17 junho, 2013

A greve geral de professores de 17 de Junho 2013

Esta greve poderia ter sido a GREVE das GREVES, se os sindicatos se tivessem chegado à frente com a questão do FUNDO DE GREVE! Tiveram muitos professores de se organizar nesse sentido. Em muitas escolas criaram um fundo para pagar a meias a greve do colega na reunião de avaliação! Mesmo assim foi a questão do dinheiro que pesou muito hoje para alguns professores! Há uma outra greve marcada para 27 de Junho. Poucos são os que suportam pagar as duas.

Já estive nessa situação há muitos anos e foi por essa mesma razão que saí do sindicato.
Ou fazia greve ou tinha dinheiro para pagar o infantário do meu filho. Pus a questão à direção do sindicato, através dos representantes na escola. A resposta que recebi sobre a criação de um fundo de greve? "Não há tradição de fundos de greve no sindicalismo português".
Podem não acreditar, mas foi essa a resposta que obtive.
E a resposta à minha carta de demissão, que pedi expressamente, ainda estou à espera, passados mais ou menos 19 anos.

Quando se lutou por causa da Avaliação de Desempenho fomos mal tratados por não termos capacidade de luta!
Na questão da criação dos Mega-Agrupamentos continuamos ( e vamos ser ainda mais) maltratados!
Na questão da Autonomia, tentam atirar-nos poeira para os olhos, com lindas palavras e introduções fabulosas nos decretos e despachos, mas no fim as balizas são tão apertadas, que não há autonomia para nada de importante!

Aos professores sindicalizados peço que levem esta questão do fundo de greve para os vossos sindicatos.
Para os não sindicalizados peço que reflictam, em conjunto com outros colegas, se é ou não uma questão determinante.
Aos múltiplos e variados sindicatos e sindicalistas peço o mesmo e peço que sejam honestos nos objectivos da vossa existência. É preciso unir a classe em torno das preocupações comuns  e consensuais: juntem-se e discutam todos os pontos em que estão de acordo. Vão ver que o que vos separa é o acessório e não o que realmente interessa.

Lembro que no ano passado todos nós trabalhamos 12 meses e recebemos 11!
Lembro que todos os que são efectivos e assinaram um contrato e foram nomeados com publicação em Diário da República, já não são efectivos: são todos mobilizáveis e dispensáveis.
Lembro a todos que diariamente estão a mudar as regras e que nós, os que sabemos bem o que se passa no terreno, nunca somos consultados.