Devo a publicação deste post ao Rainer, que morreu hoje.
Todas, ou quase quase todas as óperas e concertos que vimos juntos, estão aqui publicadas. E estão-no porque ele gostava de ver os meus posts.
A música, de todos os estilos e épocas, ouvida ao vivo, gravada ou trocada em CDs e emails, foi um ponto muito forte da nossa relação.
Infelizmente, "La Bohème", não é uma ópera alegre, mas muito dramática e triste. Foi também das melhores que vimos, onde todas as vozes eram fora de série e tudo o resto altamente conseguido.
Aqui podem ver todo o elenco.
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25 abril, 2011
29 novembro, 2010
Madama Butterfly
Outra vez uma ópera em Hamburgo, outra vez Puccini. Desta vez com Hellen Kwon no papel de Madame Butterfly.
Não sei se é uma "estrela" mas é realmente uma cantora fantástica.
Muito segura, nada fora do lugar.
O cenário muito simples mas eficaz e funcional.
A orquestra como sempre de alta qualidade.
A Staatsoper Hamburg leva esta ópera à cena desde 1963.
Como não encontrei nenhum vídeo da Hellen Kwon, deixo este da minha soprano favorita.
Não sei se é uma "estrela" mas é realmente uma cantora fantástica.
Muito segura, nada fora do lugar.
O cenário muito simples mas eficaz e funcional.
A orquestra como sempre de alta qualidade.
A Staatsoper Hamburg leva esta ópera à cena desde 1963.
Como não encontrei nenhum vídeo da Hellen Kwon, deixo este da minha soprano favorita.
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20 novembro, 2010
A Flauta Mágica em Vila do Conde
Quem acha que a ópera é um espectáculo antiquado engana-se! Que o digam as pessoas que encheram o Cine-Teatro Neiva, novo Teatro Municipal de Vila do Conde, no sábado passado. Com um tempo tenebroso, de frio, vento e chuva forte o teatro encheu. Muitas crianças, que a história e a música justificam.
O programa pode ser consultado aqui onde se inclui também o argumento da ópera.
Devo dizer que foi uma agradável surpresa. Em vez de recitativos tivemos diálogos em português, bem escritos e curtos, que não quebraram o ritmo musical. Tudo cantado no original, com a legendagem ( a meu ver não tão bem conseguida, mas funcional).
De salientar os intérpretes de Tamino - João Cipriano Martins, Pamina - Carolina Raposo, Papagueno - José Corvelo e Sarastro - Nuno Dias.
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17 julho, 2010
Cavalleria Rusticana e I Pagliacci
Estas foram as óperas que vi na Staatsoper Hamburg no fim de semana passado.
Não pertencendo ao rol das minhas preferidas têm no entanto o seu interesse e encanto.
O Intermezzo Sinfónico entre a primeira e a segunda parte da cavalaria Rusticana é lindíssimo.
Esta ária, Vesti la giubba, de I Pagliacci é a mais conhecida, aqui cantada por José Carreras:
Não pertencendo ao rol das minhas preferidas têm no entanto o seu interesse e encanto.
O Intermezzo Sinfónico entre a primeira e a segunda parte da cavalaria Rusticana é lindíssimo.
Esta ária, Vesti la giubba, de I Pagliacci é a mais conhecida, aqui cantada por José Carreras:
17 abril, 2010
Carmen
Mais uma ópera, outra vez na Staatsoper de Hamburgo.
Já me tinha esquecido de como gosto da música desta ópera. Não daquela que vem à cabeça normalmente, quando se fala da Carmen, mas da outra toda que nunca se trauteia, se adapta ou usa num qualquer evento multimédia. A mezzo soprano Cristina Damian foi uma Carmen bastante credível. A soprano Vida Mikneviciute , no papel de Micaela foi a melhor cantora da noite.
28 janeiro, 2010
Donizetti em Hamburgo
No fim de semana passado assisti, com o Rainer, à ópera Lucia de Lammermoor. A soprano Ha Young Lee, no papel de Lucia tinha uma voz absolutamente poderosa, que contrastava com a sua franzina constituição física.
Mais uma vez a orquestra e a direcção de Simone Young muito boa, com o uso de um instrumento glasharmonika, que gostei imenso de ver tocar (com a ajuda dos binóculos da minha avó Susana).
George Petean (Enrico), Ha Young Lee (Lucia di Lammermoor), Dirigentin Simone Young und Saimir Pirgu (Edgardo).
Foto: Michael Rauhe
A única pena que tenho é que uma música tão bonita e uma história tão trágica merecia uma cenografia melhor, mais bonita, mais coerente e menos "vanguardista". Era mesmo feia!
Mais uma vez a orquestra e a direcção de Simone Young muito boa, com o uso de um instrumento glasharmonika, que gostei imenso de ver tocar (com a ajuda dos binóculos da minha avó Susana).
George Petean (Enrico), Ha Young Lee (Lucia di Lammermoor), Dirigentin Simone Young und Saimir Pirgu (Edgardo).
Foto: Michael Rauhe
A única pena que tenho é que uma música tão bonita e uma história tão trágica merecia uma cenografia melhor, mais bonita, mais coerente e menos "vanguardista". Era mesmo feia!
06 novembro, 2009
Un Ballo in Maschera - Verdi
Angela Brown - Marcelo Alvarez
Não pude ver nem ouvir o Marcelo Alvarez, mas vi e ouvi Angela Brown, em Hamburgo, nesta ópera de Verdi. A história à volta do argumento é muito interessante e está relacionada com a História da Europa, na época de Verdi.
Eu sei que o vídeo é um pouco longo, mas vale a pena!
Não pude ver nem ouvir o Marcelo Alvarez, mas vi e ouvi Angela Brown, em Hamburgo, nesta ópera de Verdi. A história à volta do argumento é muito interessante e está relacionada com a História da Europa, na época de Verdi.
Eu sei que o vídeo é um pouco longo, mas vale a pena!
06 junho, 2009
Delibes - Lakmé Flower Duet Erika Miklosa Bernadett Wiedemann
Na semana passada a minha irmã ofereceu-me um CD com árias de ópera.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
Esta é a primeira ária, duma ópera que tenho em CD, mas que nunca vi ao vivo. Mas sei que muitas pessoas conhecem a música mas não sabem de quem é, nem o que é.
Na Wikipédia encontram mais informação.
19 fevereiro, 2009
Pelléas et Mélisande - Claude Debussy
Esta é a próxima ópera que vou ver aqui, já no próximo fim de semana. É uma ópera sem os habituais esquemas de árias e coros, recitativos e grandes melodias populares. Nunca a vi por inteiro, embora a tenha ouvido. Espero que seja realmente uma nova experiência.
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
Act one, third scene. Mélisande: Colette Alliot-Lugaz. Pélleas: François Le Roux. Golaud: José van Dam; Arkel: Roger Soyer; Geneviève: Jocelyne Taillon; Yniold: Françoise Golfier. Director: Pierre Strosser. Conductor: John Eliot Gardiner
02 janeiro, 2009
As Festas Musicais em Hamburgo


Como não podia deixar de ser: primeiro um Concerto no Laeiszhalle com o sequinte programa: SOL GABETTA Violoncello Antonio Vivaldi 1678-1741) Konzerte für Violoncello Arcangelo Corelli (1653-1713) Concerti grossi 27. 12. 2008 - Hamburg, Laeiszhalle .
O que me deixou mais espantada foi o Inverno de Vivaldi tocado com o Violoncelo como solista. Muitas pessoas já terão visto e ouvido, mas para mim foi a primeira vez.
Tenho de dizer que a orquestra é muito, muito boa.
A segunda parte da festa musical foi A Flauta Mágica na Ópera de Hamburgo . Não vale a pena falar da música, porque é sempre fantástica, mas talvez porque sempre associei alguma coisa de extraordinário a esta ópera, foi uma desilusão. Provavelmente estava à espera de uma cenografia diferente, porque não posso dizer nada da interpretação, notável sobre todas as perspectivas, menos nesta, relacionada directamente com as escolhas cénicas. E foi uma pena! Já aqui vi tantas óperas e logo esta me desiludiu.
06 dezembro, 2008
Turandot - A última ópera de Puccini
Foi também a última ópera que vi, com o Rainer, em Hamburgo! No mesmo lugar de todas as outras que já aqui postei.
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
Além de ser o ano dos 150 anos do nascimento de Puccini, 2008 está a chegar ao fim.
Esta ópera, que tem um final feliz, tem um "Durante" absolutamente trágico e cruel. A música é de um dramatismo terrivelmente pesado, logo desde a pequena introdução, que acho que nem chega a ser uma Abertura.
Ia postar aqui a cena dos 3 enigmas, precisamente por causa do dramatismo da música, mas achei que além de longa, ninguém iria ter coragem de ouvir até ao fim.
Fica então a ária que toda a gente conhece, cantada por José Carreras, até agora ainda o meu tenor favorito.
José Carreras "Nessun dorma"
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03 novembro, 2008
"O elixir d'amor "em Hamburgo
No último fim de semana voltei a assistir a um belíssimo espectáculo de ópera.
Como sempre casa cheia. A técnica continua a ser a da produção que é alternada com outras produções em cada temporada e repetida em temporadas diferentes.
Já aqui disse que seria bom alguém com responsabilidades na área ir saber como se organiza a ópera de Hamburgo. Não acredito que com semelhante oferta não haveria público em Portugal ( e alguns mecenas, já agora) para ter pelo menos uma casa de ópera a funcionar no país.
04 junho, 2008
Giuseppe Verdi MacBeth
Domingo, 1 de Junho de 2008, 19 horas
Para os entendidos provavelmente não é nada de mais, mas eu, que não conhecia bem a música desta ópera, achei uma delícia.
O enredo toda a gente conhece, a forma como Verdi o sentiu é admirável.
Foi a segunda vez que ouvi a orquestra tocar sob a direcção de uma maestrina, neste caso Julia Jones; estas duas vezes foram, segundo a minha visão, as vezes em que tocou melhor. O coro muito, muito bom.
A escolha de algum guarda-roupa é que não terá sido a melhor.
05 maio, 2008
O Barbeiro de Sevilha em Hamburgo
Foi mais uma vez, para mim, a prova de que o sistema da Ópera de Hamburgo é um bom sistema! A produção está feita, as grandes despesas também: ao logo de cada temporada levam cada produção 5 a 6 vezes à cena, com cantores diferentes e maestros diferentes. Quer dizer que fazem um investimento que é rentabilizado ao longo do tempo. Têm sempre a casa cheia e até agora só vi grande qualidade.
No sábado passado deliciei-me, outra vez, com boa ópera, de altíssima qualidade musical e muito bem representada! Claro que não sendo uma "expert" no assunto, também não sou propriamente uma ignorante e se bem que os cantores não se medissem todos pela mesma bitola, foram no geral muito bons. O menos bom foi precisamente o Fígaro mas nada de escandaloso, apenas uma voz menos potente e portanto às vezes suplantada pela orquestra.
Deixo-vos então este link
para saberem mais sobre a Staatsoper de Hamburgo e este
para lerem sobre o elenco que eu vi. O site é muito completo, embora seja quase todo em alemão e portanto complicado para quem não domina a língua como eu. Mas o primeiro link é para uma secção em Inglês.
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