14 setembro, 2014

Água em garrafa A4

A MemoBottle é uma garrafa de água que te permite economizar espaço na carteira. É um projecto de design do australiano Jesse Leeworthy e do californiano Jonathan Byrt



Esta garrafa é reutilizável e tem o tamanho de uma folha de papel

Texto de Tânia Durães • 08/09/2014 - 17:01



A MemoBottle é um projecto fundado pelo designer Jesse Leeworthy e pelo consultor financeiro Jonathan Byrt, que vem redefinir a forma da garrafa de água comum, ao apresentar uma configuração nova e plana que ocupa menos espaço na carteira, ao contrário das volumosas garrafas de água tradicionais.

Jesse e Jonathan lançaram uma campanha de “crowdfunding” no Kickstarter, que estará a decorrer até ao dia 12 de Outubro, de forma a angariarem o capital necessário para a execução do projecto.

A equipa MemoBotlle alterou muitos elementos que eram característicos da tradicional garrafa de água, a forma deixou de ser cilíndrica e passou a ser semelhante à de um bloco de notas, com cerca de 30 milímetros de espessura. Com isto, Jesse e Jonathan conseguiram mais de 58 mil dólares (aproximadamente mais de 44,1 mil euros) de financiamento no Kickstarter, quando inicialmente tinham pedido 15 mil dólares (aproximadamente 11,4 mil euros).

Jesse Leeworthy e Jonathan Byrt tinham como objectivo criar um produto que estivesse em equilíbrio com a sustentabilidade ambiental e com a melhoria da qualidade de vida da sociedade. De acordo com a PRNewswire, há estudos sugerem que são consumidas cerca de 1500 garrafas de água, não recicladas, por segundo, nos EUA e que apenas 20% destas garrafas são recicladas.

A MemoBottle é projectada para ajudar a reduzir o número de garrafas de água de plástico, que estão a ter um efeito devastador sobre o meio ambiente. Esta garrafa reutilizável é vista, por parte dos seus criadores, como uma alternativa mais amiga do ambiente. “As garrafas de plástico reutilizável são 80% mais ecológicas do que as tradicionais garrafas de água.

A MemoBottle é feita com um plástico transparente, fino, resistente e livre de Bisfenol A ou BPA, uma substância química prejudicial à saúde, é lavável na máquina e tem uma grande durabilidade”, conta a equipa da MemoBottle à PRNewswire.

Esta garrafa de água reutilizável é inspirada na forma e nas várias dimensões de uma folha de papel e por essa razão é possível encontrá-la nos formatos A5 – 148x210 milímetros (com capacidade para 750 mililitros), A4 – 210x297 milímetros (com capacidade para 1,25 litros) e Letter – 216x279 milímetros (com capacidade para 1,25 litros). Ainda não há uma data específica de quando a MemoBottle começará a ser comercializada, nem informações sobre qual é o preço que estará associado a este produto. 

21 agosto, 2014

Cinco segredos para melhorar a capacidade de aprender e de memorizar



5 Secrets to Improve Learning and Memory

"I’ve already posted a research round-up on becoming an expert at anything. That was focused on the big picture of how to master something over a period of years.

Yeah, It’s Gonna Take Effort
This time let’s get less macro and focus more on the nitty-gritty of what you need to do when you sit down, roll up your sleeves and try to learn something new.
No, I’m not going to lecture you like Grandpa about the virtues of hard work, but your brain takes in a lot every day and remembering everything isn’t realistic. Research consistently shows effort is how you let your grey matter know something is worth retaining.
The more effort you expend, the better you learn:
…undergraduates in the study scored 29 to 63 percentage points higher on tests when they used study techniques like recording complete notes, creating comparative charts, building associations, and crafting practice questions on their screens.
You’re not going to learn much passively. Re-reading material four times was not nearly as effective as reading it once and writing a summary. Even just writing by hand is beneficial. More effort, better results.
There is a system for developing a near-photographic memoryand it works, but takes some practice.
The two key things to remember here are testing yourself andspacing out learning over time.
In more than two dozen studies published over the past five years, he has demonstrated that spaced repetition works, increasing knowledge retention by up to 50 percent. And Kerfoot’s method is easily adapted by anyone who needs to learn and remember, not just those pursuing MDs.

Get Invested

Feeling a connection to the material is powerful. Finding an angle on the subject that makes you curious about it is gold.
Is it too boring? Get invested by betting on your ability to remember it. Yeah, like gambling. Promise yourself a reward before you go to bed and you’ll learn more as you sleep.
Don’t just try to drill knowledge in, connect it to things you already know. Really try to understand it, not just memorize it. This is why teaching someone else is a great way for helping you learn. If you can’t explain it, you don’t know it.

Steroids For Your Brain

Save the healthy eating for another time, coffee and a donut is steroids for your brain. Yes, it’s science. Yes, Red Bull isn’t just for partying, it’s also for studying.
I don’t want to recommend cigarettes to anyone but if you’re already a smoker, light up before you learn. Nicotine does improve cognitive performance.

Fundamentals

We’re always looking for a magic bullet. Truth is that just as with getting in shape, fundamentals like getting enough sleepand regular exercise have far greater effects than well-marketed supplements. Seriously, naps after learningare powerful.
You need to calm down and concentrate. Turn off the music. No group studying. Stop kidding yourself — you can’tmultitask. (Guys, when studying stay away from pretty girls. Don’t even think about them.)

Little Tricks

There are lots of little tips that can help as well:
Too lazy for all this? Get a good luck charm. Seriously, theywork."

14 agosto, 2014

António Damásio - Entrevista Exclusiva


Uma entrevista fundamental. As neurociências, o cérebro, a Humanidade... mas antes de tudo a Vida!
A montagem da entrevista está muito bem feita e permite parar e pensar no que se acabou de ouvir.



24 maio, 2014

A obsolescência da educação

Manuel Castells - A obsolescência da educação

 Tinha de partilhar!
Parece que nunca ninguém me percebe sobre este assunto, mas acho que este pequeno vídeo é bastante claro!

 

 

 

 

12 maio, 2014

Looking At Tears Under A Microscope Reveals A Shocking Fact.

Um post muito interessante e surpreendente.
Aconselho vivamente a consultar aqui.
Tem muito mais fotografias.

One day Rose-Lynn Fisher wondered if her tears of grief would look different compared to her tears of joy, so she began to explore them up close under a microscope.
She studied 100 different tears and found that basal tears (the ones that our body produces to lubricate our eyes) are drastically different from the tears that happen when we are chopping onions. The tears that come about from hard laughter aren’t even close to the tears of sorrow. Like a drop of ocean water each tiny tear drop carries a microcosm of human experience. Her project is called The Topography of Tears.
  
Tears from laughing until crying
 




Rose-Lynn Fisher

Tears of change



16 fevereiro, 2014

O tutor digital vai aonde o professor não chega


Hoje no Público, um artigo interessante e importante, para todos os professores!


Um estudo-piloto feito pela Universidade do Minho demonstra queo uso da aplicação hipermédia, construída por especialistas de Matemática e de Psicologia de Educação, pode contribuir para o sucesso escolar. 


A experiência no terreno envolveu 62 docentes e 2862 estudantes do 8.º ano .      fotografia de David Clifford  


“Tenta resolver a questão antes de ires à página das soluções.” “Só deves ver a solução depois de teres tentado resolver o problema.” “É a terceira vez que tentas ver a correcção.” Num tom paciente, mas firme, o tutor digital ganha corpo no monitor do PC, cobrindo triângulos rectângulos sempre que um aluno mais apressado tenta saltar um exercício de aplicação do Teorema de Pitágoras.
Aquele avatar (que também sabe ser prestável) foi considerado decisivo para os resultados do estudo-piloto realizado pela Universidade do Minho (UM). E isto porque, explica Isabel Garcês, uma docente de Matemática que participou na experiência, “o tutor digital consegue ir aonde o professor não chega: a cada um dos alunos”.
Uma aplicação hipermédia, explica Ricardo Pinto, professor da UM, alia o multimédia ao hipertexto para, através de links, proporcionar “a mobilidade do utilizador”, que em vez de aceder a uma informação apresentada de forma sequencial e linear tem autonomia para criar um percurso próprio de navegação, consoante os seus objectivos e necessidades. E a questão em que o estudo assentou foi: o uso de aplicações daquele género na sala de aula pode promover o sucesso escolar? “A resposta é ‘sim’”, adianta Ricardo Pinto, que vai apresentar os resultados da investigação na sua tese de doutoramento. 
2862 alunos testados
A experiência no terreno decorreu há cerca de um ano, durou três semanas e envolveu 62 docentes e 120 turmas com um total de 2862 estudantes do 8.º ano. A aplicação testada foi uma das muitas alojadas no sítio da Internet Hypatiamat, um projecto em curso destinado a alunos do 5.º ao 9.º ano e aos respectivos pais e professores.
Na sequência de uma acção de formação para docentes de Matemática sobre o Hypatiamat, foram criados três grupos, cada um composto pelos alunos de 40 turmas. O grupo experimental 1 usou a aplicação Teorema de Pitágoras de forma sistemática, nas aulas e em casa, com o apoio dos respectivos professores; os alunos do grupo experimental 2 apenas foram informados sobre a existência da aplicação e da possibilidade de a ela recorrerem; os estudantes das 40 turmas que formaram o grupo de controlo não tiveram qualquer contacto com a ferramenta.
Ricardo Pinto relata que nos testes anteriores à experiência, os três grupos (cada um com 40 turmas) tinham resultados semelhantes no que respeita ao domínio de conteúdos (entre 45,61% e 45,91%, sendo o mais alto o do grupo de controlo). Mas os testes feitos depois de três semanas de aulas sobre o Teorema de Pitágoras mostraram diferenças entre os três que os investigadores consideraram significativas, do ponto de vista estatístico.
O grupo de controlo obteve a nota média 47,84 % e o dos alunos que usaram a aplicação do Hypatiamat por sua iniciativa a de 51,47%. No grupo de 40 turmas em que a aplicação relativa ao Teorema de Pitágoras foi utilizada sistematicamente para aprender, praticar e consolidar conhecimentos, na escola e em casa, a média foi a mais alta: 62,7%.
Os resultados dos testes às estratégias de auto-regulação da aprendizagem (capacidade para estabelecer objectivos, planear o estudo, testar conhecimentos, colmatar falhas, etc) também foram considerados relevantes. Numa escala de 0 a 5 valores, o grupo de controlo passou de 3,47 para 3,42; o grupo que usou a aplicação de forma esporádica subiu de 3,47 para 3,49; o que a utilizou de forma sistemática saltou de 3,50 para 3,75.
“Um encontro feliz”
Os resultados da investigação — que serão analisados de forma aprofundada na tese de doutoramento de Ricardo Pinto — foram recebidos com entusiasmo nas Universidades do Minho e de Coimbra. “Já sabíamos que era assim, mas a notícia veio reforçar a convicção de que este encontro entre a Tecnologia, a Psicologia, as Ciências da Educação e a Matemática foi muito feliz”, comenta Dina Loff.
Fala do encontro no sentido literal. Dina Loff é uma investigadora, professora universitária, que foi chamada a dar formação a professores do ensino básico e secundário e que “por acaso” se cruzou, nesse papel, com Pedro Rosário. Pedro Rosário estava ligado à formação de docentes porque, para além de vice-presidente da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, é especialista em Psicologia da Educação e em auto-regulação da aprendizagem. Foi com ele que, por sua vez, se encontrou na UM Ricardo Pinto, que, depois de 20 anos a dar aulas de Matemática a miúdos do 3.º ciclo, decidiu voltar à universidade para fazer o mestrado em Tecnologias Educativas.
Constituída por outros elementos, a equipa do Hypatiamat caracteriza-se “pela carolice, pelo entusiasmo e pela abertura de espírito”, descreve Dina Loff. Se uns sabem de Matemática, outros são especialistas em didáctica ou em estratégias de auto-regulação. Por isso se concentram, no que respeita a cada conteúdo, em aplicar o que sabem naqueles três domínios, explica Pedro Rosário.
É nesse contexto que aparece o tutor digital. Firme (“Verificar sem aprender não é uma estratégia para quem quer aprender”), mas preocupado (“que dificuldades estás a sentir?”), prestável (“Queres ajuda?”) e generoso (dando pistas, aconselhando revisões, explicitando o enunciado e ajudando a desenhar estratégias). “Faz o que eu não consigo com uma turma de 30 alunos: presta atenção a cada um, individualmente, e ajuda-o a traçar o seu próprio percurso”, afirma Isabel Garcês.
Aulas mais participadas
Com 20 anos de serviço, aquela professora, que participou na experiência, explica que as aulas “são muito mais participadas”. E que os trabalhos de casa não só se tornam mais divertidos para os alunos (nativos digitais, como os classifica Ricardo Pinto) como fornecem informação preciosa aos professores. O sistema oferece-lhes um relatório que permite saber se os alunos fizeram o trabalho de casa, quanto tempo demoraram a fazê-lo, se tentaram saltar para a solução, que estratégias usaram para ultrapassar obstáculos.
Os alunos têm ao seu dispor o “skillómetro”, um instrumento de registo das capacidades e conhecimentos adquiridos que não se limita a apontar os ganhos e a assinalar as falhas, mas sugere caminhos para chegar aos 100%. O controlo sobre a evolução e a necessidade de escolher uma estratégia reforça a capacidade de auto-regulação da aprendizagem, frisa Pedro Rosário.
O objectivo da equipa do Hypatiamat é, agora, cobrir todos os conteúdos do 5.º ao 9.º ano. Pedro Rosário garante que aos professores “que invariavelmente perguntam quando começarão a pagar pelos conteúdos” responderão sempre: “Nunca.”


01 fevereiro, 2014

The Preacher Gave the Sermon. Bach Made it Sing.

Retirado de Big Think um texto de John Eliot Gardiner
Não traduzo porque não sou especialista, mas podem usar o tradutor disponível aqui no blog.
 
"The amazing thing about Johann Sebastian Bach more than any other composer I can think of is that he tolerates such a diversity of different interpretations.  You can play him on an organ.  You can play him on a Moog synthesizer.  You can play him sung by a mass choir, a huge symphony orchestra or a minimalist ensemble of just one voice or one instrument per part.  And he still comes through.  You can transcribe his cello music for mandolin, for any single instrument and it still packs its punch and comes over with extraordinary pathos and attractiveness, too. 
Because contrary to the popular image I think that many people have of Bach as being a bit kind of mathematical and remote and severe, the music itself tells you something quite different.  The music is complex.  The music is mathematical.  But it has amazing dance impregnated rhythm and secularity. Even when he’s writing to the glory of God there is a sense of kind of secular joy, secular ebullience and effusion in his writing which makes it so attractive.  And it leaps over all the boundaries of nationality, of date, of period.  And really it reinforces the idea that this is music that is for our time. 
I feel this particularly strongly as regards the church cantatas that he wrote and we’ve got about 200 of them.  There may have been many more but have got lost in the sands of time that either were burned or used to light fires or just perished.  They’re extraordinary pieces because in a way you could think nothing more irrelevant to our times because they were written for a very specific moment in a church service within the liturgy of a parochial liturgy in a provincial town in Germany.  And yet there is something about the way that Bach formulates his music that leaps over all those obstacles and those division and speaks to us very directly now. 
And I think it’s representative of his urgent need to communicate and to impart his own feelings.  Not just to be a compliant servant of the clergy of the church but to have his own views as to how the Christian doctrine appeals to him and also how he thinks it applies to his fellow man.  Because there’s no doubt about it, he puts his own spin on the texts.  And that, I suppose, begs the whole question of the relationship between music and text. 
Music is not always the compliant hand servant, the maid servant of text.  It can operate according to its own rules and it can function quite differently.  And in counterpoint to the text it’s supposed to be elucidating.  And never is this more true in the case of Bach where the sermon would be delivered by the preacher and it would be laying down the law of the particular theme of the week which is based on the gospels or the epistle.  But the moment that Bach gets his hands on it he can then alter the speed of delivery.  He can alter the repetitions, the emphases, the way it comes over rather like a reiteration, like somebody who is giving a speech.
But a speech encoded, encrusted with the extra richness that music brings as a result of the interplay of all the factors of music – the harmony, the counterpoint, the polyphony, the orchestration, the individual timbre of instruments, the tessitura.  All these things which make it incredibly rich and a highly developed form of human utterance. "
In Their Own Words is recorded in Big Think's studio.
Image courtesy of Shutterstock

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12 janeiro, 2014

Wir danken dir Gott, BWV 29

Bach: Wir danken dir Gott, BWV 29 | Masaaki Suzuki & The Bach Collegium Japan 

 Via a Herança de Bach, no Facebook, mais uma Cantata e um artigo muito interessante da DW.

 

06 janeiro, 2014

The Perfect Teacher

Surripiado a Teachers' Room, via Facebook. Mas lá os posts desaparecem muito depressa!


30 dezembro, 2013

E não se pode pedir responsabilidades?

Hoje no Público, um artigo de opinião, importante, a meu ver!

1993 é mais do que um ano, é o começo de um período de disparates

"Para regressar a 1993, temos de o fazer dentro de uma década para que a viagem faça sentido. Chegamos desde logo a um período em que vivíamos uma euforia alimentada pela entrada de Portugal na que é hoje a União Europeia. O ano de 1993 estende-se pelo resto da década por ter sido o começo de um período de disparates.
A situação política estava estabilizada, Cavaco Silva liderava o seu segundo Governo, tinha-se retomado um certo crescimento económico, mas sobretudo tinha-se criado a ideia, com os dinheiros da CEE, de que isto agora era um maná. A construção civil crescera muito, as pessoas queriam ter a sua casa, o que era normal. Hoje é reconhecido por todos que houve nessa altura demasiada facilidade na aquisição de casa própria, mas não é a isso que me refiro quando digo que começaram os disparates.
Os disparates começaram porque não aproveitámos esse período de adesão europeia, com um governo estável, para responder ao desafio de estarmos integrados num grupo de países com um desenvolvimento muitíssimo maior do que o nosso. Não encarámos isso como um desafio a que era preciso responder com determinação, mas como se nos tivesse saído a sorte grande e tudo fosse fácil – um pouco à portuguesa. E então começam os exemplos dos disparates.
Quando, na sequência do Tratado de Maastricht (1992) surgiram os problemas para respeitar o défice orçamental, matéria de que agora tanto se fala, arranjou-se a solução enganosa de atirar para o futuro. E os anos assim foram passando, em euforia.
O país tinha então empresas na órbita do Estado com os seus próprios fundos de pensões (PT, CTT). Entrámos na década de 2000 e na altura a ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, chamou para o Estado o fundo de pensões da PT, para resolver um problema de défice orçamental.
A transferência do fundo de pensões entrou como receita do Estado esse ano para ficarmos abaixo do célebre limite dos 3%. Estávamos em 2003. O Governo integrou o fundo de pensões da PT na Caixa Geral de Aposentações (CGA), Portugal ficou abaixo do tecto do tratado, continuámos a ser chamados bons alunos e começou a atirar-se para o futuro da CGA os encargos correspondentes que agora se estão a ver.
Seguiram-se outros governos e outros fundos de pensões, nomeadamente dos CTT e dos bancários. Tudo isso tem pesado muitíssimo no desregulamento da capacidade do Estado de assegurar o pagamento de todas essas pensões, pelas quais ficou responsável, em contrapartida da entrada dos fundos como receita pública.
É também deste período um grande aumento no número de funcionários públicos e a introdução do regime de promoções automáticas pelo qual um funcionário público era automaticamente promovido ao fim de um certo tempo, independentemente de outras considerações. Era apenas uma questão de tempo.
É com a ideia generalizada nesta década de que havia sempre dinheiro que começa uma série de obras de utilidade discutível e em regime de pagamentos diferidos, tudo isso atirando custos para o futuro. Agora estamos nesse futuro, com dificuldade em pagar os encargos.
Não se aproveitou a estabilidade política existente para tirar partido das vantagens competitivas que Portugal, apesar de tudo, oferecia – e que nesse tempo ainda eram mais significativas – para forçar um maior investimento estrangeiro, sobretudo na área dos bens transaccionáveis. Pelo contrário, insistiu-se nos serviços, nomeadamente imobiliário, e diminuiu a indústria, em vez de aumentar.
Não se usou o que poderia ter sido um trunfo enorme para o desenvolvimento do país e havia todas as condições para o fazer. Sentimos hoje os efeitos de nos termos tornado um país de serviços. O turismo tem todas as vantagens, mas não chega, como verificamos. Em contrapartida, o que se desenvolveu foi o imobiliário com as consequências conhecidas de aumento anormal do valor das casas, para além do seu valor real, especulação na construção, na promoção imobiliária e o rosário que se seguiu.
Conjugou-se a euforia dos "dinheiros de Bruxelas" e a acção deficiente de um governo estável na altura que não tirou partido dessa estabilidade para forçar um desenvolvimento e entusiasmar os portugueses a saberem responder ao desafio que a CEE significava. Vingou a ideia de que era uma benesse e que nos tinha saído a sorte grande. Não era nada disso. Era o início dos disparates, que infelizmente continuaram.
Manuela Ferreira Leite foi a primeira, mas houve vários governos, inclusive do PS, que fizeram o mesmo. Hoje fala-se muito nas PPP, mas não se fala no efeito das transferências dos fundos de pensões: as dificuldades financeiras da CGA também têm a ver com esses buracos sucessivamente tapados transferindo para o Estado o encaixe e a responsabilidade de pagar aos reformados da banca, dos CTT e outros como se fossem funcionários públicos.
Todas essas manobras tiveram o mesmo efeito que foi atirar para o futuro, à conta da CGA, o pagamento de pensões de reforma de pessoas que não tinham nada a ver com a função pública. Agora estamos a pagar e bem estes disparates."
A partir de depoimento verbal
José Torres Campos foi secretário de Estado da Indústria e Energia nos três primeiros governos provisórios, foi gestor da Cimpor, da Liscont, do IPE e da Parque Expo , entre outros. Em 1993 trabalhava no sector privado.

 

05 dezembro, 2013

Liszt - Mephisto Walz No.1

BORIS BEREZOVSKY

Liszt no seu melhor. Para ouvir e ver com atenção. Garanto que vale a pena!

01 dezembro, 2013

"Schwingt freudig euch empor"


Voltemos à Música e, claro, a Bach!

Aria, performed by Nuria Rial and the J. S. Bach Foundation.


10 novembro, 2013

Dar a volta!


Nos dias que correm todas as mensagens positivas, bem estruturadas, são importantes. Muito para além dos valores de quem a transmite em primeiro lugar.
Vale a pena ver, partilhar e voltar a ver!


06 novembro, 2013

Intelligence: It's Not Just IQ

Um muito interessante vídeo. Talvez um pouco longo, mas acho que vale a pena o tempo gasto. Há várias mensagens importantes.


26 outubro, 2013

ESMAE - Mais coisas que acontecem na 210


O trabalho árduo, o talento: a Música!



21 outubro, 2013

Curso de Música Antiga da ESMAE


Não sei dizer exactamente o que estão a tocar, mas é um concerto na escola, num post retirado do Facebook, com o título "coisas que acontecem na 210", que é uma sala da escola.

Muito bom!




01 outubro, 2013

22 setembro, 2013

Façamos a revolução na educação!

Este vídeo de 2010 continua muitíssimo actual! Eu diria que se alguma coisa ajudou a mudar foi do tamanho de uma gota no oceâno. Em Portugal ainda será menor a mudança! E no entanto percebe-se diariamente que é preciso revolucionar o sistema e não mais reformá-lo!

 E é preciso discutir e debater, mesmo sendo um tema muito difícil e abrangente, diria global. É preciso levar esta disussão para dentro de cada escola e nela dentro de cada grupo de trabalho. E claro dentro dos imensos departamentos do Ministério da Educação, incluindo o Gabinete do Ministro. 

03 setembro, 2013

Incredible-edible-todmorden

Através deste artigo no P3 do Público cheguei a este vídeo fantástico. Acho que não tem legendas em Português, mas percebe-se razoavelmente bem.

A ideia de que pequenas acções são importantes e fazem a diferença;
A ideia de que não é preciso burocracias, grandes planos e estratégias e relatórios;
A ideia de que as pessoas têm a comida como base fundamental de interesse;
Muitas mais ideias...



E acho esta mulher um espanto!
Este o link para o projecto.