18 junho, 2018

Quatro biliões de anos de evolução em seis minutos


Parece-me que todas as pessoas conseguem entender esta explicação.
Muito clara.

Four billion years of evolution in six minutes



"Did humans evolve from monkeys or from fish? In this enlightening talk, ichthyologist and TED Fellow Prosanta Chakrabarty dispels some hardwired myths about evolution, encouraging us to remember that we're a small part of a complex, four-billion-year process -- and not the end of the line."

29 abril, 2018

Rachmaninoff - Symphony No 2 in E minor, Op 27 - Adagio


Podem ver e ouvir a Sinfonia toda, mas marquei o vídeo para iniciar no 3º andamento, no Adágio.
Ouvi-o ontem no Mezzo e o meu cérebro passou a noite a ouvi-lo enquanto dormia.
Realmente infiltra-se. Mas vale a pena ouvir a sinfonia toda.







25 abril, 2018

25 de ABRIL SEMPRE



Sem nenhuma ideologia por trás do título, a não ser aquela que defende a LIBERDADE, a CIDADANIA,  enfim os DIREITOS HUMANOS!

Talvez por isso se celebra A Revolução dos Cravos com as Canções de Intervenção.
Neste caso, na minha escola, com os colegas, uma canção do Zeca Afonso, "Traz Outro Amigo Também", no intervalo grande, para os colegas (poupo-vos o áudio)!















Os alunos também têm sido incluídos nesta celebração, na sala de aula, em várias disciplinas. Nos últimos dias ouve-se cantar a Grândola, vêem-se vídeos, fotografias, contam-se histórias, fazem-se retratos e muito mais.

19 abril, 2018

" A educação não pode ignorar a curiosidade das crianças", diz Edgar Morin

Post repescado do VoxNostra, um blogue colectivo que está ainda online mas parado.
Continua actual, senão mais actual ainda!



RIO - O antropólogo, sociólogo e filósofo Edgar Morin fará uma das quatro conferências magnas do encontro internacional Educação 360, promovido por O GLOBO e "Extra" em parceria com Sesc e da Prefeitura do Rio, com apoio do Canal Futura. O evento acontece dias 5 e 6 de setembro, na Escola Sesc do Ensino Médio, em Jacarepaguá. Nesta entrevista, Morin critica o modelo ocidental de ensino e diz que o professor tem uma missão social, por isso, segundo ele, “é preciso educar os educadores”.



Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?
A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado. É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.



Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?
O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo. O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.


O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento?Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe, são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar. Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe um outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da Humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis. A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.


O que é a transdisciplinaridade, que defende a unidade do conhecimento?
As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa. O meu livro “O homem e a morte” é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.


Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?
É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional. O economista, muitas das vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.


A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das escolas? Por quê?
Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento. Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.


Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?
O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão.

In O Globo , entrevista por 
17/08/2014 


07 abril, 2018

David Bueno explica cómo cambia nuestro cerebro al aprender.



Uma conversa absolutamente imperdível e altamente interessante e esclarecedora.
A Neurociência ao serviço da Educação, num discurso límpido e directo.
Se activarem as legendas em Espanhol, sem serem automáticas, percebe-se melhor.




02 abril, 2018

Os mundos da ansiedade

Publicado ontem no Público, escrito por


Destaco a conclusão, mas acho que vale a pena ler tudo.

"Todos os episódios aqui elencados podem ser vistos como manifestações de problemas globais. Não se reduzem a geografias concretas. Não são propriedade de sociedades ou “culturas” específicas. São resultado de múltiplos factores históricos, muitos deles associados às múltiplas globalizações que desde há muito originaram o encontro da diferença e as ansiedades e receios deste resultantes. Nascem do estereótipo e do rumor. Decorrem de simplificações de vária ordem, da redução de problemas a explicações mono causais ou da sua claríssima manipulação interesseira. Promovem “soluções” que frequentemente ampliam o problema que declaram resolver. É obrigatório descodificar os seus usos mais grosseiros e perniciosos."


28 março, 2018

In High School, the Kids Are Not All Right


Publicado no site Edutopia. Um assunto pouco falado e muito calado em que a grande maioria das pessoas, professores incluídos, não tem competências para tratar. Nestes casos, usar só o conhecimento do senso-comum acaba por ser perigoso.




With social and academic pressure mounting, a teacher shares what he’s learned about tracking his students’ mental well-being.

23 fevereiro, 2018

Lascia ch'io pianga (Rinaldo)


Hoje 23 de Fevereiro, aniversário de Haendel





Também gosto muito desta interpretação:

15 fevereiro, 2018

Rimsky-Korsakov Quintet in B flat major


Uma música que me põe invariavelmente bem disposta.
De um compositor pouco conhecido pela maioria das pessoas não ligadas à Música, mas que vale a pena conhecer.


14 fevereiro, 2018

O Carnaval dos Animais


Já que não fui ao Carnaval, trouxe o Carnaval para cá!
É uma peça de referência quando se fala em ironia relacionada com a música, na minha modesta e subjectiva opinião.
Deixo também todas as informações e créditos que estão publicados no canal do  Youtube de onde retirei o vídeo e a música.





Carnival of The Animals Complete Full Version Le Carnaval des Animaux Complet by Camille Saint-Saëns. The Carnival of the Animals (Le carnaval des animaux) is a humorous musical suite comprising 14 movements by the French Romantic composer Camille Saint-Saëns. The movements are listed below with the French translation in brackets and a clickable time menu: 00:00 1. Intro & Royal March of the Lion (Introduction et marche royale du lion) 01:44 2. Hens and Roosters (Poules et Coqs) 02:32 3. Wild Asses:Swift Animals (Hémiones:Animaux Véloces) 03:07 4. Tortoises (Tortues) 05:03 5. The Elephant (L'éléphant) 06:33 6. Kangaroos (Kangourous) 07:29 7. Aquarium (Aquarium) 09:59 8. Personages with Long Ears (Personnages à Longues Oreilles) 10:46 9. The Cuckoo in the Depths of the Woods (Le coucou au Fond des Bois) 13:12 10. Aviary (Volière) 14:20 11. Pianists (Pianistes) 15:27 12. Fossils (Fossiles) 16:43 13. The Swan (Le Cygne) 19:20 14. Finale (Final)

The work has grown in popularity and is now won of Saint-Saëns’s most well known works. It is often recorded along with Prokofiev's Peter and the Wolf or Britten's The Young Person's Guide to the Orchestra. Camille Saint Saens was born on 9th October 1835 in Paris and showed early aptitude for music and he drew comparisons with Mozart at the same age. He made his solo concert debut at 10 and became a church organist, first at Saint-Merri, Paris, and then at La Madeleine, the official church of the French Empire. His most popular compositions include Introduction and Rondo Capriccioso (1863), the Second Piano Concerto (1868), the First Cello Concerto (1872), Danse macabre (1874), the opera Samson and Delilah (1877), the Third Violin Concerto (1880), the Third ("Organ") Symphony (1886) and The Carnival of the Animals (1886). He died suddenly of a heart attack on 16th December 1921, and the age of 86 and after a state funeral he was buried at the Cimetière de Montparnasse. The video images show various animals from the 14 movement, with all images supplied by: Can Stock Photo http://www.canstockphoto.com Video edited by Vuetunes.   CREDITS AND MUSICAL ATTRIBUTION: Work: “Carnival of the Animals” Category: Musical Suite Movements: Complete Work with all 14 Movements Composer: Camille Saint Saens Completed: 1886 Performers: 1. Seattle Youth Symphony Orchestra 2. Schumann Sisters (Movements 4 and 11) 3. Tiiu Haamer & Norman Reintamm (Movement 9) 4. John Michel (Movement 13) Images: Various Animal Images Image Supplied by: Can Stock Photo http://www.canstockphoto.com




11 fevereiro, 2018

The art of reflection: how to become a more thoughtful educator


Eis um bom artigo, retirado daqui muito importante e interessante, para professores, essencialmente nos dias stressantes que correm. Vivemos sempre a correr e pressionados. Já ninguém sabe parar, reflectir e controlar a sua própria vida. 
Faço minhas as palavras de Jamie Thom. 
De certeza que são mais explícitas .
Boa leitura e boa reflexão!



Reflecting on how you’re doing in the classroom can help you take ownership of your teaching and identify areas for improvement
In an effort to improve my teaching practice, I’ve made some pretty unattainable teaching resolutions in the past. I’ve told myself I’ll conquer all behaviour management issues; work-life balance will be my new middle name; and the marking pile will be seamlessly controlled. But such resolutions are usually made during the holidays, and it doesn’t take long for them to dissipate once I’ve returned to the classroom.
Most teachers are passionate about what they do. But research suggests that after the first few years of teaching they can begin to stagnate in their practice. It’s easy for frustrations about making the same mistakes to creep in, and we often look for quick fixes. As Dylan William suggests: “Teachers are like magpies. They love picking up shiny little ideas from one classroom; taking it back to their classroom; trying it once, and then moving on to the next shiny idea.”
So how can teachers energise themselves and become more thoughtful educators? I’ve found that taking control of my development through regular reflection and follow-up actions has helped me take ownership of my teaching and better understand how I can improve. Here are four tips for doing the same.

Ask yourself how you want to improve


Teaching is a remarkably complex, multifaceted skill, and there is never a sense of having “mastered” it. While this could be an intimidating idea, it’s actually one of the most energising and exciting things about the profession.

Realising this begins to remove the stress and competitive element of the job. The goal becomes more simple: to be one step better than you were before. Ask yourself what aspect of teaching you want to improve on. How will you do this? Consider the impact of any changes you’re making in the classroom. Picking a pedagogical focus for each half term is a useful approach: last term I focused on the impact of refining different questioning styles.

Track your progress


Regularly recording your thoughts can help you track progress and make informed decisions about how to move forward. Writing a diary is one option, or you might prefer to join the huge number of teachers sharing their ideas more publicly with online blogs (anonymous or otherwise).
If you are dealing with stress, for example, recording your thoughts over time could help identify the source of the difficulty and what you might do to cope. Or in looking at your students’ understanding of your subject, you might reflect on your ability to give clear explanations, and then experiment with the pace and words you use.
I’ve found that taking 10 minutes to write at the end of the school day is useful for understanding interactions between myself and my students.

Read around your subject


Individual observations can only go so far. There are a range of educational books and a growing body of educational research that can help to fuel this more thoughtful approach to teaching.
Last year, I decided to read 12 books to guide my efforts towards self-improvement. I had to make time in a full timetable, but the process helped me think more clearly about what I wanted to change.
One book a term can provide a roadmap to stimulating reflection; as you read you experiment in your classroom and consider the impact. It can be very motivating to see the small gains in your teaching as your repertoire of skills continues to develop

Find a coach


Coaching can help too. Primary assistant headteacher Aidan Severs has written about how his school’s coaching model is inspiring teachers to fine-tune their practice.
If your school doesn’t have a formal coaching structure, you could look at starting an informal coaching relationship with a colleague. Sometimes we need others to guide our thinking through questioning and probing, and a coaching relationship can motivate you to improve.

Jamie Thom is an English teacher and the author of Slow Teaching: on finding calm, clarity and impact in the classroom, published in March. He blogs atwww.slowteaching.co.uk and tweets @teachgratitude1

31 janeiro, 2018

Os amigos reagem ao mundo da mesma forma e isso vê-se no cérebro


Um artigo muito interessante, publicado hoje no Público e que pode explicar, pelo menos para mim, porque é que ao longo da vida fiz e tenho tão poucos amigos.


Estudo publicado na revista Nature Communications avaliou padrões de actividade neuronal e concluiu que os amigos podem ser muito parecidos na forma como reagem emocionalmente ao mundo que os rodeia.

09 agosto, 2017

Stanislas Dehaene - aprender a ler


Aprender a ler: uma revolução no cérebro


Retiro este bocadinho desta entrevista. Vale a pena ler tudo e talvez um pouco mais.
Aqui podem ler e descarregar um livro deste neuro-cientista.
Penso que o assunto é demasiado importante para cair no esquecimento.

« Ele pretende que a pedagogia e a psicologia possam se beneficiar dos estudos da neurociência para criar métodos de ensino mais eficazes. “A escola transforma nosso cérebro”, diz. “Para o bem, claro”».