticos, imigrantes de outras culturas e religiões, com o pretexto de que vêm minar os nossos valores culturais e as raízes cristãs da Europa?
in Público, de 14 de Março de 2010
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10 março, 2010
Chopin, Mazurka op.67 no.4
Evgeny Kissin a executar uma das minhas peças preferidas de Chopin. Neste ano de 2010, ano dos duzentos anos do nascimento deste compositor. É uma boa razão para postar aqui a sua música. Pretendo voltar a fazê-lo.
04 março, 2010
O (não) fascínio de aprender
Uma citação de um livro de John Holt.
Apesar de ter sido escrito originalmente em 1967, revisto em 1983 e publicado em Portugal em 2001, continua a ser pertinente o seu conteúdo.
Do capítulo " A Arte, a Matemática e outras coisas", paginas 183,184:
" O desenho à escala encerra, igualmente, muitas possibilidades. Lembro-me de ver, quando era pequeno, alguém fazer uma cópia em ponto grande de uma imagem pequena, colocando o original numa grelha - papel quadriculado ou milimétrico - transferindo-o depois para uma grelha maior. Penso que até experimentei uma ou duas vezes e ficava sempre admirado ao ver que dava resultado. No entanto,isto não fazia parte do trabalho da escola, tínhamos de prestar atenção para não sermos vistos. Contudo, é fácil imaginar o fascínio de uma turma de crianças pequenas a começar com um pequeno desenho de linhas e a transformá-lo num cada vez maior, até consegui uma cópia que cobrisse uma parte da parede ou o quadro. Por sua vez, isto podia conduzir à noção de pontos coordenados, gráficos e geometria analítica, representando imagens com algo que não era uma imagem, mas sim uma função. Ou, de um ponto de vista diferente, podia fazer nascer a ideia de realizar desenhos exactos de vários objectos, em várias escalas, passando daí à medição, não só de comprimentos, mas também de ângulos, sendo até possível chegar à feitura de mapas.
É fácil ver quanta aritmética está presente nisto. Uma das ideias fundamentais subjacentes às actividades da escola é que as crianças têm de passar muitos anos a memorizar uma série de factos aborrecidos, antes de poderem começar a fazer coisas interessantes com eles. É uma forma idiota de fazer as coisas e não funciona. A maior parte das crianças aborrece-se tanto com essa aprendizagem que desiste antes de ter adquirido os conhecimentos suficientes que lhe permitiria fazer algo interessante. E mesmo entre as crianças que aprendem todos esses factos, a maioria fica com o raciocínio tão embotado por este processo que não consegue lembrar-se de nada interessante em que os aplicar, limitando-se a acumular mais e mais factos - o que explica grande parte da actividade que se desenvolve nas nossas escolas superiores e universidades."
in "Como aprendem as crianças", de John Holt, 1967, 1983. Editorial presença 2001, tradução de Isabel Nunes
27 fevereiro, 2010
Aprender com o tempo!
Público - Uma semana ao acaso em 1997
"Diz-se que um clássico da literatura consegue ser mais moderno que o jornal da véspera. Ao mesmo tempo, nada é tão instrutivo como reler jornais velhos e arquivados. Um jornal de há 10 ou 20 anos funciona como bússola de um presente permanente. Em Portugal, sobretudo. Nós raramente aprendemos alguma coisa com o tempo. E, quando nos damos conta, estamos a ruminar por que é que devíamos ter pensado mais cedo naquilo que nos escapou...."
Começa assim esta crónica de Pedro Lomba. Já tem duas semanas, espero que consigam is lá ler. Podia pôs aqui o último parágrafo, mas perdia o interesse a leitura total do texto.
"Diz-se que um clássico da literatura consegue ser mais moderno que o jornal da véspera. Ao mesmo tempo, nada é tão instrutivo como reler jornais velhos e arquivados. Um jornal de há 10 ou 20 anos funciona como bússola de um presente permanente. Em Portugal, sobretudo. Nós raramente aprendemos alguma coisa com o tempo. E, quando nos damos conta, estamos a ruminar por que é que devíamos ter pensado mais cedo naquilo que nos escapou...."
Começa assim esta crónica de Pedro Lomba. Já tem duas semanas, espero que consigam is lá ler. Podia pôs aqui o último parágrafo, mas perdia o interesse a leitura total do texto.
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Política?
24 fevereiro, 2010
Museu Virtual Europeu
Através de um post no Interatic, tomei conhecimento deste Museu.
Ainda não tive tempo para explorar, mas de certeza que vale a pena.
De qualquer forma, o conceito inscreve-se na ideia de uma Europa unida, que não vinga muito entre nós, portugueses. Eu acho importante essa ideia e consigo integrar-me nela.
Ainda não tive tempo para explorar, mas de certeza que vale a pena.
De qualquer forma, o conceito inscreve-se na ideia de uma Europa unida, que não vinga muito entre nós, portugueses. Eu acho importante essa ideia e consigo integrar-me nela.
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16 fevereiro, 2010
Filosofia no 2º Ciclo - projecto inovador
Do Educare, copiei esta notícia.
Parece-me importante por estimular algo que falta, duma forma geral,
a muita gente: o espírito crítico, a capacidade de análise e de argumentação.
Filosofia estimula alunos do 2.º ciclo
Sara R. Oliveira| 2010-02-08
Os alunos mais novos da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, discutem a verdade, a justiça, o bem e o mal. Os argumentos são debatidos e o espírito crítico aguçado.
"Eu sei como é que o filósofo Sócrates morreu", diz Guilherme, de 10 anos, à professora à porta da sala, antes de a aula começar. A turma do 5.º B da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, prepara-se para mais 45 minutos de Filosofia, área curricular não disciplinar. Carla Pereira, a professora, escreve no quadro o sumário do dia: "Leitura do texto sobre 'a morte de Sócrates'. Discussão e avaliação dos argumentos sobre 'a obrigação perante a lei'". Bernardo, o aluno que numa aula anterior falou na célebre frase "só sei que nada sei", começou a ler o texto que será analisado nas próximas aulas.
"Esta será uma lição diferente. Não há cenários, personagens ou diálogos. Há um filósofo perante um dilema pessoal - a sua condenação à morte". A introdução aguça o apetite. A discussão começa. Guilherme aproveita para anunciar que Sócrates morreu envenenado, por cicuta, segundo viu num concurso televisivo, na resposta à questão como morreu Sócrates. É hora de "espremer" o texto e argumentar. "Os políticos não concordavam com o que ele discutia sobre a verdade, a justiça, a beleza e o conhecimento", avança Beatriz. Gonçalo acrescenta: "os políticos tinham inveja de Sócrates".
Maria João introduz uma questão importante com uma pergunta. "O facto de Sócrates ser obrigado a beber veneno tem a ver com a sua obrigação perante a lei?". "Porque não fugiu?", questiona Rúben. Nuno está indeciso. Por um lado, acha que o filósofo grego deve cumprir a lei que tanto apregoa, por outro, considera que a morte é uma condenação demasiado pesada. "Ele defende tanto a lei que não pode fugir, mas também vai morrer...". Jorge tem uma opinião clara: "Não é cobardia fugir da morte". A professora lança mais uma pergunta para a turma: Estamos sempre obrigados a cumprir a lei? "Sim, mas nem sempre cumprimos...", responde Nuno. O tema da morte de Sócrates vai continuar a ser debatido nas próximas três, quatro aulas. Até chegar-se à última questão: "E tu, o que farias se estivesses no lugar de Sócrates?".
Desde o ano lectivo anterior que o conselho executivo da escola de Espinho decidiu ocupar os 45 minutos que pode gerir com Filosofia no 2.º ciclo. Neste momento, quatro turmas do 5.º ano de escolaridade e uma do 6.º têm uma aula por semana. O convite surpreendeu Faustino Vaz, professor de Filosofia do Secundário, que o aceitou de imediato como mais um desafio. O projecto caiu-lhe nos braços e teve de criar tudo de raiz, depois de muitas horas de pesquisas. "Não há experiência no ensino de Filosofia para estas idades", lembra.
Era necessário criar uma estrutura didáctica adequada e definir quais os problemas filosóficos a abordar com os alunos mais novos da escola. Não foi fácil partir do zero, mas Faustino Vaz acabou por optar pelos problemas de ética e de filosofia política. A verdade, a justiça distributiva e retributiva, o bem são alguns dos assuntos que os alunos de 9, 10 e 11 anos tratam na aula de Filosofia, que não entra na avaliação final. "Em vez de partir de problemas abstractos, é interessante ver quais as opções, as avaliações e os juízos que os alunos formam", refere o professor. No trabalho de selecção, é fundamental escolher o que é filosoficamente relevante e didacticamente adequado.
Os assuntos têm despertado bastante interesse dentro da sala de aula e o balanço é positivo. O sentido da vida é uma das questões que um aluno já pediu para abordar na aula. "Será que as máquinas pensam?", foi a questão da filosofia da mente lançada aos pequenos estudantes. A introdução de problemas de lógica no 6.º ano está em perspectiva. "Os miúdos captam os assuntos. É perfeitamente possível ensinar Filosofia a estas idades e de uma maneira séria, dando-lhes argumentos que são classicamente discutidos."
Carla Pereira é a outra professora de Filosofia de serviço. Usa os textos criados por Faustino Vaz, herdou o material didáctico, e este ano lectivo começou a ensinar Filosofia aos alunos mais novos. "É um desafio", admite. Colocá-los a reflectir sobre os temas, avaliarem argumentos, apresentarem soluções. O que estimula o espírito crítico. "Eles interiorizam as questões principais, tomam posições, aprendem a pensar por si próprios", adianta. O papel do professor, além de conduzir a aula, é orientar no sentido de formar os melhores juízos. E sentido crítico? "Têm-no bem espevitado e bem aguçado", responde Carla Pereira. "Sabem distinguir um problema filosófico de um problema não filosófico", acrescenta Faustino Vaz.
Porque não Filosofia? Porque não aguçar a análise crítica, a capacidade de análise, o poder de argumentação em alunos que acabaram de sair do 1.º ciclo? A directora da escola de Espinho, Maria Ricardo, considerou que a disciplina fazia todo o sentido nos 45 minutos que pode gerir como entender. "É uma novidade que agrada a pais e alunos". "A Filosofia está um bocadinho na moda. É um projecto novo, é uma novidade, uma oferta da escola. Nesta idade, fica sempre lá qualquer coisa", afirma. A possibilidade de estender a Filosofia ao 3.º ciclo está, por enquanto, colocada de parte. Maria Ricardo explica que os 45 minutos são constantemente requisitados por disciplinas que fazem parte do currículo.
Parece-me importante por estimular algo que falta, duma forma geral,
a muita gente: o espírito crítico, a capacidade de análise e de argumentação.
Filosofia estimula alunos do 2.º ciclo
Sara R. Oliveira| 2010-02-08
Os alunos mais novos da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, discutem a verdade, a justiça, o bem e o mal. Os argumentos são debatidos e o espírito crítico aguçado.
"Eu sei como é que o filósofo Sócrates morreu", diz Guilherme, de 10 anos, à professora à porta da sala, antes de a aula começar. A turma do 5.º B da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, prepara-se para mais 45 minutos de Filosofia, área curricular não disciplinar. Carla Pereira, a professora, escreve no quadro o sumário do dia: "Leitura do texto sobre 'a morte de Sócrates'. Discussão e avaliação dos argumentos sobre 'a obrigação perante a lei'". Bernardo, o aluno que numa aula anterior falou na célebre frase "só sei que nada sei", começou a ler o texto que será analisado nas próximas aulas.
"Esta será uma lição diferente. Não há cenários, personagens ou diálogos. Há um filósofo perante um dilema pessoal - a sua condenação à morte". A introdução aguça o apetite. A discussão começa. Guilherme aproveita para anunciar que Sócrates morreu envenenado, por cicuta, segundo viu num concurso televisivo, na resposta à questão como morreu Sócrates. É hora de "espremer" o texto e argumentar. "Os políticos não concordavam com o que ele discutia sobre a verdade, a justiça, a beleza e o conhecimento", avança Beatriz. Gonçalo acrescenta: "os políticos tinham inveja de Sócrates".
Maria João introduz uma questão importante com uma pergunta. "O facto de Sócrates ser obrigado a beber veneno tem a ver com a sua obrigação perante a lei?". "Porque não fugiu?", questiona Rúben. Nuno está indeciso. Por um lado, acha que o filósofo grego deve cumprir a lei que tanto apregoa, por outro, considera que a morte é uma condenação demasiado pesada. "Ele defende tanto a lei que não pode fugir, mas também vai morrer...". Jorge tem uma opinião clara: "Não é cobardia fugir da morte". A professora lança mais uma pergunta para a turma: Estamos sempre obrigados a cumprir a lei? "Sim, mas nem sempre cumprimos...", responde Nuno. O tema da morte de Sócrates vai continuar a ser debatido nas próximas três, quatro aulas. Até chegar-se à última questão: "E tu, o que farias se estivesses no lugar de Sócrates?".
Desde o ano lectivo anterior que o conselho executivo da escola de Espinho decidiu ocupar os 45 minutos que pode gerir com Filosofia no 2.º ciclo. Neste momento, quatro turmas do 5.º ano de escolaridade e uma do 6.º têm uma aula por semana. O convite surpreendeu Faustino Vaz, professor de Filosofia do Secundário, que o aceitou de imediato como mais um desafio. O projecto caiu-lhe nos braços e teve de criar tudo de raiz, depois de muitas horas de pesquisas. "Não há experiência no ensino de Filosofia para estas idades", lembra.
Era necessário criar uma estrutura didáctica adequada e definir quais os problemas filosóficos a abordar com os alunos mais novos da escola. Não foi fácil partir do zero, mas Faustino Vaz acabou por optar pelos problemas de ética e de filosofia política. A verdade, a justiça distributiva e retributiva, o bem são alguns dos assuntos que os alunos de 9, 10 e 11 anos tratam na aula de Filosofia, que não entra na avaliação final. "Em vez de partir de problemas abstractos, é interessante ver quais as opções, as avaliações e os juízos que os alunos formam", refere o professor. No trabalho de selecção, é fundamental escolher o que é filosoficamente relevante e didacticamente adequado.
Os assuntos têm despertado bastante interesse dentro da sala de aula e o balanço é positivo. O sentido da vida é uma das questões que um aluno já pediu para abordar na aula. "Será que as máquinas pensam?", foi a questão da filosofia da mente lançada aos pequenos estudantes. A introdução de problemas de lógica no 6.º ano está em perspectiva. "Os miúdos captam os assuntos. É perfeitamente possível ensinar Filosofia a estas idades e de uma maneira séria, dando-lhes argumentos que são classicamente discutidos."
Carla Pereira é a outra professora de Filosofia de serviço. Usa os textos criados por Faustino Vaz, herdou o material didáctico, e este ano lectivo começou a ensinar Filosofia aos alunos mais novos. "É um desafio", admite. Colocá-los a reflectir sobre os temas, avaliarem argumentos, apresentarem soluções. O que estimula o espírito crítico. "Eles interiorizam as questões principais, tomam posições, aprendem a pensar por si próprios", adianta. O papel do professor, além de conduzir a aula, é orientar no sentido de formar os melhores juízos. E sentido crítico? "Têm-no bem espevitado e bem aguçado", responde Carla Pereira. "Sabem distinguir um problema filosófico de um problema não filosófico", acrescenta Faustino Vaz.
Porque não Filosofia? Porque não aguçar a análise crítica, a capacidade de análise, o poder de argumentação em alunos que acabaram de sair do 1.º ciclo? A directora da escola de Espinho, Maria Ricardo, considerou que a disciplina fazia todo o sentido nos 45 minutos que pode gerir como entender. "É uma novidade que agrada a pais e alunos". "A Filosofia está um bocadinho na moda. É um projecto novo, é uma novidade, uma oferta da escola. Nesta idade, fica sempre lá qualquer coisa", afirma. A possibilidade de estender a Filosofia ao 3.º ciclo está, por enquanto, colocada de parte. Maria Ricardo explica que os 45 minutos são constantemente requisitados por disciplinas que fazem parte do currículo.
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15 fevereiro, 2010
Boris Berezovski
Na sexta-feira passada, ouvi ao vivo e a cores este mesmo Estudo de Execução Transcendental, nº4 Mazeppa, precisamente por este pianista.
Do Programa original, Robert Schumann Davidsbündlertänze, op.6 ;Franz Liszt 4 Estudos de execução transcendente
Fryderyk Chopin Sonata nº 3, op.58, há a destacar a substituição da Sonata de Chopin, pela Sonata em Si menor de Liszt, a qual já referi em post há uns tempos atrás.
Não sendo uma fã do pianista, acho que é um grande e talentoso pianista, na minha modesta opinião.
O vídeo é fantástico e vale a pena ver, por causa da realização, além da execução trancendental, propriamente dita.
Para os fãs de Liszt e da Sonata: ainda na minha modesta opinião, um pouco rápida demais, principalmente na Fuga e também demasiado fria.
Do Programa original, Robert Schumann Davidsbündlertänze, op.6 ;Franz Liszt 4 Estudos de execução transcendente
Fryderyk Chopin Sonata nº 3, op.58, há a destacar a substituição da Sonata de Chopin, pela Sonata em Si menor de Liszt, a qual já referi em post há uns tempos atrás.
Não sendo uma fã do pianista, acho que é um grande e talentoso pianista, na minha modesta opinião.
O vídeo é fantástico e vale a pena ver, por causa da realização, além da execução trancendental, propriamente dita.
Para os fãs de Liszt e da Sonata: ainda na minha modesta opinião, um pouco rápida demais, principalmente na Fuga e também demasiado fria.
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03 fevereiro, 2010
O Porto em Fotografia
Tenho um amigo, o Barata, que me manda muitas daquelas mensagens reenviadas.
Já sei que nunca vai deixar de o fazer, mesmo sabendo que se me enviar duas
ou três de cada vez eu ponho tudo no lixo.
Já me mandou algumas piadas muito giras e já me mandou algumas ligações muitos interessantes. Muitas vezes não acho graça ou interesse, mas não digo nada. Ponho no lixo e pronto!
Este Link é mesmo muito interessante, principalmente para os Tripeiros.
Esta fotografia é desse site, tem direitos de autor claro e é da Sé do Porto.
Além das imagens tem muita informação histórica e outra informação útil.
O site é de António Amen e é bilingue: Português e Inglês.
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31 janeiro, 2010
Neve em Hamburgo
Uma música para acompanhar estas fotografias tiradas ontem em Hamburgo.
Todos os lugares são vulgarmente verdes, por causa das árvores e da vegetação. Assim, parecem-me muitos silênciosos e mágicos.
28 janeiro, 2010
Donizetti em Hamburgo
No fim de semana passado assisti, com o Rainer, à ópera Lucia de Lammermoor. A soprano Ha Young Lee, no papel de Lucia tinha uma voz absolutamente poderosa, que contrastava com a sua franzina constituição física.
Mais uma vez a orquestra e a direcção de Simone Young muito boa, com o uso de um instrumento glasharmonika, que gostei imenso de ver tocar (com a ajuda dos binóculos da minha avó Susana).
George Petean (Enrico), Ha Young Lee (Lucia di Lammermoor), Dirigentin Simone Young und Saimir Pirgu (Edgardo).
Foto: Michael Rauhe
A única pena que tenho é que uma música tão bonita e uma história tão trágica merecia uma cenografia melhor, mais bonita, mais coerente e menos "vanguardista". Era mesmo feia!
Mais uma vez a orquestra e a direcção de Simone Young muito boa, com o uso de um instrumento glasharmonika, que gostei imenso de ver tocar (com a ajuda dos binóculos da minha avó Susana).
George Petean (Enrico), Ha Young Lee (Lucia di Lammermoor), Dirigentin Simone Young und Saimir Pirgu (Edgardo).
Foto: Michael Rauhe
A única pena que tenho é que uma música tão bonita e uma história tão trágica merecia uma cenografia melhor, mais bonita, mais coerente e menos "vanguardista". Era mesmo feia!
18 janeiro, 2010
Matiegka - sabem quem é?
Enviaram-me um ficheiro com um andamento duma Serenata deste compositor, que eu desconhecia por completo.
Na wikipédia encontrei uma biografia. Nessa página encontrei um link que me levou a um outro wiki site chamado International Music Score Library Project. Já em tempos o tinha encontrado, mas esqueci-o completamente. Há 3 peças deste compositor neste site.
De certeza, que se encontram peças fantásticas entre 47.000 partituras!
David Leisner Performs Wenzeslaus Matiegka's Scherzo
Na wikipédia encontrei uma biografia. Nessa página encontrei um link que me levou a um outro wiki site chamado International Music Score Library Project. Já em tempos o tinha encontrado, mas esqueci-o completamente. Há 3 peças deste compositor neste site.
De certeza, que se encontram peças fantásticas entre 47.000 partituras!
David Leisner Performs Wenzeslaus Matiegka's Scherzo
17 janeiro, 2010
Ulyana Lopatkina
Acabei de ver no Mezzo, um documentário sobre esta bailarina russa. Primeira bailarina do Ballet Kirov em São Petesburgo. Aqui tem uma entrevista em Inglês.
O que me impressionou no documentário foi a força da dança na sua vida e a franqueza com que falou do seu mundo. Na Wikipédia tem uma pequena biografia.
Uliana Lopatkina - The Dying Swan
O que me impressionou no documentário foi a força da dança na sua vida e a franqueza com que falou do seu mundo. Na Wikipédia tem uma pequena biografia.
Uliana Lopatkina - The Dying Swan
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Ulyana Lopatkina
13 janeiro, 2010
Humoresque nº7
Fica aqui a partitura para piano da peça Humoresque, nº 7 de Dvorak, que a minha amiga Luísa postou no Voxnostra.
Podem imprimir e tocar e fazer as cópias que quiserem.
Podem imprimir e tocar e fazer as cópias que quiserem.
09 janeiro, 2010
UBUNTU
Através do Interatic 2.0 cheguei a este sítio, o UBUNTU .
Acho que deve valer a pena ir ver. Do ponto de vista solidário é muito interessante.
Ubuntu is a community developed operating system that is perfect for laptops, desktops and servers. Whether you use it at home, at school or at work Ubuntu contains all the applications you'll ever need, from word processing and email applications, to web server software and programming tools.
Acho que deve valer a pena ir ver. Do ponto de vista solidário é muito interessante.
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Solidariedade Informática
07 janeiro, 2010
Bach Sonata No. 3 in E major,BWV 1016 with Wanda Landowska and Yehudi Menuhin "adagio,ma non tanto"
Este vídeo é uma resposta a um post do Rui Rebelo no Anacruses.
A versão é muito melhor, mas claro o vídeo é só uma montagem de fotografias. De qualquer forma, se se derem ao trabalho de ler a informação que está no youtube, o vídeo tem um valor acrescentado.
Rui, não tenho o aúdio, mas vou ver se arranjo.
A versão é muito melhor, mas claro o vídeo é só uma montagem de fotografias. De qualquer forma, se se derem ao trabalho de ler a informação que está no youtube, o vídeo tem um valor acrescentado.
Rui, não tenho o aúdio, mas vou ver se arranjo.
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Yehudi Menuhin
31 dezembro, 2009
Bach, Air on the G string (Air on a G string, string orchestra)
Bom Ano de 2010!
Tinha de ser Bach, apesar de ter procurado outras músicas.
Até ao próximo ano.
Tinha de ser Bach, apesar de ter procurado outras músicas.
Até ao próximo ano.
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30 dezembro, 2009
Schubert - Der Wanderer Opus 4 No 1
Há 3 dias imprimi a partitura desta canção, numa oferta do site Piano Street, cujo endereço do blog tenho aqui ao lado. Vale a pena ir lá. A oferta é a propósito dum concerto do Gulda que eles estão a passar em vídeo.
Eu sou muito ignorante nesta área da música, mas imprimi a partitura e gostei muito de a tocar. Descobri este vídeo que só agora ouvi e, ao contrário do que estava à espera, gostei bastante.
Eu sou muito ignorante nesta área da música, mas imprimi a partitura e gostei muito de a tocar. Descobri este vídeo que só agora ouvi e, ao contrário do que estava à espera, gostei bastante.
29 dezembro, 2009
A Viúva Alegre
Em Hamburgo, na Staatsoper, a Viúva Alegre de Franz Lehár.
Claro, casa cheia, óptima orquestra dirigida pela maestrina Simone Young.
Dos cantores, a assinalar no papel de Hanna - Mirian Gordon-Stewart, no papel de Conde Danilo o barítono Bo Skovhus.
Apesar de conhecer bem o argumento, tão ao gosto do princípio do século XX, a cenografia e adaptação do argumento de Hans Shavernoch, aliada ao facto da língua ser o Alemão, fez com que eu não percebesse nada!
Não fosse saber quem eram as personagens, então seria mesmo nonsense absoluto. A escolha recaiu numa versão holywoodesca de uma história dentro e fora do filme.
Fica o link para um vídeo, com o mesmo barítono. A imagem não é muito boa mas vale a pena ouvir o Dueto.
Claro, casa cheia, óptima orquestra dirigida pela maestrina Simone Young.
Dos cantores, a assinalar no papel de Hanna - Mirian Gordon-Stewart, no papel de Conde Danilo o barítono Bo Skovhus.
Apesar de conhecer bem o argumento, tão ao gosto do princípio do século XX, a cenografia e adaptação do argumento de Hans Shavernoch, aliada ao facto da língua ser o Alemão, fez com que eu não percebesse nada!
Não fosse saber quem eram as personagens, então seria mesmo nonsense absoluto. A escolha recaiu numa versão holywoodesca de uma história dentro e fora do filme.
Fica o link para um vídeo, com o mesmo barítono. A imagem não é muito boa mas vale a pena ouvir o Dueto.
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Música.Opereta
23 dezembro, 2009
22 dezembro, 2009
19 dezembro, 2009
J.S. Bach: Mass in B minor "Agnus Dei" - Andreas Scholl
Mais um daqueles vídeos sincronizados: partitura e audio. Como gosto de ouvir música com a partitura, pode ser que mais alguém goste.
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Partitura
06 dezembro, 2009
Learn To Read Through Sound -- Cognitive Neuroscientists Use Sound Training To Help Dyslexic Children Read
Cognitive neuroscientists monitoring brain activity with fMRI found that children with dyslexia are often unable to process the fast-changing sounds used in spoken language. Sound training dedicated to teaching children to better process these sounds improves their ability to manipulate words and their phonetic components, which translates into better reading.
Aqui
A página tem um vídeo, mas eu não consigo copia-lo para aqui. Têm mesmo de ir lá vê-lo.
Aqui
A página tem um vídeo, mas eu não consigo copia-lo para aqui. Têm mesmo de ir lá vê-lo.
04 dezembro, 2009
Só um em cada cinco portugueses tem nível médio de literacia
Segundo o JN , há um estudo, apresentado recentemente na Gulbenkian, que chegou a esta conclusão.
Tentei encontrar esta notícia noutros lados, mas não consegui.
Leiam e tentem descobrir mais.
O que me incomoda mais é o mesmo estudo apontar os suecos com um número muito superior: 4 em cada 5 têm um nível médio de literacia. É uma diferença abismal!
Andamos, os professores, a inventar soluções para este problema todos os dias; andam todos à procura de uma solução, inventam-se projectos nacionais, como o Plano Nacional de Leitura, projectos locais, com Concursos, nas Bibliotecas Escolares com imensas actividades interdisciplinares.
Acho mesmo que temos de convencer toda a gente a colaborar!
Se alguém encontrar o tal relatório, por favor enviem-me o link.
Tentei encontrar esta notícia noutros lados, mas não consegui.
Leiam e tentem descobrir mais.
O que me incomoda mais é o mesmo estudo apontar os suecos com um número muito superior: 4 em cada 5 têm um nível médio de literacia. É uma diferença abismal!
Andamos, os professores, a inventar soluções para este problema todos os dias; andam todos à procura de uma solução, inventam-se projectos nacionais, como o Plano Nacional de Leitura, projectos locais, com Concursos, nas Bibliotecas Escolares com imensas actividades interdisciplinares.
Acho mesmo que temos de convencer toda a gente a colaborar!
Se alguém encontrar o tal relatório, por favor enviem-me o link.
30 novembro, 2009
25 novembro, 2009
Agenda do ambiente
Palavras de 1992. Copenhaga está a chegar. A realidade pouco mudou até agora.
O vídeo é importante, vejam até ao fim, mostrem-no.
"Severn Suzuki" da Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente, durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente eo Desenvolvimento.
O vídeo é importante, vejam até ao fim, mostrem-no.
"Severn Suzuki" da Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente, durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente eo Desenvolvimento.
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Ambiente
19 novembro, 2009
Vaidade
Não resisto a pôr aqui esta entrevista do meu irmão Quico, ao MP4.
Fui buscar ao blogue do Ricardo, mas está também na página do Quico no MySpace, na forma de um comentário.
Quico Serrano
MP4 | MySpace Video
Fui buscar ao blogue do Ricardo, mas está também na página do Quico no MySpace, na forma de um comentário.
Quico Serrano
MP4 | MySpace Video
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Quico Serrano
18 novembro, 2009
Purcell e Händel em À Volta do Barroco
No sábado passado, vimos um Concerto fantástico na Casa da Música: The virtuoso voice, pela Academy of Ancient Music, dirigida por Richard Egarr, um multi-talentoso maestro e instrumentista e com a voz, mais do que virtuosa, de Carolyn Sampson.
O programa encontra-se aqui.
Para quem ainda não vai a estes concertos por causa do preço, devo dizer que este custou 10€ por bilhete. A sala estava composta, mas não cheia.
O programa encontra-se aqui.
Para quem ainda não vai a estes concertos por causa do preço, devo dizer que este custou 10€ por bilhete. A sala estava composta, mas não cheia.
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Purcell
06 novembro, 2009
Un Ballo in Maschera - Verdi
Angela Brown - Marcelo Alvarez
Não pude ver nem ouvir o Marcelo Alvarez, mas vi e ouvi Angela Brown, em Hamburgo, nesta ópera de Verdi. A história à volta do argumento é muito interessante e está relacionada com a História da Europa, na época de Verdi.
Eu sei que o vídeo é um pouco longo, mas vale a pena!
Não pude ver nem ouvir o Marcelo Alvarez, mas vi e ouvi Angela Brown, em Hamburgo, nesta ópera de Verdi. A história à volta do argumento é muito interessante e está relacionada com a História da Europa, na época de Verdi.
Eu sei que o vídeo é um pouco longo, mas vale a pena!
27 outubro, 2009
Bilhar às 3 tabelas
Vejam esta série de 9 carambolas. Desliguem o som, porque o comentador é russo, talvez, e não se percebe nada. O melhor do vídeo é que depois da carambola tem a repetição, com o desenho que faz a bola 1.
O jogador é Blomdahl, que foi pelo menos 3 vezes campeão mundial.
O jogador é Blomdahl, que foi pelo menos 3 vezes campeão mundial.
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Três tabelas
25 outubro, 2009
William BYRD: The Galliarde to the Sixte Pavian, MLNB 21
Estava eu nas minhas pesquisas, à procura de alguma informação para acrescentar numa partitura e encontrei este vídeo, que acho fantástico. Não posso deixar de partilhar.
Performed by Yan Snimschikov (vibraphone)
Performed by Yan Snimschikov (vibraphone)
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William Byrd
24 outubro, 2009
Tosca em Hamburgo
A última ópera que vi em Hamburgo.
Muito popular, dada a música de Puccini e a história de "faca e alguidar" fácil de entender e de provocar cenas dramáticas.
A soprano Paoletta Marrocu foi para além de grande cantora, muito boa actriz. Aliás o elenco era muito equilibrado.
Deixo aqui um vídeo, pequeno, de um trecho muito bonito. Não com a mesma cantora, mas muito bom.
10 outubro, 2009
Ainda Schubert

Wanderer Fantasy D. 760
Aqui neste local encontram a partitura.
E muito interessante ouvir e ler ao mesmo tempo.
Não se tem necessariamente que ter "dedos" para tocar.
08 outubro, 2009
Schubert "Wanderer-Fantasie"
Lang Lang Live in Carnegie Hall
Franz Schubert "Wanderer-Fantasie"
Agora a explicação musical do nome do Trio do post anterior.
Franz Schubert "Wanderer-Fantasie"
Agora a explicação musical do nome do Trio do post anterior.
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Wanderer Fantasy
07 outubro, 2009
TRIO WANDERER

O último Concerto que vi em Hamburgo, no dia 3 de Outubro, foi com este Trio Wanderer, que como podem ver, se seguirem o link, são de alta craveira.
Este foi o programa :
Ludwig van Beethoven: Klaviertrio c-moll op. 1/3
Franz Liszt: »Tristia«
Johannes Brahms: Klaviertrio Nr. 2 C-Dur op. 87
O Concerto foi na pequena sala do Laeiszhalle, que é a sala ideal para concertos de Música de Câmara.
Tivemos direito a ouvir um pouco de Haydn e de Dvorak nos encores.
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Wanderer Trio
01 outubro, 2009
Dia Mundial da Música
Ainda há pouco esteve em Portugal, para tocar e lançar um livro.
Continua a ser um dos homens que mais admiro, como músico e como pessoa.
Chopin Waltz Op.64 No.1 "Minute Waltz", Daniel Barenboim
Continua a ser um dos homens que mais admiro, como músico e como pessoa.
Chopin Waltz Op.64 No.1 "Minute Waltz", Daniel Barenboim
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Dia Mundial da Música
30 setembro, 2009
Brahms Violin Concerto Kremer Bernstein (movt. 3)
Amanhã é Dia Mundial da Música e como sempre começo hoje já a comemorar.
Num post do ano passado explicava a história da criação deste dia.
Hoje comemoro com Brahms, que é um compositor natural de Hamburgo e muito celebrado nessa cidade, que é hoje também um pouco a minha cidade.
Num post do ano passado explicava a história da criação deste dia.
Hoje comemoro com Brahms, que é um compositor natural de Hamburgo e muito celebrado nessa cidade, que é hoje também um pouco a minha cidade.
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Hamburgo
27 setembro, 2009
Não vejo saída para o conflito israelo-palestiniano

Daniel Barenboim, hoje no Público
"É por isso que falo de uma forma alternativa de pensar. A música não vai trazer paz, não vai trazer justiça, mas é uma forma alternativa de pensar."
" Quanto mais soubermos sobre uma coisa, mais podemos voar."
26 setembro, 2009
Revista Electrónica ShareMag
Através deste Link, podem ver desde o 1º número.
Eu gostei bastante do que vi.
Eis a descrição da revista, feita por José Carlos Marques, o autor:
"A revista aborda vários temas ligados à Cultura, com especial destaque para a Fotografia, e pretende afirmar-se como uma plataforma de divulgação e reconhecimento de projectos e autores, caracterizando-se desde o inicio pela total liberdade de publicação que é imputada nos seus intervenientes."
Fica aqui também o link para o blog Share Magazine
Eu gostei bastante do que vi.
Eis a descrição da revista, feita por José Carlos Marques, o autor:
"A revista aborda vários temas ligados à Cultura, com especial destaque para a Fotografia, e pretende afirmar-se como uma plataforma de divulgação e reconhecimento de projectos e autores, caracterizando-se desde o inicio pela total liberdade de publicação que é imputada nos seus intervenientes."
Fica aqui também o link para o blog Share Magazine
12 setembro, 2009
Julia Fischer - Bach Concertos
Ontem estive a ver, na Mezzo TV, um Concerto de 1 de Janeiro de 2008, em que a Julia Fischer (que eu só conhecia de nome como violinista), começou por tocar o Concerto nº3 para violino e orquestra de Saint-Säens. Na segunda parte aparece ela outra vez, só mudou de vestido e de instrumento, a tocar o Concerto de Grieg, em Lá menor, para piano e orquestra.
Neste vídeo é Bach, mas aqui, neste link, podem ler alguma coisa sobre ela e sobre o dito concerto.
Neste vídeo é Bach, mas aqui, neste link, podem ler alguma coisa sobre ela e sobre o dito concerto.
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Julia Fischer
10 setembro, 2009
Bach - outra vez

Ainda ando a ouvir, pensar e tentar tocar alguma coisa das Variações Goldberg.
Claro que é Bach, mas mesmo sendo Bach já me podia ter cansado! Mas não. Acreditem que já cheguei a sonhar noites inteiras com a música e com as partituras.
O pianista é Glenn Gould, em "The Fabulous Recording of 1955"
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Variações Goldberg
26 agosto, 2009
Trio Echnaton - Beethoven e Bach
Eis então o segundo concerto do Festival de Música de Schleswig-Holstein.
Uma formação diferente, que tem em comum o violoncelista - Franck-Michael Guthmann - e um programa diferente, que tem em comum a transcrição de Dmitry Sitkovetsky das Variações Goldberg BWV 988 de J.S. Bach.
A primeira parte foi o Trio G-Dur op.9 Nr.1 de Beethoven e a segunda Bach, na tal transcrição. Os músicos são, claro, muito bons.
O Concerto teve lugar numa Igreja em Glückstadt, cidade próxima de Hamburgo e ligada também ao Elba.
Uma formação diferente, que tem em comum o violoncelista - Franck-Michael Guthmann - e um programa diferente, que tem em comum a transcrição de Dmitry Sitkovetsky das Variações Goldberg BWV 988 de J.S. Bach.
A primeira parte foi o Trio G-Dur op.9 Nr.1 de Beethoven e a segunda Bach, na tal transcrição. Os músicos são, claro, muito bons.
O Concerto teve lugar numa Igreja em Glückstadt, cidade próxima de Hamburgo e ligada também ao Elba.
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25 agosto, 2009
Händel - Israel in Egypt HWV 54

Ontem, em Lübeck, assistimos, eu e o Rainer, a um Concerto de luxo.
Händel pelo Monteverdi Choir, pelos English Baroque Soloists e dirigido por Sir John Eliot Gardiner. Nada mais nada menos do que os melhores entre os melhores. Acreditem, todos naquele coro são solistas, todos os músicos da orquestra também.
Foi o terceiro e último concerto do Schleswig-Holstein Musik Festival deste ano, para nós. Espero para o ano poder cá estar outra vez.
Tenho ainda o segundo concerto para postar aqui. Talvez amanhã, quem sabe!
13 agosto, 2009
Johann Michael Bossard - artista plástico
Se tiverem paciência para ver estas imagens da Kunststätte Bossard , ficarão com uma ideia do que este homem produziu na sua vida. É pena não haver informação em inglês no site oficial, nem mesmo no local em Jesteburg, aqui, perto de Hamburgo. Não consegui encontrar, na internet, informação noutra língua. Se alguém conseguir agradeço que me enviem o link.
Além de ter visto tudo o que é acessível ao público com poucas restrições, estive dentro da casa particular. Ali é tudo trabalhado como se vê, por exemplo, na fotografia da sala que tem o piano, ou como o Templo das Artes, do qual esta segunda fotografia é um pormenor: até as traves do telhado estão pintadas.
Esta terceira fotografia é da janela da sala do último andar, que era um dos ateliês de Bossard.
Para além do prazer de ver tudo o que está exposto, fiquei muito impressionada com o tempo, provavelmente obecessivamente ocupado em acção. Sei que não viveu neste local toda a sua vida, por isso ainda me confunde mais.
12 agosto, 2009
Um pé em Berlin
Hoje, de Berlin, um pé. Será que alguém descobre de quem?
A fotografia é de 1 de Agosto, tirada por mim.
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11 agosto, 2009
Praias no Mar Báltico
Ainda nos queixamos de praias cheias de gente... Pelo menos as "barracas" destas praias são muito mais bonitas. Já as tinha visto, mas não ao vivo.
10 agosto, 2009
Variações Goldberg - Bach
Um Concerto extraordinário, pelo Ensemble Resonanz , que tive a sorte de assistir, no âmbito do Schleswig-Holstein Musik Festival
Samstag, 8. August 2009, 20.00 Uhr
Ev.-Luth. Vicelinkirche, Neumünster
Johann Sebastian Bach: »Goldberg-Variationen« BWV 988 (Fassung für Streichorchester)
Anton Webern: Fünf Sätze op. 5, Fassung für Streichorchester
Anton Webern: Streichquartett op. 28
Juditha Haeberlin, Einstudierung
Frank-Michael Guthmann, Einstudierung
Nunca tinha ouvido em transposição para cordas e contínuo e adorei.
Só depois, ao ver o site, me apercebi que tinham um CD gravado com a peça.
Os links são para as páginas em Inglês.
Samstag, 8. August 2009, 20.00 Uhr
Ev.-Luth. Vicelinkirche, Neumünster
Johann Sebastian Bach: »Goldberg-Variationen« BWV 988 (Fassung für Streichorchester)
Anton Webern: Fünf Sätze op. 5, Fassung für Streichorchester
Anton Webern: Streichquartett op. 28
Juditha Haeberlin, Einstudierung
Frank-Michael Guthmann, Einstudierung
Nunca tinha ouvido em transposição para cordas e contínuo e adorei.
Só depois, ao ver o site, me apercebi que tinham um CD gravado com a peça.
Os links são para as páginas em Inglês.
18 julho, 2009
Simply Red - Ev'ry Time We Say Goodbye (live)
Hoje acordei com esta canção na cabeça, sabe-se lá porquê!
Sendo assim, resta-me partilha-la, a ver se vai povoar outras mentes.
Esta é apenas uma versão. A música é de Cole Porter.
Sendo assim, resta-me partilha-la, a ver se vai povoar outras mentes.
Esta é apenas uma versão. A música é de Cole Porter.
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08 julho, 2009
Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim 2009

Está a chegar, um dos melhores festivais de Música que eu conheço.
Deixo-vos o programa no link, ou se quiserem ver mais vão directamente ao site do Município.
O programa é muito bom.
06 julho, 2009
“Ter esta ideia da democracia é “monstruoso”, a análise de José Gil e o “estado da Nação”
Para quem tiver tempo de ver e ouvir e pensar.
Continuo a achar que o que o José Gil pensa e diz é importante para nós, cidadãos portugueses e cidadãos do mundo.
Continuo a achar que o que o José Gil pensa e diz é importante para nós, cidadãos portugueses e cidadãos do mundo.
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05 julho, 2009
Rachmaninov por Ashkenazy
Rachmaninov tocado por Ashkenazy. Talvez não esteja na moda, mas faz parte do que eu estava a ouvir, dentro da música que tenho. Música para dois pianos, Suite nº 1 em G minor, op.5, nº4.
23 junho, 2009
Paris - Texas, o filme de Win Wenders
A propósito de uma pequena conversa com duas colegas, percebi que há algumas pessoas que não conhecem este filme. Sabem como é aquela mania que temos às vezes, de que todas as pessoas conhecem o mesmo que nós? Pois, de vez em quando acontece que descubro que não.
Esta é a razão do post, recomendar a quem nunca viu, que veja este filme, que eu acho fabuloso.
O vídeo é o que pude encontrar, não encontrei o trailer. Acho que dá para aguçar um pouco o apetite.
Esta é a razão do post, recomendar a quem nunca viu, que veja este filme, que eu acho fabuloso.
O vídeo é o que pude encontrar, não encontrei o trailer. Acho que dá para aguçar um pouco o apetite.
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20 junho, 2009
06 junho, 2009
Delibes - Lakmé Flower Duet Erika Miklosa Bernadett Wiedemann
Na semana passada a minha irmã ofereceu-me um CD com árias de ópera.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
03 junho, 2009
The Muppet Show - Ease on Down the Road
Uma nova versão da história do flautista e dos ratos.
O flautista é Jean-Pierre Rampal.
O flautista é Jean-Pierre Rampal.
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25 maio, 2009
Os Brincalhões

Adorei o título desta carta de um leitor ao Director do Público!
Publico-a aqui porque costumo dizer que se brinca às escolinhas e este leitor tem exactamente a mesma ideia do que eu.
24 maio, 2009
A Europa, as eleições e os Europeus

Hoje no Público, diz Teresa de Sousa que a "A crise é o traço de união entre os 27 países da União Europeia que, com os seus 375 milhões de eleitores, se preparam para escolher, entre 4 e 7 de Junho, os seus representantes no único parlamento supranacional do mundo eleito por sufrágio universal." É realmente um prodígio, uma situação impensável em tempos anteriores. Mas também faz a análise do que separa a Europa e do medo da perda de identidade.
Eu acho que a UE ainda é demasiado união económica e ainda está demasiado sujeita à manipulação do poder político e dos média.
Há uns dias alertaram-me para a falta de notícias diárias sobre a UE no Público, por exemplo e em muitos jornais na Alemanha, em comparação com a imprensa da Dinamarca. Só em vésperas de eleições, ou mudança de direcção ou assinaturas de tratados é que a UE aparece na imprensa, nomeadamente a portuguesa.
Claro que há apatia, falta de informação e de interesse.
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21 maio, 2009
Arte - Quadro Chinês

Este é um famoso quadro chinês, tesouro cultural do país e património do
Museu de Xangai, que leva multidões a apreciá-lo demoradamente. Pintado
entre 1085 e 1145, mede cerca de 24.5 por 5,28 m.
Apreciem-no, deslocando o cursor.
*Quando aparecerem quadrados brancos, cliquem*
16 maio, 2009
06 maio, 2009
Jesse
Para experimentar postar só audio, uma canção que gosto muito, de ouvir, de tocar e de cantar. Já sei que há quem não goste.
Agradeço ao Ticha.
Agradeço ao Ticha.
24 abril, 2009
25 de Abril
Maré Alta
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
Sérgio Godinho
A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
Sérgio Godinho
A Liberdade ainda é um bem que precisa de protecção. É daquelas conquistas que têm de ser sempre relembradas e ensinadas a usar. Espero que ainda esteja a passar por aqui.
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Sérgio Godinho
23 abril, 2009
Liszt-Piano piece in A flat major (Funf Klavierstucke N 2)
Uma pequena peça de Franz Liszt, que encontrei, precisamente porque queria ouvir e verificar como se toca. Não tenho o audio por isso encontrei-a neste formato.
O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.
O pianista, Leslie Howard era-me desconhecido. Provavelmente há por aí muitas pessoas que o conhecem.
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17 abril, 2009
Un'aura amorosa (Così fan tutte/Mozart)
Così fan tutte, o título da última ópera que vi em Hamburgo, na Páscoa.
Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor.
Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa.
A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber.
Óptima representação, cómica como devia ser.
Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.
O vídeo é precisamente uma ária de Ferrando.
Foi uma récita perfeita: de todas as que já vi, com o Rainer, na Hamburgische Staatoper, esta foi a melhor.
Todos os cantores bons, a encenação muito original, boa luz, orquestra muito boa.
A versão que tenho em DVD inicia a ópera com as 3 figuras masculinas numa cena de esgrima. Em Hamburgo Ferrando e Guilelmo eram violinistas na orquestra e Don Alfonso contrabaixista e estavam já em palco na abertura, sem o público saber.
Óptima representação, cómica como devia ser.
Destaco o cantor Benjamin Hulett, no papel de Ferrando, porque tem uma voz lindíssima.
O vídeo é precisamente uma ária de Ferrando.
15 abril, 2009
Vale a pena ler
Excerto da crónica de hoje, no Público, de Santana Castilho.
"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."
"Os senhores do dinheiro, os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário, têm-se apossado, paulatinamente, de tudo o que reflectia e questionava. Sob o manto diáfano de Bolonha, entraram nas nossas universidades. Apearam a procura livre e autónoma do saber e colocaram no altar os resultados. O seu desígnio é transformá-las em sucursais empresariais devidamente uniformizadas. Desceram depois às escolas básicas e secundárias, transformaram-nas em casernas abertas 12 horas por dia e chamaram-lhes escolas a tempo inteiro. Encaixotaram a Filosofia, a História e a Literatura. Meteram os ciganos em contentores sob a epígrafe de "caso intermédio de integração". Chamaram a polícia quando entenderam. Em nome da avaliação do desempenho, burocratizaram criminosamente e escravizaram com trabalho inútil. Num ano, transformaram a escola, lugar de cooperação por excelência, numa antecâmara de competição malsã. Meia dúzia de grelhas de classificação do desempenho que me foram dadas a examinar, concebidas para a atribuição da menção "Excelente", deixaram-me arrepiado por tipificarem tudo o que um professor não deve ser. Entendamo-nos. Desde sempre, todos os chefes competentes e todos os chefiados honestos concordaram com a necessidade de avaliar para gerir bem. Mas dificilmente alguém me convencerá de que é útil aplicar medidas de desempenho estereotipadas, normalizadas e gerais a tudo o que é diverso. Ou que se pode tudo medir e tudo indexar a resultados. É esta cultura de avaliação que contesto. É a relevância que se lhe atribui que repudio. É a passividade da sociedade face a esta versão moderna de fascismo que me preocupa."
07 abril, 2009
Tschaikovsky - Sinfonia nº5
Eis uma amostra do que vi e ouvi ontem, ao início da noite, em Hamburgo, no Laeiszhalle.
O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher.
Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.
A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.
O Concerto fazia parte duma série da NDR Sinfonieorchester, com o maestro Christoph Dohnányi. A primeira parte foi um concerto para violino Offertorium, de Sofia Gubaidulina, tendo como solista Arabella Steinbacher.
Sobre esta primeira parte ainda não sei muito bem o que pensar, pois se a solista é realmente muito boa e a orquestra também, a música é, para mim, quase incompreensível. Pode ser que haja por aí alguém que conheça e tenha uma opinião mais bem formada sobre esta música do que eu.
A sinfonia está toda no youtube, basta começar no vídeo I. E apesar de ser uma boa versão, garanto que ao vivo é muito melhor.
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02 abril, 2009
Dave Brubeck - Take Five - 1966
Só vou ao Youtube quando quero encontrar alguma coisa determinada ou já guardada. Às vezes para fazer um post outras para mostrar aos meus alunos. Também já vos deve ter acontecido ir ver os "vídeos recomendados". Pois é, apareceu-me este, que dedico a todos os amantes do jazz em particular e a todos os amantes da boa música no geral.
1966 in Berlin Germany
Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - alto sax
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums
1966 in Berlin Germany
Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - alto sax
Eugene Wright - bass
Joe Morello - drums
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27 março, 2009
A propósito do dia Mundial do Teatro...
e à boleia das ideias do Ideias Soltas, deixo além do Link, um pequeno excerto:
"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."
"A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário - os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar e incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes."
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10 março, 2009
Tibete
Hoje no Editorial do Público "Grande muralha" para calar a histórica identidade tibetana
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "
É bom não esquecer
Nuno Pacheco, entre outras coisas diz: " Ontem, nas vésperas da prescrita data, o Presidente chinês, Hu Jintao anunciou uma "Grande Muralha" para "estabilizar" o Tibete. Será, diz ele, uma muralha "robusta contra o separatismo e para proteger a unidade da pátria, fazendo o Tibete progredir de uma estabilidade básica até garantirmos uma ordem e uma estabilidade duradouras". Isto, segundo o que se sabe, quer dizer mais repressão e uma cada vez maior aculturação, de modo a que a tal "estabilidade duradoura" tire ao Tibete qualquer identidade cultural própria e o dilua irreversivelmente na China. Para que tal não suceda, importa que a causa do Tibete não seja esquecida, ou banalmente ofuscada por negócios que a transcendem. E que deixam na sombra os seus muitos mortos.
A invasão chinesa tem que ser vista, ainda hoje, cinquenta anos passados, como uma invasão, não como um facto consumado. O mundo deve insistir na via diplomática para resolvê-la, não esquecendo que há ainda muitos tibetanos desaparecidos ou torturados apenas por defenderem o direito às suas crenças e à sua rica e vasta cultura milenar. "
É bom não esquecer
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Tibete
08 março, 2009
Isn't it a Pity, George Harrison
Isn't it a pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity
Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity
(6 times, fade the 6th:)
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity
Now, isn't it a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Some things take so long
But how do I explain
When not too many people
Can see we're all the same
And because of all their tears
Their eyes can't hope to see
The beauty that surrounds them
Isn't it a pity
Isn't it a pity
Isn't is a shame
How we break each other's hearts
And cause each other pain
How we take each other's love
Without thinking anymore
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Isn't it a pity
Forgetting to give back
Now, isn't it a pity
(6 times, fade the 6th:)
What a pity
What a pity, pity, pity
What a pity
What a pity, pity, pity
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01 março, 2009
Ano de Haydn
Han Na Chang-Haydn Cello Concerto, em Dó M , último andamento.
Duzentos anos, que Haydn morreu.
Acho a violoncelista fantástica.
Duzentos anos, que Haydn morreu.
Acho a violoncelista fantástica.
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26 fevereiro, 2009
Jerusalem Quartet
Jerusalem Quartet
Joseph Haydn: Streichquartett f-Moll op. 20/5
Bela Bartók: Streichquartett Nr. 4
Johannes Brahms: Streichquartett a-Moll op. 51/2
Foi este o programa do Concerto que vi no sábado passado, em Hamburgo, na sala pequena do Laeiszhalle
O quarteto de Bartok foi o melhor, absolutamente moderno.
Fica aqui uma pequena amostra deles:
Joseph Haydn: Streichquartett f-Moll op. 20/5
Bela Bartók: Streichquartett Nr. 4
Johannes Brahms: Streichquartett a-Moll op. 51/2
Foi este o programa do Concerto que vi no sábado passado, em Hamburgo, na sala pequena do Laeiszhalle
O quarteto de Bartok foi o melhor, absolutamente moderno.
Fica aqui uma pequena amostra deles:
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Quarteto Jerusalém
19 fevereiro, 2009
Pelléas et Mélisande - Claude Debussy
Esta é a próxima ópera que vou ver aqui, já no próximo fim de semana. É uma ópera sem os habituais esquemas de árias e coros, recitativos e grandes melodias populares. Nunca a vi por inteiro, embora a tenha ouvido. Espero que seja realmente uma nova experiência.
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
15 fevereiro, 2009
Campanha pelo Bandoneon
Aqui ao lado, no Anacruses, está a decorrer uma nova eleição de instrumentos, na categoria dos Aerofones.
Desta vez faço campanha pelo Bandoneon.
Desta vez faço campanha pelo Bandoneon.
14 fevereiro, 2009
Música portuguesa, concerteza!
Carlos Seixas - Sonata em Sol Menor
Através do Ideias Soltas cheguei a este site .Encontrei lá este vídeo, com esta Sonata de Carlos Seixas.
Através do Ideias Soltas cheguei a este site .Encontrei lá este vídeo, com esta Sonata de Carlos Seixas.
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Música Portuguesa
25 janeiro, 2009
Dueto - Chico Buarque e Nara Leão
Nunca tinha ouvido esta canção.
Não se pode conhecer tudo nem saber tudo.
Ia postar aqui "A banda" do Chico Buarque e fui ouvir esta canção.
Pode ser que mais alguém goste.
Dueto
Composição: Chico Buarque
Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca
Não se pode conhecer tudo nem saber tudo.
Ia postar aqui "A banda" do Chico Buarque e fui ouvir esta canção.
Pode ser que mais alguém goste.
Dueto
Composição: Chico Buarque
Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca
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Nara Leão
18 janeiro, 2009
Bernstein & Glenn Gould
Encontrei este vídeo hoje e fiquei completamente siderada, com a visão das mãos do Glenn Gould. Já vi tantas gravações dele a tocar e nunca tinha visto as mãos desta forma.
A música tenho quase a certeza que é Bach, mas preciso que alguém me ajude a identificar precisamente.
Aceitam-se todas as contribuições construtivas e de boa vontade.
A música tenho quase a certeza que é Bach, mas preciso que alguém me ajude a identificar precisamente.
Aceitam-se todas as contribuições construtivas e de boa vontade.
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Em defesa do violoncelo II
Gostaria de me redimir então, do último violoncelista que aqui pus a tocar.
Mischa Maisky tem uma forma totalmente diferente de tocar, é também uma das versões que tenho em audio, mas gosto muito mais de Tortelier e de Pierre Fournier.
Da suite nº 3, em Dó Maior, BWV 1009, Bourrée I e II
Mischa Maisky tem uma forma totalmente diferente de tocar, é também uma das versões que tenho em audio, mas gosto muito mais de Tortelier e de Pierre Fournier.
Da suite nº 3, em Dó Maior, BWV 1009, Bourrée I e II
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Votos.
15 janeiro, 2009
10 janeiro, 2009
Música em Lisboa

Como não posso lá ir fica aqui o artigo do Público sobre o Concerto, de hoje, de Ano Novo. Bach e Francisco António de Almeida. O artigo, acho eu, está interessante.
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02 janeiro, 2009
As Festas Musicais em Hamburgo


Como não podia deixar de ser: primeiro um Concerto no Laeiszhalle com o sequinte programa: SOL GABETTA Violoncello Antonio Vivaldi 1678-1741) Konzerte für Violoncello Arcangelo Corelli (1653-1713) Concerti grossi 27. 12. 2008 - Hamburg, Laeiszhalle .
O que me deixou mais espantada foi o Inverno de Vivaldi tocado com o Violoncelo como solista. Muitas pessoas já terão visto e ouvido, mas para mim foi a primeira vez.
Tenho de dizer que a orquestra é muito, muito boa.
A segunda parte da festa musical foi A Flauta Mágica na Ópera de Hamburgo . Não vale a pena falar da música, porque é sempre fantástica, mas talvez porque sempre associei alguma coisa de extraordinário a esta ópera, foi uma desilusão. Provavelmente estava à espera de uma cenografia diferente, porque não posso dizer nada da interpretação, notável sobre todas as perspectivas, menos nesta, relacionada directamente com as escolhas cénicas. E foi uma pena! Já aqui vi tantas óperas e logo esta me desiludiu.
24 dezembro, 2008
Danny Boy
Verdadeiramente uma canção muito bonita, também apropriada para o Natal.
Neste caso com um pouco de humor.
Bom Natal para todos!
Neste caso com um pouco de humor.
Bom Natal para todos!
23 dezembro, 2008
Eric Clapton - Tears in Heaven
Esta canção é só para relaxar antes das festas.
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Eric Clapton
21 dezembro, 2008
Ella Fitzgerald - Bewitched, Bothered & Bewildered
Primeiro dia de Inverno e o Natal vem aí.
A versão que gosto mais é cantada pela Linda Ronstadt, mas o vídeo é horroroso para os meus padrões estéticos e por isso não o posso postar.
Encontrei esta versão de 2006, mas também não me agrada muito.
A versão que gosto mais é cantada pela Linda Ronstadt, mas o vídeo é horroroso para os meus padrões estéticos e por isso não o posso postar.
Encontrei esta versão de 2006, mas também não me agrada muito.
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14 dezembro, 2008
José Afonso - Balada do Outono
Agora que o Outono está a chegar ao fim:
"From the greatest singer songwriter of popular Portuguese music, a classic ballad from the beginning of his career. Originally written and sung in the 60's this is the definitive version recorded in 1981. A classic song of fado-de-Coimbra.From the album "Fados de Coimbra e outras canções"."
"From the greatest singer songwriter of popular Portuguese music, a classic ballad from the beginning of his career. Originally written and sung in the 60's this is the definitive version recorded in 1981. A classic song of fado-de-Coimbra.From the album "Fados de Coimbra e outras canções"."
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Outono
06 dezembro, 2008
Turandot - A última ópera de Puccini
Foi também a última ópera que vi, com o Rainer, em Hamburgo! No mesmo lugar de todas as outras que já aqui postei.
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
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